Doenças cardíacas podem ser agravadas durante crise econômica - IMEB

Doenças cardíacas podem ser agravadas durante crise econômica

Quando a economia vai mal, dói no coração. Em época de crise econômica e dificuldades para manter a economia de um lar, muitas pessoas vivem sobre estresse e podem desenvolver problemas cardíacos. Segundo o médico cardiologista, Rogério Krakauer, 47, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, e cardiologista do Hospital Dr. Cristónão da Gama, de Santo André, a situação é mais grave quando o paciente já possui histórico familiar.

“Há sempre uma razão. As dificuldades econômicas deixam o nível de estresse do paciente elevado. Ele come mal, dorme mal e a adrenalina aumenta. Isso faz com que o índice de doenças cardiovasculares aumente principalmente em quem já possui pré-disposição”.

Dia 29/09 é celebrado o Dia do Coração e neste momento deve-se atentar para os riscos que uma pessoa corre ao viver em ambientes estressantes durante anos ou meses. Recomenda-se ter uma dieta saudável, dormir bem, manter o peso corporal, pressão arterial, glicemia e colesterol nos índices indicados, ter uma atividade de lazer além de fazer exercícios, como caminhada, pelo menos meia hora todos os dias. Para o cardiologista, uma caminhada de 45 a 60 minutos, cinco vezes por semana, já tem efeito importante no sistema cardiovascular.

Krakauer explica que pessoas que possuem alimentação equilibrada e seguem todas as recomendações médicas, como praticar atividade física, não possuem riscos tão grandes em ter, durante uma situação estressante, picos hipertensivos e arritmias, seguidas ou não de infarto ou derrame (AVC). “Os fatores de risco podem ser diminuídos até 85% com uma dieta equilibrada e exercícios”.

A incidência e a prevalência das doenças cardiometabólicas como hipertensão e diabetes, têm aumentado e estima-se aumento contínuo nos próximos 30 anos em consequência do estresse da vida moderna, causado em grande parte pelo trânsito, alimentação inadequada e sedentarismo. Por outro lado, a estimativa de vida vem aumentando nos últimos anos, claramente, pela melhora das condições de tratamento, acesso, tecnologia. Portanto, vive-se mais, porém questiona-se a qualidade.

O médico finaliza dizendo que em geral, os casos de doença cardíaca ocorrem na fase adulta, até os 65 anos e quanto mais velha a pessoa, maior a chance de ter um problema cardiovascular ao ser submetido ao estresse.

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Destaque Notícias

30 de setembro de 2015

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