Doenças cardiovasculares aumentam nas mulheres a partir dos 30 anos - IMEB

Doenças cardiovasculares aumentam nas mulheres a partir dos 30 anos

Um a cada três óbitos de mulheres no Brasil é decorrente de doença cardíaca. Aproximadamente a metade da população feminina, acima dos 30 anos, corre o risco de desenvolver doenças cardiovasculares nesta idade, quando o risco começa a aumentar de forma acelerada. A constatação é da coordenadora de Projetos do Hospital do Coração de São Paulo (HCOR-SP), durante palestra no Hospital Geral do Estado (HGE).

Edleusa Novaes explicou que o coração da mulher bate mais vezes por minuto do que o do homem devido à estrutura do corpo feminino. “A caixa torácica e o coração da mulher são menores. A quantidade de sangue impulsionada pelo coração da mulher, a cada batimento, é menor que no homem, apesar de ter a mesma demanda de oxigênio. Por isso os fatores de risco se intensificam nas mulheres”, explicou.

Segundo ela, a mulher diabética tem maior risco de desenvolver doenças do coração que o homem. Mulheres que fumam e usam contraceptivos orais ou injetáveis aumentam muito o risco de doença cardíaca das artérias coronárias e de acidente vascular cerebral, quando comparadas com mulheres não fumantes que utilizam anticoncepcionais.

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Fatores de Risco

Os fatores de risco para as doenças do coração são a hipertensão arterial, a diabetes, o excesso de colesterol no organismo, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o estresse, segundo a técnica do HCOR-SP. “Para evitar as doenças do coração, é necessário trabalhar os fatores de risco. O ideal é buscar auxílio de profissionais da equipe multidisciplinar, cardiologista, nutricionista, um educador físico, por exemplo. Com isso, é possível evitar que a doença se instale”, afirmou.

Ela recomendou que, entre os principais cuidados, estão o controle da pressão arterial para quem já é hipertenso, da alimentação, além do cuidado com o sal e açúcar. “Itens saudáveis como frutas e verduras, por exemplo, devem ser consumidos diariamente. Fazer atividades físicas diárias, com duração de, no mínimo 30 minutos, é importante e o estresse também deve ser observado, principalmente no público feminino”, orientou Edleusa Novaes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a pouca ou nenhuma prática de atividade física, contribui para o desenvolvimento das doenças crônicas degenerativas. Entre elas está a obesidade, diabetes tipo II, hipertensão arterial e angina ou infarto, entre muitas outras.

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Saúde do Coração

28 de outubro de 2016

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