Estudos trazem drogas que podem ser a chave na prevenção ao AVC - IMEB

Estudos trazem drogas que podem ser a chave na prevenção ao AVC

Responsável por 108 mil mortes por ano no Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) pode ser evitado, principalmente, por mudanças de hábito: reduzir peso, regular a dieta e livrar-se do tabagismo, por exemplo. Cientistas do Japão trazem um reforço farmacológico ao desafio. Eles apresentaram na Conferência Internacional da Associação Americana do Derrame, semana passada, em Los Angeles, resultados de uma vacina que evita o AVC e ameniza os efeitos dele.

Após anos de estudo em roedores, os pesquisadores das universidades de Tóquio, de Osaka e de Medicina e Medicina Dentária de Tóquio observaram que a droga proposta estabiliza a pressão dos vasos sanguíneos por mais tempo e também protege os neurônios, o que diminui as sequelas e mortes decorrentes do derrame cerebral. “A vacina é duradoura, possui efeito anti-inflamatório e se mostra capaz de proteger o cérebro após o bloqueio de um vaso sanguíneo. Tem o potencial de ser uma terapia para a pressão alta e uma prevenção do AVC”, afirmou o time de cientistas em nota sobre a pesquisa.

A descoberta sobre a capacidade da droga de proteger o cérebro do AVC veio de uma curiosidade sobre os efeitos da vacina no cérebro. Em princípio, ela foi elaborada para diminuir a atividade do hormônio angiotensina II, um pivô no tratamento da hipertensão e também associado ao AVC isquêmico. “Embora haja estudos que apliquem a vacina para tratar a hipertensão, até o momento, não foi dada atenção à sua eficácia sobre o AVC isquêmico”, destacaram os cientistas. Para sanar essa lacuna, eles dividiram ratos hipertensos em dois grupos: um com 53 roedores que receberam a vacina, o outro com 41 que receberam compostos de sal.

Os cientistas provocaram derrame em todas as cobaias. Em seguida, mediram, no sangue e no cérebro delas, os níveis do anticorpo estimulado pela vacina para controlar a ação da angiotensina II. Observaram que, comparados aos ratos com baixos níveis do anticorpo no sangue, os animais com altas taxas possuíam mais estruturas de defesa no tecido funcional do cérebro em que ocorreu o AVC. Nesse local, esses ratos apresentaram também menos danos no cérebro, com menor quantidade de neurônios prejudicados.

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Destaque Notícias

26 de fevereiro de 2016

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