Obesidade infantil: riscos, prevenção e tratamento

A obesidade infantil é atualmente considerada um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa condição atinge 340 milhões de jovens no mundo na faixa dos 5 aos 19 anos – destes, 40 milhões são menores de cinco anos.

No Brasil, os dados também são alarmantes! O IBGE aponta que uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso. Já o Ministério da Saúde estima que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para a obesidade.

A obesidade infantil pode levar a diversas complicações crônicas, além de causar prejuízos físicos, emocionais e psicológicos para crianças e adolescentes.

Neste artigo, você vai entender quais são os riscos da obesidade infantil e descobrir como prevenir e tratar o problema.

Acompanhe!

O que é considerado obesidade infantil?

A obesidade é uma condição definida como o excesso de gordura corporal, acima de certos parâmetros definidos. Em crianças de até 12 anos, é considerado obesidade infantil quando ela está significativamente acima do peso para sua idade e altura.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é caracterizada quando o peso da criança está 15% acima do peso médio utilizado como referência para sua idade.

Apesar do famoso índice de massa corporal (IMC) também ser usado no cálculo da obesidade infantil, essa definição leva em conta outros fatores, que tornam o cálculo mais complexo, já que essa fase da vida envolve mudanças irregulares na forma e composição corporal. Nesse sentido, essa avaliação deve ser feita por profissional habilitado (pediatra ou nutricionista infantil), para fechar esse diagnóstico. 

As consequências da obesidade infantil também são preocupantes. O problema pode acarretar diversas complicações crônicas, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

E não é só isso!

A depressão pode ser outro efeito da obesidade, devido à baixa autoestima relacionada ao próprio corpo, e ao bullying que muitas vezes ocorre com crianças nessa condição.

Por isso, se não tratada, a obesidade infantil pode trazer implicações desde a infância até a vida adulta.

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Causas da obesidade infantil

A obesidade infantil pode ter diversas causas, que vão muito além da alimentação, e envolvem fatores genéticos, ambientais e comportamentais que são influenciados pelo contexto e rotina familiar em que a criança está inserida. 

Algumas das principais causas da obesidade infantil, que podemos citar, são:

  • Alimentação: consumo excessivo de calorias (em relação ao gasto calórico), especialmente alimentos ricos em gordura e açúcar, além de opções processadas e industrializadas.
  • Fatores ambientais: a influência dos hábitos dos adultos é decisiva para a formação do padrão alimentar das crianças. Famílias em que os adultos se alimentam corretamente tendem a ter crianças igualmente saudáveis.
  • Sedentarismo: pouco tempo dedicado a atividades físicas e brincadeiras ativas, geralmente substituídas por jogos digitais, uso de aparelhos eletrônicos e em frente à TV.
  • Fatores psicológicos e emocionais: ansiedade, depressão, bullying e timidez excessiva também podem desencadear a obesidade, ao fazer com que a criança busque compensação na comida.
  • Distúrbios do sono: a irregularidade do sono pode ser associada ao mau funcionamento hormonal de glândulas como hipófise e hipotálamo, tornando mais lento o metabolismo e favorecendo o acúmulo de gordura.
  • Medicamentos: certos medicamentos, principalmente aqueles relacionados à classe dos corticóides, quando tomados com frequência e sem o devido controle médico.
  • Fatores genéticos: crianças com pais obesos têm predisposição maior ao sobrepeso, e até mesmo o histórico da gestação pode influenciar nessa questão.

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Os perigos da obesidade infantil: principais riscos associados

A obesidade infantil tem o potencial de causar diversas doenças crônicas, que envolvem tanto a saúde física quanto a saúde psicológica e social. 

Os males causados pela obesidade são os mesmos em adultos e crianças, mas quando o excesso de gorduras começa desde cedo, as chances de surgirem complicações já na infância são grandes, reduzindo assim a expectativa de vida da pessoa.

Os principais riscos associados à obesidade infantil, no que diz respeito aos aspectos físicos são:

  • diabetes;
  • hipertensão arterial;
  • colesterol alto;
  • problemas no fígado, por conta do acúmulo de gordura;
  • doenças cardíacas;
  • doenças respiratórias, como asma e apneia do sono;
  • enxaqueca;
  • problemas nas articulações;
  • disfunções no metabolismo;
  • assaduras e dermatites;
  • acne.

Já os riscos psicológicos e sociais, que a obesidade pode causar, envolvem quadros de problemas de relacionamento e saúde mental, como:

  • distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia;
  • bullying;
  • depressão;
  • baixa autoestima;
  • isolamento social;
  • solidão.

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Prevenção e tratamento da obesidade infantil

A melhor estratégia para prevenção e tratamento da obesidade infantil, segundo a OMS, está ligada a mudanças comportamentais e de hábitos, que focam em combater o sedentarismo e a alimentação inadequada.

Para isso, é fundamental que toda a família se comprometa a ajudar a criança nesse novo estilo de vida, adotando também os hábitos que visam melhorar a saúde de todos.

Algumas alterações que podem ser feitas na rotina familiar são:

1. Alimentação saudável e equilibrada

Este é um dos primeiros e mais importantes passos para combater a obesidade infantil. A mudança nos hábitos alimentares inclui controlar o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, açúcar e de alto teor calórico, como produtos industrializados e ultraprocessados (biscoito, salgadinho, congelados, etc). Refrigerantes e outras bebidas com muito açúcar também devem ter seu consumo controlado ou mesmo eliminado do cardápio da família.

Em vez disso, é fundamental aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas, assim como privilegiar carnes, frangos e peixes assados ou grelhados, em vez de fritos. 

Em caso de dúvidas, vale a pena contar com o auxílio de uma nutricionista para se chegar ao equilíbrio alimentar.

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2. Atividade física

Colocar as crianças para se movimentar também é uma excelente estratégia contra a obesidade infantil. 

Para isso, é necessário primeiramente controlar o tempo de exposição das crianças às telas. Depois, deve-se estimular a realização de atividades lúdicas e que movimentam o corpo, como pega-pega, pular corda, amarelinha, dança e bicicleta.

Buscar um esporte com o qual ela se identifique também é uma boa opção.

Para sua saúde, IMEB!

Como vimos no artigo, a obesidade infantil é um problema que tem atingido cada vez mais crianças. Além de prejudicar a saúde física, emocional e psicológica, essa condição pode causar complicações crônicas que acompanharão a criança até a fase adulta.

Para prevenir a obesidade infantil, é fundamental que toda a família se envolva e ajude a criança a mudar sua rotina e hábitos alimentares.

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