Opção de Angelina Jolie, retirada dos ovários para prevenir câncer é recomendada por especialistas - IMEB

Opção de Angelina Jolie, retirada dos ovários para prevenir câncer é recomendada por especialistas

Escolha dolorosa, a remoção dos ovários — como a praticada pela atriz Angelina Jolie — é recomendada pela comunidade médica, pois reduziria consideravelmente o risco de câncer em mulheres geneticamente suscetíveis, segundo especialistas.

Portadora da mutação genética BRCA1, que predispõe ao câncer de mama e de ovário, a estrela americana disse nesta terça-feira que foi submetida à remoção dos ovários e das trompas de Falópio, quase dois anos após a remoção das mamas. Essa intervenção parece ser a continuação lógica da dupla mastectomia feita pela atriz, operação que desencadeou uma ida maciça de mulheres aos consultórios em busca de possíveis mutações genéticas.

Enquanto há 15 ou 20 anos a questão da utilidade de remover órgãos saudáveis ainda era questionada, agora existe um amplo consenso entre os especialistas para recomendar a remoção dos ovários e trompas de Falópio em mulheres portadoras de mutações BRCA1 e BRCA2. A presença dessas mutações é acompanhada de um risco muito elevado de um dia vir a desenvolver câncer de mama ou de ovário.

A ovariectomia também tornou-se uma operação muito comum nos Estados Unidos em mulheres após a menopausa, incluindo as que não são portadoras de mutações BRCA, apenas para reduzir o risco de câncer de ovário. Isso porque, ao contrário do câncer de mama, esse tipo de tumor é considerado silencioso e muito difícil de detectar, com sinais clínicos fracos e pouco característicos, como leves dores no ventre.

Apesar de uma paciente de risco pode realizar um controle regular com ecografias, o exame não é confiável o suficiente para permitir a detecção precoce de tumores.

Leia também: Câncer de Mama: como identificar? Os 5 sinais mais frequentes

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Notícias

25 de março de 2015

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