Parada cardíaca, mal súbito: conheça as novas medidas de salvamento - IMEB

Parada cardíaca, mal súbito: conheça as novas medidas de salvamento

Você sabia que a principal causa de morte no Brasil pode ser evitada, e que isso depende muito de quem está próximo da vítima?. O manual de salvamento de uma parada cardíaca, mal súbito ou um colapso cardio circulatório de um esportista, tanto durante a prática ou não de atividades esportivas, foi atualizado internacionalmente.

euatleta salvamento (Foto: Getty Images)Manoel Canesin, junto com outros colegas cardiologistas, entre eles Dr. Sérgio Timerman, foi um dos autores dos novos e adaptados Manuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, chamados TECA A, Treinamento de Emergências Cardiovasculares Avançado, TECA B (básico)  e TECA L (para leigos). Eles substituíram os tradicionais manuais norte americanos, ACLS e BLS.

A nova Corrente Brasileira de Sobrevivência de atendimento pré-hospitalar possui cinco elos. O cidadão comum deve e pode iniciar o salvamento e realizar três destes cinco elos, ou seja, você pode ser responsável por 60% deste salvamento. O que é no mínimo gratificante. Sim, esta é a principal orientação para leigos poderem ajudar o chamado “mal súbito” com perda da consciência.

Quando presenciamos ou encontramos uma pessoa caída, temos que imediatamente chamar pela vítima e tocar nela observando se a mesma responde ou faz algum movimento. Caso responda ou se movimente, tudo bem, menos mal. Atenda as necessidades da pessoa e lembre que você não está presenciando um caso de mal súbito.

Confira o que fazer em um momento de emergência:

euatleta salvamento (Foto: Eu Atleta) ELO 1 

Caso esta vítima não responda ou nem se movimente, agora sim, você está provavelmente presenciando um caso de mal súbito e deve iniciar a nova corrente de sobrevivência de atendimento pré-hospitalar e chamar o SAMU. Se você tiver a ajuda de um desfibrilador automático externo, você pode mudar o destino da vítima.

ELO 2

Logo depois, você deve se posicionar ao lado da vítima, colocar as mãos cruzadas no meio do peito da vítima e iniciar a compressão, com seus braços estendidos, de forma forte e rápida (100 a 120 compressões por minuto), até a chegada de alguma ajuda com o desfibrilador automático externo.

ELO 3

O desfibrilador deve ser usado conforme as instruções do mesmo e imediatamente.

ELO 4

Aguarde a chegada da ambulância com a equipe médica.

ELO 5

A vítima receberá o atendimento médico e deverá ser transportada para um hospital.

Os três primeiros elos podem e devem ser feitos por leigos quando não existe um profissional médico ou de saúde próximo à vítima, esta ação faz a diferença entre a vida e morte de uma pessoa. Sem esta ajuda, não é possível darmos alguma chance de vida para as quase 200.000 pessoas que morrem no Brasil todos os anos por causa de problemas no coração.

DR. NABIL GHORAYEB

Doutor em Cardiologia pela FMUSP,
Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte,
chefe do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
e do Hospital do Coração,
diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Destaque Notícias

23 de fevereiro de 2016

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