Poluição sonora já é considerada um problema de saúde pública mundial - IMEB

Poluição sonora já é considerada um problema de saúde pública mundial

A poluição sonora já faz parte do dia a dia da humanidade, que se acostumou com a exposição excessiva ao barulho e não percebe os malefícios causados à saúde auditiva e a qualidade de vida. Este é um fato preocupante, uma vez que tem aumentando, significativamente, os casos de perdas auditivas por conta desse mal invisível e que passa, muitas vezes, despercebido. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 120 milhões de pessoas no mundo sofrem com a audição afetada.

Já que é um fato alarmante e repercute na saúde do indivíduo, o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, chama a atenção da população para os cuidados com a saúde auditiva, neste Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído, 27 de abril. “A expectativa é que esse número aumente para mais de 1 bilhão em poucos anos, então a recomendação é manter uma rotina de visitas a um especialista, como medida preventiva para diminuir ou até evitar problemas futuros”.

Para o especialista, a perda auditiva pode ser desencadeada por vários fatores. Cada pessoa tem um grau de sensibilidade e a exposição prolongada, acima dos 75 decibéis recomendados pela OMS, pode desencadear vários graus de surdez, classificada em leve, moderada, severa e profunda.

É certo que vários ruídos já foram incorporados no dia a dia das pessoas, como o uso constante de fones de ouvido com o som muito alto, barulho de obras, trânsito, celulares, entre outros. O importante é entender o quanto isso prejudica a saúde auditiva e prestar atenção em alguns sintomas que podem estar associados, além de serem indícios de uma perda auditiva gradual – zumbido, ansiedade, alteração de humor, irritabilidade e hipertensão arterial.

O alerta do médico é para a necessidade de conscientizar as pessoas do perigo que estão correndo. “Os efeitos não aparecem imediatamente, porque dependerão do nível de intensidade do ruído, do tempo de exposição e da predisposição de cada um, porém são cumulativos e podem se tornar algo mais sério, como a surdez irreversível”, avalia o especialista.

A boa notícia é que existem soluções específicas para prevenir e tratar cada nível de perda auditiva. “Mas é fundamental buscar ajuda médica especializada periodicamente, pois só o otorrinolaringologista conseguirá avaliar se existe alguma deficiência ou complicação no nervo auditivo para um diagnóstico e tratamento mais adequado”, ressalta o Dr. Gilberto.

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Destaque Notícias

27 de abril de 2016

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