O aneurisma cerebral é uma condição que, apesar de muitas vezes silenciosa, pode representar risco grave à vida quando não detectada a tempo.
Trata-se de uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro, que pode permanecer estável por anos ou, em casos mais críticos, romper-se e causar hemorragia cerebral.
Com o avanço dos exames de imagem e o aumento da conscientização sobre os sintomas, o diagnóstico precoce se tornou uma ferramenta essencial para salvar vidas.
Neste artigo, você vai entender o que é um aneurisma cerebral, seus principais sintomas, fatores de risco e como os exames de imagem contribuem para o diagnóstico seguro e preciso.
Acompanhe!
O que é um aneurisma cerebral

Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro, causada pelo enfraquecimento de uma parede do vaso sanguíneo.
Essa dilatação forma uma espécie de “bolha” que pode aumentar de tamanho ao longo do tempo, comprometendo a circulação e elevando o risco de ruptura, o que pode levar a uma hemorragia cerebral grave e potencialmente fatal, conhecida como hemorragia subaracnóidea.
Os aneurismas podem variar em forma, tamanho e localização, e seu comportamento depende de diversos fatores, incluindo a pressão arterial e as características individuais da pessoa.
O tipo mais comum da doença é o aneurisma sacular, com formato semelhante a um pequeno saco que se forma em um ponto fraco da parede arterial.
Já o aneurisma fusiforme ocorre quando toda a parede da artéria se dilata de forma alongada, resultando em um formato mais difuso. Esse tipo de aneurisma costuma estar associado ao endurecimento das artérias (aterosclerose).
Também há o aneurisma dissecante, que é causado por uma ruptura na camada interna da artéria, o que permite o acúmulo de sangue entre as camadas da parede arterial e leva ao seu enfraquecimento progressivo.
Fatores de risco para o desenvolvimento de aneurismas
Diversos fatores podem contribuir para o surgimento de um aneurisma cerebral, sejam eles genéticos, adquiridos ou relacionados ao estilo de vida. Entre os principais, destacam-se:
- Hipertensão arterial não controlada;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Uso de drogas ilícitas, especialmente cocaína;
- Histórico familiar de aneurisma;
- Doenças hereditárias do tecido conjuntivo (como síndrome de Ehlers-Danlos e síndrome de Marfan);
- Idade avançada;
- Sexo feminino (as mulheres apresentam maior predisposição após a menopausa).
A combinação desses fatores pode contribuir para o surgimento e progressão do aneurisma, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento médico.
Sintomas iniciais e silenciosos
Um dos grandes desafios do aneurisma cerebral é seu caráter silencioso nas fases iniciais. Muitas pessoas convivem com ele sem apresentar sintomas perceptíveis, e alguns casos são descobertos apenas de forma acidental, em exames de imagem realizados por outros motivos.
No entanto, alguns sinais sutis podem indicar que algo está errado e devem ser valorizados, especialmente em pessoas com fatores de risco, como:
- Dores de cabeça leves e persistentes, diferentes das habituais;
- Sensação de pressão atrás dos olhos;
- Visão dupla ou turva;
- Dificuldade para focar objetos próximos;
- Queda leve de pálpebra;
- Formigamento ou dormência em um lado do rosto;
- Pequenas alterações na fala ou na memória;
- Tontura ou desequilíbrio leve;
- Pupilas dilatadas ou sensibilidade à luz;
- Dificuldade de concentração e fadiga mental.
Esses sinais são facilmente confundidos com sintomas de outras condições menos graves, como estresse, problemas de visão ou enxaqueca.
Por isso, é essencial prestar atenção à frequência e intensidade das queixas. A avaliação neurológica pode ser decisiva para identificar o problema antes que ele evolua para uma ruptura.
Sintomas graves e sinais de alerta
Quando o aneurisma aumenta de tamanho ou se rompe, o quadro clínico muda de forma dramática. A ruptura provoca uma hemorragia cerebral súbita, ou seja, o sangue extravasa para o espaço entre o cérebro e as membranas que o envolvem, exigindo atendimento médico de emergência.
Os principais sinais de alerta nessa situação incluem dor de cabeça intensa e súbita, descrita por muitos pacientes como “a pior dor da vida”, náuseas e vômitos intensos, rigidez no pescoço e fotofobia (sensibilidade à luz).
Além disso, a pessoa pode ter perda de consciência, desmaios, confusão mental, convulsões, dificuldade para falar, enxergar ou caminhar e fraqueza ou paralisia em um lado do corpo.
Esses sintomas indicam ruptura aneurismática, uma emergência médica que requer intervenção imediata. A falta de atendimento rápido pode levar a sequelas neurológicas graves ou até ao óbito.
Mesmo que a dor intensa passe espontaneamente, o risco de nova hemorragia continua elevado, o que torna indispensável a realização de exames de imagem e o acompanhamento hospitalar.
Exames de imagem para diagnóstico precoce
A detecção precoce de um aneurisma cerebral é fundamental para o sucesso do tratamento e para prevenir complicações graves.
Hoje, a medicina conta com diferentes exames de imagem que permitem visualizar com precisão as artérias cerebrais e identificar dilatações anormais.
Entre os principais exames utilizados no diagnóstico estão:
- Tomografia Computadorizada: é o primeiro exame indicado em casos de suspeita de hemorragia cerebral. Detecta sangramentos recentes e permite avaliar a extensão da lesão.
- Ressonância Magnética: fornece imagens altamente detalhadas das estruturas cerebrais e ajuda a identificar aneurismas não rompidos, especialmente em áreas de difícil visualização pela tomografia.
- Angiografia Cerebral (ou Arteriografia): é considerada o padrão-ouro no diagnóstico de aneurismas. Utiliza contraste injetado na corrente sanguínea, geralmente na virilha, para mapear com precisão o sistema vascular do cérebro.
- Angiotomografia e Angiorressonância: são variações da tomografia e ressonância que utilizam contraste para destacar o fluxo sanguíneo nas artérias a fim de identificar aneurismas mesmo antes de apresentarem sintomas, permitindo acompanhamento preventivo.
O avanço tecnológico tem permitido identificar aneurismas menores e em fases iniciais, o que amplia as chances de tratamento preventivo e reduz drasticamente os riscos de complicações.
Importância da detecção precoce
Detectar um aneurisma cerebral antes que ele cause sintomas graves pode literalmente salvar vidas, pois o diagnóstico precoce permite o monitoramento clínico e, quando necessário, a realização de tratamentos preventivos que reduzem o risco de ruptura e suas consequências neurológicas.
Entre essas intervenções, estão o clipping cirúrgico (colocação de um clipe metálico para interromper o fluxo sanguíneo dentro do aneurisma) e a embolização endovascular (uso de microespirais para preencher a área dilatada e impedir o rompimento).
Além disso, pessoas com histórico familiar de aneurisma ou que possuem fatores de risco importantes devem discutir com o médico a necessidade de exames preventivos que ajudem a identificar alterações ainda em estágio inicial.
A detecção precoce também possibilita a adoção de medidas de estilo de vida saudáveis (controle da pressão arterial, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e abandono do tabagismo) que são fundamentais para a saúde vascular e cerebral.
Em casos de aneurisma já identificado, o acompanhamento constante é essencial para monitorar o tamanho e o comportamento da dilatação. Pequenos aneurismas podem ser apenas observados com exames regulares, enquanto os maiores ou com risco de ruptura exigem intervenção imediata.
Conclusão
Como vimos no artigo, o aneurisma cerebral é uma condição séria. Apesar disso, ela pode ser controlada quando identificada a tempo.
Com a medicina moderna e a ampla disponibilidade de exames de imagem, é possível detectar e tratar aneurismas antes de uma ruptura, o que evita complicações neurológicas irreversíveis.
Lembre-se que a detecção precoce continua sendo a melhor forma de preservar a saúde cerebral. O que evita emergências potencialmente fatais.
O IMEB (Imagens Médicas de Brasília) é referência em exames de diagnóstico por imagem, incluindo aqueles utilizados para detectar o aneurisma cerebral.
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