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Por: Dr. Renato Barra

Câncer de osso: sinais, diagnóstico e tratamento

O câncer de osso é uma condição relativamente rara, mas que exige atenção especial devido ao seu potencial de causar dor intensa, limitações funcionais e impactos importantes na qualidade de vida. 

O diagnóstico precoce, aliado a exames de imagem adequados e acompanhamento em centros especializados, é fundamental para melhores desfechos clínicos. 

Neste artigo, você vai entender o que é o câncer ósseo, seus sinais de alerta, como é diagnosticado e quais são as principais opções de tratamento.

Acompanhe!

O que é câncer de osso e como ele se desenvolve

O câncer de osso é caracterizado pelo crescimento descontrolado de células anormais no tecido ósseo. Ele pode se desenvolver de duas formas principais: como tumor ósseo primário ou como tumor ósseo metastático.

Os tumores ósseos primários são aqueles que se originam diretamente no osso. Nesse caso, as células cancerígenas nascem a partir das próprias células ósseas, cartilaginosas ou do tecido que compõe o osso. 

Apesar de mais raros, esses tumores exigem atenção especializada, pois costumam ser mais agressivos e acometem com maior frequência crianças, adolescentes e adultos jovens, dependendo do tipo.

Já os tumores ósseos metastáticos são muito mais frequentes. Eles ocorrem quando o câncer não se origina no osso, mas em outro órgão, como mama, próstata, pulmão, rim ou tireoide, espalhando-se posteriormente para o tecido ósseo.

Esse processo é chamado de metástase óssea e costuma ocorrer em fases mais avançadas da doença.

Compreender essa diferença é essencial, pois o tipo de câncer ósseo influencia diretamente o tratamento, o prognóstico e a estratégia de acompanhamento médico.

Sintomas mais comuns a serem observados

Os sinais do câncer de osso podem variar conforme a localização do tumor, o tipo e o estágio da doença, sendo muitas vezes confundidos com dores musculares, lesões ortopédicas ou problemas articulares.

Em fases iniciais, os sintomas podem ser discretos, o que reforça a importância da investigação médica diante de sinais persistentes. Os mais comuns incluem:

  • Dor óssea persistente, que piora com o tempo e pode ocorrer mesmo em repouso;
  • Inchaço ou aumento de volume na região afetada;
  • Sensibilidade local ou sensação de calor;
  • Fraturas ósseas sem trauma significativo ou após pequenos impactos;
  • Limitação de movimento ou dificuldade para usar o membro acometido;
  • Cansaço excessivo e fraqueza;
  • Em alguns casos, febre e perda de peso excessiva. 

Qualquer dor óssea contínua e progressiva deve ser avaliada por um profissional de saúde, especialmente quando não melhora com repouso ou analgésicos comuns.

Principais tipos de câncer ósseo

Existem diferentes tipos de câncer de osso primário, classificados de acordo com o tipo de célula que deu origem ao tumor. Veja:

Osteossarcoma

O osteossarcoma é o tipo mais comum de câncer ósseo primário. Ele se origina nas células responsáveis pela formação do osso e ocorre com maior frequência em crianças, adolescentes e adultos jovens.

Geralmente afeta ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero, especialmente próximos às articulações, e apresenta crescimento rápido, podendo se espalhar para outros órgãos, como os pulmões.

Condrossarcoma

O condrossarcoma tem origem nas células da cartilagem e é mais frequente em adultos, principalmente após os 40 anos. Ele pode acometer ossos da pelve, costelas, ombros e fêmur.

Esse tipo de câncer costuma ter crescimento mais lento em comparação ao osteossarcoma, mas algumas variantes podem ser agressivas.

Sarcoma de Ewing

O sarcoma de Ewing é um tumor raro e agressivo que afeta principalmente crianças e adolescentes. Pode surgir tanto nos ossos quanto nos tecidos moles ao redor. Os ossos mais afetados incluem pelve, fêmur, costelas e coluna vertebral.

Fatores de risco associados

Ainda que nem sempre seja possível identificar a causa exata do câncer de osso, alguns fatores estão associados a um maior risco de desenvolvimento da doença, como:

  • Histórico genético ou síndromes hereditárias;
  • Doenças ósseas prévias, como doença de Paget;
  • Exposição à radiação ionizante, especialmente em altas doses;
  • Tratamentos oncológicos prévios, como radioterapia na infância;
  • Alterações no crescimento ósseo durante a adolescência.

Ter fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer ósseo, mas indica a necessidade de atenção e acompanhamento médico adequado.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de osso envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e, na maioria dos casos, confirmação por biópsia. 

Além disso, os exames de imagem têm um papel central nesse processo, pois permitem identificar alterações estruturais e orientar a investigação.

O raio-X costuma ser o primeiro exame solicitado, sendo capaz de mostrar lesões ósseas suspeitas, áreas de destruição ou crescimento anormal do osso.

Já a ressonância magnética é fundamental para avaliar a extensão do tumor, o envolvimento de tecidos moles, músculos, nervos e articulações, além de auxiliar no planejamento cirúrgico.

Outro exame muito utilizado é a tomografia computadorizada, que fornece imagens detalhadas da estrutura óssea e é útil para avaliar áreas complexas, como coluna e pelve, além de ajudar na detecção de metástases.

A cintilografia óssea também é muito importante, pois permite analisar todo o esqueleto de forma global, identificando múltiplas lesões ósseas, sendo especialmente importante nos casos de suspeita de metástases.

Opções de tratamento mais utilizadas

O tratamento do câncer de osso depende do tipo, localização, estágio da doença e condições gerais do paciente. Geralmente, uma equipe multidisciplinar define a melhor estratégia terapêutica.

Entre as opções de tratamento mais utilizadas, estão:

Cirurgia

A cirurgia é uma das principais formas de tratamento e tem como objetivo remover completamente o tumor. Sempre que possível, busca-se preservar o membro afetado, utilizando técnicas de reconstrução óssea e próteses.

Quimioterapia

A quimioterapia utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas. Pode ser indicada tanto antes da cirurgia (neoadjuvante), para reduzir o tamanho do tumor, quanto após o procedimento (adjuvante), para eliminar células residuais.

Radioterapia

A radioterapia usa radiação para destruir células tumorais. Pode ser indicada quando a cirurgia não é possível, como complemento ao tratamento cirúrgico ou para controle da dor em casos avançados.

Terapias complementares

Incluem controle da dor, fisioterapia, reabilitação funcional, suporte psicológico e cuidados paliativos quando necessários, sempre com foco na qualidade de vida do paciente.

Prognóstico e importância do acompanhamento médico

O prognóstico do câncer de osso varia conforme o tipo do tumor, o estágio ao diagnóstico e a resposta ao tratamento.

O que é possível afirmar com certeza é que o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de sucesso terapêutico e, consequentemente, das taxas de sobrevida e preservação funcional.

O acompanhamento médico regular, realizado em centros especializados, é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, possíveis recidivas,  efeitos colaterais e oferecer suporte contínuo ao paciente.

Conclusão: a importância dos exames de imagem para diagnóstico rápido

O câncer de osso é uma condição séria, mas que pode ter melhores resultados quando diagnosticada precocemente. 

A detecção de alterações ósseas iniciais depende diretamente da realização de exames de imagem confiáveis, precisos e realizados com tecnologia avançada.

Contar com uma estrutura completa, profissionais experientes e exames de alta qualidade faz toda a diferença no diagnóstico e no acompanhamento da doença. 

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