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Por: Dr. Renato Barra

Enxaqueca: o que causa e como aliviar rápido

Crises de enxaqueca estão entre as principais causas de dor e incapacidade temporária em pessoas de diferentes idades, o que pode comprometer o rendimento profissional, a convivência social e até tarefas simples do dia a dia.

Muitas pessoas ainda associam a condição apenas a uma “dor de cabeça forte”, quando, na realidade, trata-se de uma doença neurológica crônica, com múltiplas causas, manifestações variadas e impacto na qualidade de vida. 

Neste artigo, você vai descobrir como diferenciar a enxaqueca da cefaleia comum, quais os principais gatilhos do problema e a importância dos exames de imagem para descartar outras causas, além de boas estratégias para o alívio rápido das crises.

Acompanhe!

Enxaqueca vs. cefaleia comum: saiba diferenciar

Ainda que os termos “dor de cabeça” e “enxaqueca” sejam muitas vezes usados como sinônimos, eles não significam a mesma coisa. 

A cefaleia comum, também chamada de cefaleia tensional, costuma surgir ao final de um dia estressante, após longos períodos em frente ao computador ou em momentos de tensão emocional. 

Geralmente provoca uma sensação de pressão, como se a cabeça estivesse sendo apertada, e costuma melhorar com repouso ou analgésicos simples.

A enxaqueca, por outro lado, é considerada uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes que envolvem alterações no funcionamento do sistema nervoso central. 

Durante uma crise, que pode durar de algumas horas a vários dias, ocorre uma ativação anormal de vias cerebrais relacionadas à dor, além de mudanças na dilatação dos vasos sanguíneos e na liberação de neurotransmissores.

Entre as características típicas da enxaqueca estão dor pulsátil ou latejante, geralmente em apenas um lado da cabeça; intensidade moderada a forte, capaz de limitar ou impedir atividades rotineiras; piora com esforço físico ou movimentos; vem associada com náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia) e aos sons (fonofobia).

Em muitos casos, a enxaqueca é precedida por sinais chamados de “aura”, que podem incluir pontos luminosos no campo visual, visão em zigue‑zague, dormência em um lado do corpo ou dificuldade momentânea de fala. 

Esses sintomas reforçam o caráter neurológico da doença e mostram que ela vai muito além de uma simples dor de cabeça passageira.

Principais gatilhos e causas do problema

Uma das características mais marcantes da enxaqueca é o fato de que cada organismo reage de forma diferente às manifestações da dor.

O que desencadeia crises em uma pessoa pode não ter efeito algum em outra. Por isso, identificar os próprios gatilhos é uma etapa essencial no controle da doença. Entre os fatores mais comuns associados ao surgimento das crises, estão:

  • Alimentação: consumo de chocolate, queijos curados, embutidos, bebidas alcoólicas, cafeína em excesso ou longos períodos de jejum;
  • Alterações de sono: noites mal dormidas, mudanças bruscas na rotina de horários ou excesso de sono;
  • Estresse e tensão emocional: situações de ansiedade, sobrecarga mental e períodos prolongados de preocupação;
  • Estímulos luminosos e sensoriais: luz intensa, telas por muito tempo, ruídos altos e cheiros fortes;
  • Questões hormonais: variações no ciclo menstrual, uso de anticoncepcionais e alterações hormonais da gravidez ou menopausa.

Além desses fatores, predisposição genética, alterações químicas no cérebro e sensibilidade aumentada dos nervos responsáveis pela dor também desempenham papel importante.

Por isso, a identificação dos gatilhos pessoais é uma etapa essencial do tratamento da enxaqueca. 

Dessa forma, manter um registro das crises, com anotações sobre alimentação, sono, nível de estresse e sintomas, ajuda o médico a definir estratégias preventivas mais eficazes e permite ao paciente adotar hábitos que reduzam a frequência dos episódios.

Quando a dor de cabeça exige um exame de imagem?

Na maioria dos casos, a enxaqueca é considerada uma cefaleia primária, ou seja, não está associada a uma lesão estrutural no cérebro. 

Assim, o diagnóstico costuma ser feito com base na história clínica do paciente associada a exames neurológicos.

No entanto, existem situações em que a dor de cabeça pode indicar uma condição secundária potencialmente grave, como tumores, infecções, sangramentos ou alterações vasculares, e os exames de imagem tornam-se ferramentas indispensáveis para esclarecer a causa dos sintomas.

Entre eles, estão a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, que permitem visualizar o cérebro em detalhes e costumam ser indicadas quando há:

  • Dor de cabeça de início súbito e muito intensa;
  • Mudança no padrão habitual das crises;
  • Dor associada a febre, rigidez no pescoço ou confusão mental;
  • Presença de déficits neurológicos, como fraqueza, formigamentos, visão dupla ou dificuldade de fala;
  • Início da dor após os 50 anos.

O IMEB atua na investigação desses sinais de alerta com tecnologia avançada e equipe especializada, oferecendo suporte essencial para que o médico chegue a um diagnóstico seguro e preciso.

O papel da ressonância magnética no diagnóstico neurológico

A ressonância magnética é um dos exames de imagem mais avançados e completos para a avaliação do sistema nervoso central. 

Por utilizar campos magnéticos e ondas de rádio para gerar imagens de alta definição, o exame não emite radiação ionizante e permite analisar com precisão estruturas cerebrais, vasos sanguíneos e tecidos adjacentes.

Detecção de anormalidades vasculares

A ressonância é especialmente eficaz para a visualização precisa de artérias e veias cerebrais, auxiliando na identificação de aneurismas, tromboses e malformações vasculares. Essas condições podem estar relacionadas a dores de cabeça persistentes ou atípicas e exigem diagnóstico precoce para evitar complicações graves.

Exclusão de lesões estruturais

Outro papel fundamental da ressonância é excluir a presença de tumores, cistos, áreas de sangramento ou sequelas de traumatismos. Ao descartar essas lesões, o exame contribui para confirmar que a dor tem origem funcional, como ocorre na enxaqueca primária.

Precisão anatômica

Graças à alta resolução das imagens, a ressonância permite visualizar detalhes anatômicos com grande precisão. Isso facilita a correlação entre sintomas clínicos e possíveis alterações cerebrais, o que contribui para decisões terapêuticas mais seguras e direcionadas.

Ao final do processo diagnóstico, a imagem traz segurança tanto para o médico quanto para o paciente, pois reduz incertezas ao mesmo tempo que evita tratamentos desnecessários.

Estratégias para alívio rápido da crise

Quando a crise de enxaqueca se instala, o principal objetivo é aliviar a dor e os sintomas associados o mais rápido possível. 

Algumas medidas simples podem ser bastante eficazes, especialmente quando adotadas logo no início da crise. Entre as estratégias imediatas mais recomendadas estão:

  • Repousar em local escuro e silencioso;
  • Aplicar compressas frias na testa ou na nuca;
  • Manter uma boa hidratação com água;
  • Evitar telas, luz intensa e ruídos;
  • Realizar exercícios de respiração lenta e profunda para diminuir a tensão.

Em muitos casos, medicamentos prescritos pelo médico são necessários para controlar a dor e as náuseas. 

No entanto, é fundamental lembrar que a automedicação deve ser evitada, pois o uso frequente e indiscriminado de analgésicos pode levar à chamada cefaleia por abuso de medicamentos, agravando ainda mais o problema.

Prevenção a longo prazo e novos tratamentos

O controle eficaz da enxaqueca não se limita ao tratamento das crises agudas. A prevenção a longo prazo é essencial para reduzir a frequência, a intensidade e a duração dos episódios.

Para isso, é importante manter um acompanhamento médico regular, que permite avaliar a evolução do quadro, ajustar medicamentos preventivos e investigar possíveis comorbidades, como ansiedade, distúrbios do sono e alterações hormonais.

Mudanças no estilo de vida também desempenham papel central na prevenção, como manter horários regulares de sono e alimentação, praticar atividade física de forma moderada, reduzir o estresse por meio de técnicas de relaxamento, evitar gatilhos já identificados e limitar o consumo de álcool e cafeína.

Nos últimos anos, novos tratamentos têm ampliado as opções terapêuticas, incluindo medicamentos específicos que atuam em mecanismos modernos da dor e terapias com anticorpos monoclonais. 

Essas abordagens oferecem esperança para pacientes com enxaqueca crônica ou resistente aos tratamentos tradicionais.

Conclusão: o diagnóstico preciso é o primeiro passo para o alívio

A enxaqueca é uma condição complexa, que exige compreensão, acompanhamento e abordagem personalizada. 

Diferenciar a doença de uma simples cefaleia, identificar gatilhos individuais e reconhecer sinais de alerta são atitudes fundamentais para preservar a saúde neurológica e a qualidade de vida.

O bem-estar começa pela investigação correta. Exames de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, oferecem informações valiosas e trazem tranquilidade tanto para o médico quanto para o paciente. 

O IMEB (Imagens Médicas de Brasília) é referência em exames de diagnóstico por imagem, incluindo aqueles necessários para o diagnóstico correto da enxaqueca. 

Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

Caso esteja no Distrito Federal ou Entorno e tenha exames de imagem solicitados, clique no link abaixo para agendar sua avaliação e vir cuidar da sua saúde conosco!

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