A endometriose é uma condição ginecológica crônica que afeta diversas mulheres em idade reprodutiva e, ainda assim, permanece cercada por desinformação, diagnósticos tardios e sofrimento silencioso.
Caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, a doença pode impactar profundamente a qualidade de vida, a saúde emocional e a fertilidade feminina.
Com o avanço da medicina e dos exames de imagem especializados, o cenário começa a mudar, e a informação correta é uma das maiores aliadas nesse processo.
Neste artigo, você vai descobrir o que é a endometriose, quais seus principais sintomas e causas, além das opções mais modernas de tratamento.
Acompanhe!
O que é a endometriose e por que o diagnóstico costuma demorar?
A endometriose é uma doença que surge quando tecidos semelhantes aos do endométrio (que reveste o interior do útero) se desenvolvem fora da cavidade uterina.
Esses focos podem se instalar nos ovários, trompas, ligamentos uterinos, intestino, bexiga e até mesmo em regiões mais profundas da pelve.
O problema é que esse tecido ectópico responde aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio uterino, podendo inflamar, sangrar e gerar um processo de irritação crônica.
No entanto, por estar fora do útero, esse processo inflamatório não tem por onde ser drenado de forma adequada, o que causa dores intensas, aderências entre órgãos e alterações funcionais importantes.
Um dos aspectos mais alarmantes da endometriose é o tempo que se leva para detectar a doença. Estudos indicam que muitas mulheres levam de 7 a 10 anos para receber um diagnóstico correto.
Isso acontece por diversos motivos: a normalização da dor menstrual intensa, a variedade de sintomas (que podem simular outras doenças) e a dificuldade de identificar lesões profundas com exames convencionais, o que compromete o tratamento precoce e pode levar à progressão da doença.
Atenção aos sinais: os principais endometriose sintomas

A endometriose não se manifesta da mesma forma em todas as mulheres. Enquanto algumas apresentam sintomas intensos, outras podem ter sinais mais sutis, mesmo com doença avançada. Essa diversidade clínica é um dos fatores que dificultam o reconhecimento precoce da condição.
Ainda assim, existem sinais clássicos que merecem atenção, especialmente quando são recorrentes ou progressivos. Entre os principais sintomas, estão:
- Cólicas menstruais intensas e incapacitantes, que não melhoram com analgésicos comuns;
- Dor durante ou após as relações sexuais (dispareunia);
- Dor pélvica crônica, que pode persistir fora do período menstrual;
- Fadiga excessiva, sensação de cansaço constante e queda de energia;
- Alterações intestinais no período menstrual, como diarreia, constipação, dor ao evacuar ou sensação de inchaço;
- Dor ao urinar ou alterações urinárias cíclicas, quando há comprometimento da bexiga;
- Dificuldade para engravidar.
É fundamental reforçar: sentir dor intensa não é normal. A dor não deve ser encarada como parte obrigatória do ciclo menstrual.
Quando ela limita a rotina, afeta o trabalho, os estudos ou a vida pessoal, é um sinal claro de que algo precisa ser investigado.
Causas e fatores de risco conhecidos
Mesmo que a causa exata da endometriose ainda não seja totalmente compreendida, a medicina reconhece algumas teorias e fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença.
A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada, na qual parte do sangue menstrual retorna pelas trompas e alcança a cavidade pélvica, levando células endometriais para fora do útero. Essas células, ao se implantarem, podem dar origem aos focos da endometriose.
Outras hipóteses incluem alterações do sistema imunológico (que não consegue eliminar essas células fora do lugar), transformação de células locais em tecido semelhante ao endométrio e disseminação por vias linfáticas ou sanguíneas.
A influência genética também é relevante. Mulheres com parentes de primeiro grau diagnosticadas com endometriose apresentam maior risco de desenvolver a doença.
Além disso, fatores como menarca precoce, ciclos menstruais curtos, fluxo menstrual intenso e nunca ter engravidado estão associados a maior incidência.
A revolução do diagnóstico: o Mapeamento de Endometriose
Durante muitos anos, a laparoscopia cirúrgica foi considerada o padrão para diagnóstico da endometriose.
Hoje, graças ao avanço dos exames de imagem, é possível identificar e mapear a doença de forma não invasiva, precisa e segura por meio de protocolos específicos.
O Mapeamento de Endometriose representa uma verdadeira revolução diagnóstica, pois permite avaliar a extensão, a profundidade e os órgãos acometidos.
Ultrassonografia com preparo intestinal
Esse exame é realizado por profissionais especializados e com preparo intestinal prévio, o que melhora muito a visualização das estruturas pélvicas. Ele permite identificar nódulos, espessamentos e aderências, especialmente em regiões profundas, como intestino, ligamentos uterinos e fundo de saco vaginal.
Ressonância magnética de alta resolução
Já a ressonância magnética, quando feita com protocolo específico para endometriose, oferece imagens detalhadas e excelente contraste entre os tecidos, sendo fundamental para avaliar lesões profundas, endometriomas ovarianos e o comprometimento de órgãos adjacentes.
Identificação de focos profundos
O grande diferencial do mapeamento está na capacidade de identificar a endometriose profunda infiltrativa, forma mais complexa da doença, responsável pelos sintomas intensos e maior impacto funcional. Saber exatamente onde estão os focos é essencial para definir o melhor tratamento.
Esse protocolo diagnóstico avançado é uma das especialidade do IMEB, que se destaca pela experiência, tecnologia de ponta e equipe altamente capacitada na avaliação precisa da endometriose.
Endometriose e infertilidade: qual a relação?

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina. Estima-se que uma parcela significativa das mulheres com dificuldade para engravidar apresentem algum grau da doença.
Isso ocorre porque as aderências pélvicas formadas pela inflamação crônica podem alterar a anatomia da pelve, dificultando a captação do óvulo pelas trompas.
Além disso, o ambiente inflamatório pode prejudicar a qualidade dos óvulos, a fecundação e até mesmo a implantação do embrião.
Por isso, detectar a endometriose de forma precoce é fundamental para preservar a saúde reprodutiva.
Quanto antes a doença for identificada e controlada, maiores são as chances de planejar uma gestação com segurança, seja de forma natural ou com auxílio da reprodução assistida.
Abordagens de tratamento: do clínico ao cirúrgico
O tratamento da endometriose depende da intensidade dos sintomas, da extensão da doença, da idade da paciente e do desejo reprodutivo.
Não existe uma abordagem única, e as estratégias devem ser sempre personalizadas. Entre as principais opções terapêuticas, estão:
- Bloqueios hormonais, como anticoncepcionais contínuos, progestagênios e outros moduladores hormonais, que reduzem a atividade do tecido endometriótico e aliviam a dor;
- Dieta anti-inflamatória, com redução de alimentos ultraprocessados e estímulo ao consumo de nutrientes que auxiliam no controle da inflamação;
- Cirurgia laparoscópica, indicada principalmente nos casos mais graves ou quando há falha do tratamento clínico.
Vale a pena reforçar que o tratamento é sempre individualizado, buscando equilíbrio entre controle dos sintomas, qualidade de vida e objetivos da paciente.
Acompanhamento multidisciplinar no controle da dor
A endometriose não deve ser tratada de forma isolada. Por ser uma condição crônica e multifatorial, o acompanhamento multidisciplinar é essencial para bons resultados a longo prazo.
Ginecologistas, especialistas em dor, nutricionistas, fisioterapeutas pélvicos e profissionais de saúde mental podem atuar de forma integrada.
Além disso, exames de imagem periódicos são fundamentais para monitorar a evolução da doença, avaliar a resposta ao tratamento e ajustar as estratégias terapêuticas ao longo do tempo.
Conclusão: conhecimento e tecnologia a favor da saúde feminina
A endometriose deixou de ser uma doença invisível. Hoje, o conhecimento científico e a tecnologia caminham juntos para oferecer diagnósticos mais rápidos, precisos e menos invasivos.
Informar-se, reconhecer os sinais e buscar ajuda médica são passos fundamentais para quebrar o ciclo da dor e do atraso diagnóstico.
Realizar exames especializados em centros de referência, como o IMEB, faz toda a diferença para um diagnóstico assertivo, um planejamento terapêutico adequado e mais qualidade de vida.
Somos referência em exames de diagnóstico por imagem, incluindo aqueles necessários para o diagnóstico correto e precoce da endometriose.
Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.
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