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Por: Dr. Renato Barra

Dor no peito: o que pode ser?

A dor no peito é um dos sintomas mais temidos tanto por pacientes quanto por profissionais de saúde — e não é por acaso, já que o problema pode estar associado a condições graves e potencialmente fatais, especialmente quando envolve o coração. 

Ao mesmo tempo, nem toda dor torácica é cardíaca, o que torna sua avaliação e diagnóstico um verdadeiro desafio clínico.

Neste artigo, você vai entender toda a complexidade da dor no peito, suas possíveis causas cardíacas e não cardíacas, os sinais de alerta para buscar a emergência e a importância dos exames de imagem na detecção correta do problema.

Acompanhe!

O sinal que nunca deve ser ignorado: a complexidade da dor torácica

A dor no peito é um dos sintomas que mais causam medo e está entre os principais motivos de busca por atendimento em emergências médicas. 

Ela gera ansiedade e sensação de urgência porque, culturalmente e clinicamente, é associada a doenças cardíacas graves. 

E essa preocupação faz sentido: algumas das principais causas de morte súbita têm como primeiro sinal justamente a dor torácica.

No entanto, a dor no peito não é um sintoma exclusivo do coração. Estruturas como pulmões, esôfago, músculos, ossos, nervos e até fatores emocionais podem estar envolvidos.

Do ponto de vista médico, a dor torácica exige investigação rápida e criteriosa para descartar riscos imediatos à vida. 

Mesmo quando a dor parece leve ou passageira, ela não deve ser subestimada, principalmente se surgir de forma súbita, sem causa aparente ou acompanhada de outros sintomas. 

A avaliação clínica associada a exames de imagem é fundamental para diferenciar quadros benignos de situações potencialmente fatais.

Causas cardíacas: do infarto à angina

Quando se fala em dor no peito, as causas cardíacas são as mais temidas, e também as que exigem maior rapidez no diagnóstico. 

Elas geralmente estão relacionadas à redução ou interrupção do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco ou a processos inflamatórios do coração, como veremos a seguir.

Infarto agudo do miocárdio

O infarto ocorre quando uma artéria coronária é subitamente obstruída, impedindo a chegada de sangue e oxigênio a uma parte do músculo cardíaco. 

A dor costuma ser intensa, em aperto ou queimação, localizada no centro do peito, podendo irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula. É comum vir acompanhada de falta de ar, náuseas, vômitos, suor frio e tontura. 

Trata-se de uma emergência absoluta, em que cada minuto conta para preservar o tecido cardíaco e salvar vidas.

Angina estável e angina instável

A angina é causada por uma diminuição temporária do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente devido ao estreitamento das artérias coronárias.

Na angina estável, a dor surge geralmente durante esforço físico ou estresse emocional e melhora com repouso. 

Já a angina instável é mais perigosa: a dor pode surgir em repouso, ser mais intensa e prolongada, sinalizando alto risco de infarto.

Pericardite

A pericardite é a inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração. A dor costuma ser aguda, em pontada, e pode piorar com a respiração profunda ou ao deitar, melhorando quando o paciente se senta e inclina o tronco para frente. 

Infecções virais são causas comuns, mas outras condições também podem estar associadas, como doenças autoimunes. 

É importante ter em mente que dores cardíacas costumam ser opressivas, súbitas e intensas, muitas vezes relacionadas ao esforço. Já as dores crônicas, leves e localizadas, mesmo que menos sugestivas de infarto, também precisam de investigação para evitar complicações futuras.

Causas não cardíacas: quando o problema é outro

Nem toda dor no peito tem origem no coração. Outros sistemas do corpo podem ser responsáveis por esse sintomas, o que confunde o paciente e, muitas vezes, atrasa o diagnóstico correto.

Entre as causas não cardíacas mais comuns, estão:

  • Refluxo gastroesofágico: a acidez que sobe do estômago pode causar queimação retroesternal intensa, sendo muitas vezes confundida com dor cardíaca.
  • Ansiedade e crise de pânico: provocam dor no peito, taquicardia, falta de ar e sensação de sufocamento, sintomas semelhantes ao de um infarto.
  • Dores musculares e costocondrite: inflamações da musculatura ou das articulações entre costelas e esterno causam dor na região do peito, que piora com movimento ou toque.
  • Problemas pulmonares: pneumonia, embolia pulmonar ou pneumotórax podem gerar dor no peito, geralmente associada à respiração e falta de ar.

Apesar dessas causas serem, muitas vezes, menos graves que as cardíacas, somente um médico, com apoio de exames adequados, pode definir o diagnóstico com segurança.

Quando buscar a emergência imediatamente?

Existem alguns sinais de alerta associados à dor no peito que indicam alto risco e exigem atendimento médico imediato. Ignorá-los pode ter consequências fatais.

Por isso, procure emergência se a dor vier acompanhada de:

  • Falta de ar súbita ou progressiva;
  • Dor que irradia para o braço esquerdo, ombro, costas ou mandíbula;
  • Suor frio, palidez ou náuseas;
  • Tontura, desmaio ou confusão mental;
  • Sensação de pressão intensa ou aperto no peito;
  • Batimentos cardíacos irregulares ou desmaio.

Nessas situações, o tempo é um fator crítico. Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento eficaz.

A tecnologia do IMEB na investigação cardíaca: Cintilografia Miocárdica

A Cintilografia Miocárdica é um exame avançado da Medicina Nuclear fundamental na investigação da dor no peito de origem cardíaca. 

Ele é utilizado para avaliar o fluxo sanguíneo do coração. Por meio da administração de um radiofármaco seguro, é possível visualizar como o sangue chega ao músculo cardíaco em duas situações: repouso e esforço (físico ou farmacológico).

Dessa forma, o exame permite identificar áreas do coração que recebem menos sangue, sugerindo isquemia ou cicatrizes de infartos prévios, além de diferenciar regiões com lesão permanente daquelas ainda viáveis. 

Assim, a Cintilografia Miocárdica ajuda a detectar isquemias de forma precoce, determinar a gravidade da doença coronariana, orientar a melhor estratégia de tratamento e acompanhar pacientes com diagnóstico definido.

Angiotomografia de Coronárias: visualizando as artérias

A Angiotomografia de Coronárias é um exame de imagem que permite visualizar diretamente as artérias do coração de forma detalhada, utilizando tomografia computadorizada de alta resolução e contraste intravenoso. Veja suas principais vantagens:

  • Exame não invasivo, sem necessidade de cateterismo;
  • Visualização de placas de gordura, mesmo em fases iniciais;
  • Avaliação de stents e enxertos cirúrgicos, quando presentes;
  • Rápida aquisição das imagens, com alto conforto para o paciente.

Por sua rapidez e precisão, a angiotomografia tem se tornado uma aliada fundamental no diagnóstico precoce da doença coronariana, especialmente em pacientes com dor no peito de causa ainda indefinida.

Fatores de risco que exigem check-up vascular frequente

Existem alguns perfis de pacientes que apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e, por isso, devem manter um acompanhamento médico regular. Entre eles, estão:

  • Pessoas com hipertensão arterial;
  • Pacientes com diabetes;
  • Fumantes ou ex-fumantes;
  • Indivíduos com colesterol alto;
  • Histórico familiar de doença cardíaca.

Nesses casos, a realização de check-ups periódicos e exames de imagem são fundamentais para detectar alterações silenciosas antes do surgimento de sintomas graves.

Prevenção: o papel dos exames de rotina

A cardiologia moderna não se baseia apenas no tratamento de emergências, mas principalmente na prevenção do problema.

Exames de imagem realizados de forma estratégica permitem identificar alterações silenciosas nas artérias e no músculo cardíaco antes que os sintomas apareçam.

Detectar placas de gordura, alterações no fluxo sanguíneo ou sinais iniciais de isquemia possibilita intervenções precoces, mudanças no estilo de vida e tratamentos que reduzem drasticamente o risco de infarto e morte súbita.

Conclusão: no coração, cada minuto conta – e a imagem certa salva vidas

Como vimos no artigo, a dor no peito é um sintoma complexo, que pode ter diversas origens, mas que nunca deve ser ignorado. 

Diante da dúvida, investigar é sempre o caminho mais seguro. No contexto das doenças cardíacas, tempo e precisão são determinantes para o desfecho do paciente.

O IMEB reafirma seu compromisso com a agilidade, a tecnologia de ponta e a excelência em Medicina Nuclear e Diagnóstico por Imagem, oferecendo exames avançados e um time de profissionais experientes e qualificados, para uma investigação cardiológica completa. 

Afinal, quando se trata do coração, cada minuto conta — e a imagem certa pode fazer toda a diferença.

Caso esteja no Distrito Federal ou Entorno e tenha exames de imagem solicitados, clique no link abaixo para agendar sua avaliação e vir cuidar da sua saúde conosco!

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