Atenção! Nosso número (61) 3326-0033 está temporariamente indisponível. Estamos atendendo pelo número (61) 3771-3800

Por: Dr. Renato Barra

Como perder gordura abdominal com saúde

A gordura abdominal é uma das maiores preocupações quando o assunto é saúde e bem-estar. 

Mais do que uma questão estética, o acúmulo de gordura na região da barriga está diretamente relacionado ao aumento de riscos cardiovasculares, resistência à insulina, inflamações crônicas e diversas outras condições que afetam a qualidade de vida. 

Por isso, compreender as causas e adotar estratégias saudáveis de controle é essencial para manter o organismo equilibrado e prevenir doenças.

Neste artigo, você vai entender por que a gordura abdominal merece atenção, como ela se forma, quais tipos existem, o que causa seu acúmulo e, principalmente, como reduzi-la de forma eficaz, segura e sustentável.

Acompanhe!

Por que a gordura abdominal preocupa tanto?

O excesso de gordura localizada na região abdominal não é apenas incômoda visualmente. Ela representa um importante sinal de alerta para a saúde.

Isso acontece porque a gordura acumulada no abdômen, especialmente a gordura visceral, tem um comportamento metabólico ativo, liberando substâncias inflamatórias que afetam negativamente o funcionamento do organismo.

Dessa forma, pessoas com circunferência abdominal aumentada apresentam um risco maior de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), diabetes tipo 2, esteatose hepática (gordura no fígado) e síndrome metabólica. 

Além disso, esse tipo de gordura também está ligada a níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias, que favorecem o desenvolvimento de aterosclerose (placas de gordura nos vasos sanguíneos) e resistência à insulina.

Vale a pena lembrar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), homens com circunferência abdominal igual ou superior a 94 cm têm risco aumentado para essas complicações de saúde citadas acima. Medidas acima de 102 cm indicam risco elevado.

Já para mulheres, valores iguais ou superiores a 80 cm indicam risco aumentado; acima de 88 cm, o risco se torna muito elevado.

Em outras palavras, um abdômen aumentado não apenas altera a aparência corporal, mas também funciona como um indicador de alerta para possíveis doenças crônicas.

Assim, monitorar a gordura abdominal e adotar hábitos que previnam seu excesso é uma forma importante de cuidado com a saúde a longo prazo.

Diferença entre gordura subcutânea e visceral

Existem dois principais tipos de gordura que podem se acumular na região abdominal: a gordura subcutânea e a visceral.

A gordura subcutânea é aquela localizada logo abaixo da pele, que percebemos ao “beliscar” o abdômen. Apesar de incomodar esteticamente, ela é menos perigosa do ponto de vista metabólico. Seu impacto na saúde é menor porque ela não envolve órgãos vitais diretamente.

Já a gordura visceral está localizada mais profundamente, entre os órgãos internos, como fígado, estômago e intestinos. 

Diferente da subcutânea, a gordura visceral é metabolicamente ativa, liberando hormônios e substâncias inflamatórias que podem prejudicar o funcionamento metabólico. Ela é a principal responsável pelos riscos associados à saúde cardiovascular e aumento da resistência à insulina.

Por isso, mesmo pessoas que não aparentam estar com excesso de peso podem ter riscos elevados se apresentarem acúmulo de gordura visceral.

Principais causas do acúmulo de gordura abdominal

Diversos fatores contribuem para o acúmulo da gordura na região da barriga. Entre os mais comuns, estão:

  • Alimentação rica em calorias e açúcares: Excesso de carboidratos simples, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas aumenta o armazenamento de gordura
  • Sedentarismo: A falta de atividade física reduz o gasto energético e favorece o acúmulo de gordura ao longo do tempo.
  • Estresse crônico: O hormônio cortisol, liberado em situações de estresse, estimula o corpo a armazenar gordura especialmente na região abdominal.
  • Noites mal dormidas: A falta de sono desregula hormônios relacionados à fome e saciedade.
  • Distúrbios hormonais: Alterações na tireoide, menopausa, síndrome do ovário policístico (SOP) e baixa testosterona podem favorecer o acúmulo de gordura abdominal.
  • Consumo excessivo de álcool: O álcool é metabolizado em gordura e dificulta o processo de lipólise (quebra da gordura corporal).
  • Envelhecimento natural: Com o tempo, a taxa metabólica reduz, favorecendo o acúmulo de gordura.

Hábitos alimentares que ajudam na redução da gordura abdominal

A reeducação alimentar é um dos pilares mais importantes para a redução da gordura abdominal. Não se trata de seguir dietas extremas, restrições severas ou modismos alimentares, mas sim de adotar uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e ajustada ao seu gasto energético.

Veja abaixo uma lista com alimentos que ajudam a reduzir a gordura abdominal, e outra com alimentos que dificultam a perda de gordura nessa região:

Alimentos que ajudam a reduzir a gordura abdominal:

  1. Frutas e vegetais: ricos em fibras, ajudam a melhorar a digestão e prolongam a sensação de saciedade.
  2. Proteínas de alta qualidade: como frango, peixe, ovos, tofu e leguminosas, que auxiliam na manutenção e ganho de massa muscular.
  3. Gorduras boas: encontradas no azeite, abacate, castanhas e sementes, que ajudam a regular o metabolismo.
  4. Grãos integrais: como aveia, quinoa e arroz integral, que promovem saciedade sem elevar abruptamente a glicemia.

Alimentos que dificultam a perda de gordura abdominal:

  1. Açúcares simples: bolos, doces, refrigerantes e sucos artificiais.
  2. Carboidratos refinados: pão branco, massas comuns e biscoitos.
  3. Frituras e alimentos muito gordurosos: elevam o consumo calórico sem nutrientes relevantes.
  4. Bebidas alcoólicas: favorecem o acúmulo de gordura no fígado e na região abdominal.

Outro ponto importante é o cuidado com o tamanho das porções. Comer rápido, repetir pratos ou beliscar ao longo do dia pode levar ao excesso calórico sem perceber. 

Além disso, hidratação adequada é fundamental, pois a água ajuda no equilíbrio metabólico e no funcionamento intestinal.

A importância da prática de exercícios físicos regulares

A prática de exercícios é fundamental para reduzir gordura abdominal. Porém, é importante entender que abdominais isoladamente não queimam gordura. 

Elas até fortalecem a musculatura da região, mas quem elimina gordura é o déficit calórico combinado com movimento. Por isso, o ideal é combinar dois tipos de treino: aeróbicos e de resistência.

Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e dança, aumentam o gasto calórico e ajudam o corpo a utilizar a gordura como fonte de energia, gerando grande impacto na redução da gordura visceral.

Já os exercícios de resistência (musculação) aumentam a massa muscular, o que eleva o gasto energético basal (o corpo passa a queimar mais calor mesmo em repouso) e melhoram a postura, a força e o tônus, trazendo benefícios ao corpo como um todo.

O ideal é praticar atividade física pelo menos 150 minutos por semana, variando entre treinos aeróbicos e de força. No entanto, o mais importante é começar com uma rotina possível e progredir gradualmente, respeitando os limites do corpo.

Quando investigar causas metabólicas com exames de imagem e laboratoriais

Quando há dificuldade constante em perder gordura abdominal, mesmo com alimentação equilibrada e exercícios regulares, pode haver fatores metabólicos ou hormonais envolvidos.

Dessa forma, é recomendado investigar condições como resistência à insulina, hipotireoidismo, síndrome metabólica, esteatose hepática, distúrbios das glândulas suprarrenais, doenças pancreáticas ou hepáticas.

Para isso, o médico pode solicitar alguns exames de imagem, como: 

  • Ultrassonografia abdominal, para avaliar acúmulo de gordura no fígado (esteatose) e alterações nos órgãos internos.
  • Densitometria corporal, que mede a distribuição de gordura no corpo, inclusive a gordura visceral.
  • Tomografia computadorizada (em casos específicos), para quantificar a gordura visceral com alta precisão.

Aliados aos exames laboratoriais (glicemia, insulina, TSH, cortisol, perfil lipídico), esses exames oferecem um panorama completo para um diagnóstico preciso e seguro.

Conclusão: emagrecer com saúde é sobre equilíbrio e acompanhamento

Perder gordura abdominal com saúde envolve constância, equilíbrio e paciência. Não existe solução imediata, dietas milagrosas ou resultados permanentes sem mudança de hábitos. 

A combinação de alimentação adequada, atividade física regular, sono de qualidade e redução do estresse é a base para uma vida mais saudável e com melhor qualidade.

Além disso, controlar a gordura abdominal é uma forma de prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, problemas hepáticos e metabólicos.

O IMEB pode auxiliar por meio de exames de avaliação corporal e abdominal, oferecendo mais clareza sobre a condição de saúde e orientando decisões mais seguras para o cuidado com o corpo.

Somos referência em exames de diagnóstico por imagem e nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

Caso esteja no Distrito Federal ou Entorno e tenha exames de imagem solicitados, clique no link abaixo para agendar sua avaliação e vir cuidar da sua saúde conosco!

Quero agendar meus exames no IMEB

Ebook

Conheça a unidade Buriti

Edifício Buriti

SCLN 116 Bloco H loja 33, Edifício Buriti – Térreo Brasília- DF – CEP: 70710-100

Artigos Recomendados

Eclampsia: o que é, sintomas e tratamento

Dor no coração: quando procurar ajuda médica

Dor nas costas do lado esquerdo: principais causas