DIABETES: quase metade dos portadores não sabe que tem a doença - IMEB

DIABETES: quase metade dos portadores não sabe que tem a doença

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Quase metade dos brasileiros que têm diabetes não sabe e a cada três segundos, uma pessoa descobre que tem a doença no mundo.

A endocrinologista Cintia Cercato garante que dá para ter uma vida normal em convivência com a doença. Mas será que diabético pode comer doce? Só alimentos diet estão permitidos?

Muitas pessoas não sabem que têm diabetes porque não fazem o controle da glicemia. Outras negligenciam a doença e não se tratam, o que leva a complicações graves, que poderiam ser evitadas. Após os 40 anos, todo mundo precisa fazer exame para medição da glicemia a cada 3 anos, pelo menos. Quem é hipertenso e/ou obeso, deve começar a monitoração antes.

Diabetes é uma doença crônica caracterizada pela elevação da glicose no sangue. Existem dois tipos:

Tipo 1 – É uma doença autoimune em que ocorre a destruição das células que produzem a insulina, ou seja, o pâncreas para de produzir insulina. Por ser autoimune, pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente na infância ou adolescência. Como o organismo não produz a insulina, os diabéticos tipo 1 precisam injetá-la todos os dias como tratamento. Os sintomas comuns são: sede, emagrecimento importante, muito xixi, cansaço e fraqueza.

Tipo 2 – Nesse caso, o pâncreas continua produzindo a insulina, mas ocorre a resistência à ação dela. Como a insulina não age, o pâncreas entende que precisa produzir mais. Ao contrário do diabetes tipo 1, o tipo 2 é mais frequente em adultos após os 40 anos, porém, com o alto consumo de gordura e carboidrato aliado à falta de atividade física, nota-se o aumento de casos em adultos jovens e crianças. A obesidade está diretamente ligada a resistência à insulina.

Meu exame de glicemia está acima dos 100 mg/dl. Estou com diabetes?

Não necessariamente. O exame de glicemia do jejum é o primeiro passo para investigar o diabetes e acompanhar a doença. Os valores normais da glicemia do jejum ficam entre 70 e 99 mg/dL (miligramas de glicose por decilitro de sangue). Estar um pouco acima desses valores indica apenas que o indivíduo está com uma glicemia no jejum alterada. Isso funciona como um alerta de que a secreção de insulina pode não estar normal, e o médico deve seguir com a investigação solicitando um exame chamado curva glicêmica, que define se o paciente possui intolerância à glicose, diabetes ou então apenas um resultado alterado.

Diabetes é contagioso?

O diabetes não passa de pessoa para pessoa. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. Pode acontecer, por exemplo de a mãe ter diabetes e os filhos nascerem totalmente saudáveis. Já o diabetes tipo 2 tem uma função multifatorial: é consequência de maus hábitos, como sedentarismo e obesidade, que também podem ser adotados pela família inteira – explicando porque pessoas próximas tendem a ter a doença conjuntamente, mas também tem propensão genética.

 Sintomas da Diabetes

Os sintomas da diabetes podem variar de acordo com o tipo, mas os mais comuns são:

  • Rápida perda de peso
  • Vontade de urinar diversas vezes
  • Fadiga
  • Visão turva
  • Formigamento nas pernas e nos pés
  • Sede constante
  • Fome excessiva

Como diagnosticar diabetes?

O diagnóstico de diabetes pode ser feito através de exames de sangue que avaliam a glicemia em jejum e 2 horas após sobrecarga de uma solução de glicose. Os exames podem ser repetidos em outros dias para realização do correto diagnóstico.

Os valores de referência considerados normais são de 70 a 100mg/dL. A partir de 100mg e até 126mg/dL em jejum, já é considerado glicemia alterada.

O diabetes é diagnosticado a partir de 126mg/dL em jejum, em exames repetidos mais de uma vez, podendo ou não ter sintomas associados.

É possível realizar testes rápidos para verificar os níveis de glicose no sangue, que podem ser feitos em postos de saúde ou até mesmo em casa, importantes para acompanhamento da doença e avaliar a eficácia dos medicamentos e mudanças no estilo de vida. É preciso apenas uma gota de sangue do dedo e o resultado sai em poucos minutos.

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Destaque Notícias

6 de dezembro de 2016

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