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Por: Dr. Renato Barra

Diarreia e vômito: Causas e cuidados essenciais

A diarreia e o vômito são sintomas comuns que representam respostas naturais do corpo a diferentes agressões, como infecções, intoxicações ou reações a alimentos.

Na maioria dos casos, essas  manifestações são passageiras e o próprio organismo trata de curá-las. No entanto, quando persistem ou vêm acompanhadas de outros sinais de alerta, é essencial procurar orientação médica.

Neste artigo, você vai entender por que a diarreia e o vômito merecem atenção, quais são suas principais causas, como agir diante deles e quando é necessário procurar um médico.

Acompanhe!

Quando a diarreia e o vômito devem ser motivo de atenção

Ainda que muitas vezes se resolvam de forma espontânea, episódios de diarreia e vômito não devem ser ignorados, principalmente quando se prolongam por mais de 48 horas ou são acompanhados de outros sintomas preocupantes.

A diarreia é caracterizada pelo aumento da frequência e pela alteração da consistência das fezes, que se tornam líquidas ou pastosas.

Já o vômito é o ato de expelir o conteúdo do estômago pela boca, normalmente precedido de náusea e mal-estar, como forma de eliminar substâncias tóxicas ou agentes infecciosos.

Esses sintomas podem surgir por causas simples, como uma indigestão passageira, mas também podem estar relacionados a infecções gastrointestinais, intoxicações alimentares, reação a medicamentos ou até doenças sistêmicas.

O principal risco associado a episódios de diarreia e vômito é a desidratação, especialmente quando há perda excessiva de líquidos e eletrólitos. 

A atenção deve ser redobrada em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas, pois nesses grupos o corpo tem mais dificuldade em manter o equilíbrio hídrico.

Assim, se os sintomas persistirem ou se agravarem, o ideal é procurar avaliação médica para investigar a causa e evitar complicações.

Principais causas: de infecções a intolerâncias alimentares

A diarreia e o vômito podem ter diversas origens, o que influencia na escolha do tratamento adequado e prevenção de novos episódios. As principais causas são:

Infecções virais

As viroses gastrointestinais são uma das causas mais frequentes, geralmente provocadas por vírus como rotavírus, norovírus e adenovírus. Esses agentes se espalham facilmente por contato com superfícies contaminadas ou ingestão de alimentos e água impróprios.

Infecções bacterianas

Bactérias como Salmonella, Escherichia coli e Campylobacter podem causar intoxicações alimentares e infecções intestinais, o que costuma provocar sintomas mais intensos, incluindo febre, cólicas e presença de muco ou sangue nas fezes.

Intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar ocorre quando a pessoa consome alimentos contaminados por bactérias, fungos ou toxinas. Os sintomas surgem poucas horas após a ingestão e podem incluir náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Alergias e intolerâncias alimentares

A intolerância à lactose e a alergia ao glúten (doença celíaca) também podem causar episódios de diarreia e desconforto intestinal. Nessas situações, o organismo reage a substâncias específicas dos alimentos, resultando em inflamação e irritação da mucosa intestinal.

Uso de medicamentos

Certos medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios e laxantes, podem alterar o equilíbrio da flora intestinal, levando à diarreia. Nesses casos, é importante comunicar o médico, que pode ajustar a dose ou substituir o medicamento.

Outras causas

Condições como síndrome do intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais (como Crohn e retocolite ulcerativa) e distúrbios hormonais (como hipertireoidismo) também podem provocar sintomas semelhantes e exigem acompanhamento especializado.

Diarreia e vômito em crianças e idosos: cuidados redobrados

Crianças e idosos merecem atenção especial porque são os grupos mais vulneráveis à desidratação. O corpo desses pacientes perde líquidos mais rapidamente e tem menor capacidade de reposição.

Nos bebês e nas crianças pequenas, episódios de diarreia e vômito podem causar queda rápida no volume de líquidos corporais, levando a sintomas como boca e língua secas, diminuição da urina, sonolência ou irritabilidade e fontanela (moleira) afundada.

O uso de soro de reidratação oral é fundamental nesses casos. Além disso, deve-se evitar oferecer alimentos gordurosos ou muito temperados até a completa recuperação.

Nos idosos, a desidratação também é perigosa porque pode descompensar doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. A perda de líquidos pode provocar queda de pressão, tontura e confusão mental.

A hidratação deve ser contínua e supervisionada, com atenção ao equilíbrio de sais minerais e à ingestão de alimentos leves e de fácil digestão.

Sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata

Ainda que muitos casos de diarreia e vômito sejam leves, alguns sinais indicam a necessidade de buscar atendimento médico com urgência, como:

  • Febre alta persistente (acima de 38,5 °C);
  • Presença de sangue ou muco nas fezes;
  • Dores abdominais intensas e contínuas;
  • Vômitos constantes que impedem a ingestão de líquidos;
  • Sinais de desidratação (boca seca, urina escura, tontura, fraqueza);
  • Perda de peso repentina;
  • Confusão mental ou sonolência excessiva;
  • Histórico de doenças intestinais ou imunossupressão.

Esses sinais podem indicar infecções severas, inflamações intestinais, apendicite ou outras condições que precisam de investigação médica detalhada.

Exames de imagem e laboratoriais que ajudam no diagnóstico

Quando os sintomas persistem ou se repetem com frequência, o médico pode solicitar exames de imagem e laboratoriais para identificar a causa e descartar doenças mais sérias.

Os exames de fezes são os mais indicados para detectar parasitas, bactérias e sangue oculto. Já os exames de sangue ajudam a avaliar o grau de desidratação, a presença de infecção e o funcionamento de órgãos como fígado e rins.

A depender da suspeita clínica, os exames de imagem também podem auxiliar na avaliação.

O principal deles é a ultrassonografia abdominal, que permite observar o estado dos órgãos internos, como estômago, fígado, vesícula e intestinos, sendo útil para detectar inflamações, acúmulo de líquidos ou dilatações.

Já a tomografia computadorizada oferece imagens detalhadas que ajudam a identificar causas mais complexas, como apendicite, obstruções intestinais e processos inflamatórios mais profundos.

Quando há suspeita de úlceras, gastrite, colite ou outras doenças gastrointestinais, o médico pode pedir uma endoscopia ou colonoscopia para visualizar diretamente o trato digestivo e realizar biópsias, se necessário.

Tratamento e hidratação: o que realmente funciona

O tratamento da diarreia e do vômito varia conforme a causa, mas a hidratação é sempre o primeiro passo.

Como dissemos anteriormente, durante os episódios o corpo perde grandes quantidades de água e eletrólitos (sódio, potássio e cloro). 

Para repor essas substâncias, recomenda-se o uso de soro de reidratação oral, água, chás leves,  caldos, água de coco e frutas (como melancia e laranja).

É importante evitar bebidas gasosas, alcoólicas, leite e sucos industrializados durante o período de recuperação, pois podem irritar o trato gastrointestinal.

Após cessar os episódios de vômito, o ideal é reiniciar a alimentação de forma gradual. Prefira alimentos de fácil digestão, como arroz, batata e cenoura cozidos, frango grelhado ou peixe branco, banana e maçã sem casca.

Deve-se evitar alimentos gordurosos, frituras, laticínios e temperos fortes até a melhora dos sintomas.

O uso de medicamentos deve ser feito apenas sob prescrição médica. Em alguns casos, o profissional pode indicar antieméticos (para controlar os vômitos), antiespasmódicos (para aliviar cólicas) e antibióticos (somente quando houver infecção bacteriana confirmada).

Prevenção: hábitos para manter o intestino saudável

A prevenção da diarreia e do vômito passa por cuidados básicos de higiene e alimentação. Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença:

  • Lave bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro;
  • Higienize frutas e verduras com água e solução de hipoclorito;
  • Evite consumir alimentos crus ou mal cozidos em locais de procedência duvidosa;
  • Beba água filtrada ou mineral;
  • Armazene alimentos corretamente, evitando a contaminação cruzada;
  • Mantenha uma dieta equilibrada, rica em fibras e probióticos, que ajudam a equilibrar a flora intestinal;
  • Evite automedicação, especialmente com antibióticos;
  • Vacine crianças contra o rotavírus, uma das principais causas de diarreia infantil.

Conclusão: diarreia e vômito merecem atenção médica quando persistem

Diarreia e vômito, ainda que muitas vezes passageiros, são sintomas que o corpo usa para sinalizar que algo não vai bem. 

Quando se prolongam, vêm acompanhados de febre, sangue ou dor intensa, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa.

Os exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal e a tomografia computadorizada, desempenham papel essencial nesse processo, ajudando os médicos a identificar inflamações, infecções e obstruções que podem passar despercebidas em uma avaliação clínica simples.

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