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Por: Dr. Renato Barra

Dor no estômago: o que pode ser?

A dor no estômago é uma queixa extremamente comum, mas que nunca deve ser ignorada. Ela pode surgir após uma refeição mais pesada, em períodos de estresse ou como sinal de algo mais sério acontecendo no organismo. 

O grande desafio é que a região abdominal abriga diversos órgãos, e o corpo nem sempre “aponta” com precisão a origem do problema.

Neste artigo, você vai descobrir as diferentes causas que podem provocar dor no estômago, quais os sinais de que a dor pode indicar algo mais grave, e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento eficaz do problema.

Acompanhe!

Entendendo a dor abdominal: um sintoma com múltiplas origens

Quando se fala em “dor no estômago”, muitas pessoas estão se referindo a qualquer desconforto na parte superior do abdome, especialmente na região central logo abaixo das costelas, chamada de epigástrio. 

Nessa área, estão localizados o estômago, parte do esôfago, o início do intestino delgado (duodeno), além de estruturas próximas como fígado, vesícula biliar e pâncreas.

O estômago é um órgão muscular responsável por receber os alimentos, misturá-los com o suco gástrico (rico em ácido clorídrico e enzimas digestivas) e encaminhar o conteúdo parcialmente digerido para o intestino.

Por ser altamente sensível a alterações químicas, inflamatórias e emocionais, o estômago costuma “reagir” a vários estímulos: excesso de álcool, uso de medicamentos (como anti-inflamatórios), estresse, infecções e hábitos alimentares inadequados.

A dor abdominal pode se manifestar de formas diferentes, seja queimação, ardor, estufamento, sensação de peso, pontadas, cólicas e desconforto contínuo ou intermitente.

Em casos simples, como uma má digestão, o incômodo tende a desaparecer espontaneamente. Já em situações mais complexas, a dor persiste, piora com o tempo ou vem acompanhada de outros sintomas.

Essas variações ajudam o médico a suspeitar da causa, mas não substituem a avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares. 

Também é importante lembrar que a localização exata da dor, sua intensidade, duração e relação com a alimentação ajudam muito no diagnóstico, já que nem toda dor “no estômago” vem, de fato, do estômago.

Causas comuns: da gastrite às intolerâncias alimentares

Grande parte das dores no estômago está relacionada a condições do sistema digestivo superior. Em geral, são doenças comuns, com tratamento eficaz quando diagnosticadas corretamente. Veja:

Gastrite e úlceras

A gastrite é a inflamação da mucosa que reveste o estômago. Pode ser causada por estresse, uso prolongado de medicamentos como anti-inflamatórios, consumo excessivo de álcool ou infecção bacteriana. Os sintomas incluem queimação, dor após as refeições, náuseas e sensação de estômago cheio.

Quando essa inflamação evolui e forma feridas na parede do estômago ou do duodeno, surgem as úlceras gástricas ou duodenais. Nesses casos, a dor costuma ser mais intensa e persistente, podendo piorar em jejum ou durante a noite.

Sem tratamento adequado, úlceras podem sangrar ou perfurar a parede do estômago, o que reforça a importância da investigação médica diante de sintomas persistentes.

Refluxo gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico acontece quando o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago. Ainda que seja mais conhecido pela azia, também pode causar dor na “boca do estômago”, sensação de queimação no peito e gosto amargo na boca. 

Muitas pessoas confundem refluxo com problemas cardíacos, já que a dor pode irradiar para o tórax.

Em geral, o refluxo está relacionado a fatores como alimentação gordurosa, excesso de café, refrigerantes, chocolate, obesidade e deitar logo após as refeições. Apesar de comum, pode inflamar o esôfago e causar complicações a longo prazo.

Presença da bactéria H. Pylori

A bactéria Helicobacter pylori é uma das principais responsáveis por gastrites crônicas e úlceras. Muitas pessoas são portadoras sem apresentar sintomas, mas, quando há manifestação clínica, surgem dores recorrentes, desconforto abdominal e sensação de estufamento.

O diagnóstico precoce (feito por procedimentos como teste do ar expirado, exames de fezes, sangue ou endoscopia) é fundamental, pois a infecção prolongada pode levar a complicações mais graves. 

Por isso, quando a dor no estômago é frequente, intensa ou não melhora com medidas simples, é fundamental investigar a causa. A persistência dos sintomas exige avaliação médica e, muitas vezes, exames complementares.

Causas silenciosas e preocupantes: cálculos e inflamações

Nem toda dor sentida na região do estômago tem origem gástrica. Diversos órgãos vizinhos podem provocar dores que se irradiam ou se refletem nessa região, confundindo o paciente.

Entre as causas que merecem atenção estão:

  • Pedras na vesícula (colelitíase): causam dor intensa no lado direito superior do abdome, que pode irradiar para o centro do estômago e para as costas, principalmente após refeições gordurosas.
  • Pancreatite: inflamação do pâncreas que provoca dor forte na parte superior do abdome, muitas vezes irradiando para as costas, acompanhada de náuseas e vômitos.
  • Inflamações intestinais: doenças inflamatórias do intestino ou infecções podem causar dor difusa, gases, diarreia e desconforto abdominal que o paciente percebe como “dor no estômago”.

Esses quadros reforçam um ponto essencial: órgãos próximos podem “refletir” a dor na região do estômago, dificultando o diagnóstico apenas pela descrição dos sintomas, o que aumenta a importância de exames para localizar corretamente a origem do problema.

Quando a dor no estômago sinaliza algo mais grave?

Alguns sinais de alerta indicam que a dor no estômago pode estar associada a algo mais sério e não deve ser ignorada. É importante estar atento a:

  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Vômitos com sangue;
  • Fezes escuras (tipo borra de café);
  • Dor intensa e progressiva;
  • Dificuldade para engolir;
  • Anemia sem explicação clara.

Esses sinais podem indicar sangramentos no trato digestivo, úlceras, inflamações graves ou até doenças mais complexas. 

Nessas situações, a investigação por exames de imagem torna-se urgente, pois permite identificar rapidamente a origem do problema e direcionar o tratamento adequado.

Diagnóstico por Imagem: Ultrassonografia e Tomografia

Os exames de imagem são aliados fundamentais na investigação da dor no estômago. Eles permitem “enxergar” o que os sintomas não mostram com clareza, pois ajudam a avaliar órgãos como fígado, vesícula, pâncreas e estruturas ao redor do estômago.

Por ser rápido, indolor e sem radiação, a ultrassonografia de abdome superior costuma ser o primeiro exame solicitado, sendo muito útil para identificar cálculos na vesícula, alterações no fígado, dilatações de vias biliares e sinais indiretos de inflamação.

Já a tomografia computadorizada de abdome oferece imagens mais detalhadas e em cortes transversais do abdome. Ela é indicada quando se suspeita de inflamações mais complexas, pancreatite, complicações de úlceras, infecções ou quando o ultrassom não é conclusivo.

Apesar de utilizar uma pequena quantidade de radiação, a tomografia é um exame seguro quando realizado em locais especializados, como o IMEB, com protocolos que minimizam a exposição do paciente.

Como se preparar para exames diagnósticos gástricos

Muitas pessoas não sabem, mas a qualidade das imagens obtidas em exames diagnósticos depende diretamente do preparo adequado do paciente. 

Seguir corretamente as orientações médicas faz toda a diferença no resultado final. Em geral, as mais comuns incluem:

  • Jejum: normalmente de 6 a 8 horas antes do exame, principalmente para ultrassom de abdome superior;
  • Uso de medicamentos: alguns remédios devem ser suspensos ou ajustados, sempre conforme orientação médica;
  • Ingestão de água: em certos exames, pode ser solicitado beber água antes do procedimento; em outros, é preciso evitar líquidos. Sempre siga as instruções específicas.

Cumprir essas orientações garante imagens mais nítidas e um laudo mais assertivo, evitando a necessidade de repetir o exame.

Conclusão: Não conviva com a dor, descubra a causa

A dor no estômago é um sinal de alerta do corpo. Mesmo quando parece algo simples, ela merece atenção se for frequente, intensa ou acompanhada de outros sintomas.

Ignorar o desconforto ou recorrer apenas a soluções temporárias pode atrasar o diagnóstico de condições que têm tratamento eficaz quando identificadas precocemente.

Buscar avaliação médica, realizar exames adequados e compreender a origem da dor são passos essenciais para recuperar o bem-estar, iniciar o tratamento correto e retomar a qualidade de vida.

O IMEB (Imagens Médicas de Brasília) é referência em exames de diagnóstico por imagem, incluindo aqueles necessários para o diagnóstico correto da dor no estômago. 

Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

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