Atenção! Nosso número (61) 3326-0033 está temporariamente indisponível. Estamos atendendo pelo número (61) 3771-3800

Por: Dr. Renato Barra

Eclampsia: o que é, sintomas e tratamento

A eclampsia é uma das complicações mais sérias da gravidez e exige atenção médica imediata, já que provoca convulsões na mulher que podem ocorrer após a 20ª semana de gestação.

Apesar de ser menos comum do que outras condições obstétricas, ela representa um alto risco tanto para a saúde da mãe quanto para a do bebê.

Neste artigo, você vai entender o que é a eclampsia, como ela surge, quais sintomas observar e quais tratamentos estão disponíveis para a gestante, especialmente aquelas com fatores de risco.

Acompanhe!

O que é eclampsia e como ela se desenvolve

A eclampsia é uma complicação grave da gestação caracterizada pela ocorrência de convulsões em mulheres que apresentam pré-eclâmpsia.

Ela ocorre quando o quadro hipertensivo da gestante evolui para um estágio crítico, atingindo o sistema nervoso central e provocando crises convulsivas que não têm outra causa aparente.

A pré-eclâmpsia, por sua vez, é marcada por pressão alta após a 20ª semana de gravidez associada a sinais de lesão em órgãos, como rins ou fígado. 

Quando essa condição não é identificada ou controlada, ela pode evoluir para eclampsia, um estágio mais grave e emergencial.

O processo de evolução costuma ser gradual, mas rápido. Primeiro surgem a hipertensão e a presença de proteínas na urina. Em seguida, podem aparecer dores de cabeça intensas, alterações visuais e desconfortos abdominais. 

Caso o quadro continue avançando sem tratamento, a pressão alta afeta o cérebro, o que leva às convulsões típicas da eclampsia.

Ainda que a maioria dos casos aconteça durante a gestação, a eclampsia também pode ocorrer no pós-parto imediato, especialmente nas primeiras 48 horas após o nascimento.

Principais fatores de risco

Existem alguns fatores que aumentam bastante a chance de desenvolver pré-eclâmpsia e, consequentemente, eclampsia. 

Entre os mais reconhecidos, estão:

  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia ou eclampsia;
  • Hipertensão crônica ou gestacional;
  • Primeira gestação;
  • Idade materna abaixo de 18 anos ou acima de 35 anos;
  • Obesidade ou ganho de peso excessivo durante a gravidez;
  • Gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos);
  • Presença de doenças autoimunes, como lúpus;
  • Diabetes prévio ou gestacional;
  • Doenças renais crônicas;
  • Intervalo maior que 10 anos entre uma gestação e outra;
  • Histórico de pré-eclâmpsia em gestações anteriores.

A presença de um ou mais fatores de risco, como os citados acima, é determinante para que médicos e gestantes mantenham uma vigilância mais estreita ao longo do pré-natal.

Sintomas que exigem atenção imediata

Os sintomas da eclampsia surgem de forma súbita e indicam emergência médica. É importante destacar que cada sinal precisa ser levado muito a sério.

O principal deles é a convulsão, que indica risco extremo e exige socorro imediato. 

Antes dela, é essencial estar atento à pressão arterial muito elevada, que pode anteceder convulsões, e a diminuição do nível de consciência ou confusão mental, outro alerta de risco para uma crise convulsiva.

Também é importante observar possíveis alterações visuais, como visão turva, pontos brilhantes ou perda momentânea da visão, que sugerem comprometimento neurológico.

Assim como dores de cabeça intensas, especialmente quando persistentes e resistentes a analgésicos.

Além disso, dor abdominal ou no lado direito do abdômen (pode indicar sobrecarga no fígado) e inchaço súbito no rosto, mãos e pés (sinal de retenção de líquidos e agravamento da pré-eclâmpsia) indicam a necessidade da gestante ir imediatamente a um serviço de emergência.

Como a eclampsia é diagnosticada

O diagnóstico da eclampsia é clínico, baseado principalmente na observação de convulsões em mulheres com suspeita ou diagnóstico de pré-eclâmpsia. 

No entanto, exames complementares são fundamentais para monitorar a gestante e prevenir a evolução do quadro.

A ultrassonografia obstétrica é um dos principais exames utilizados no pré-natal. Ela permite avaliar o crescimento e o bem-estar do bebê, além de verificar a quantidade de líquido amniótico e possíveis alterações na placenta, fatores que podem se relacionar ao agravamento da pré-eclâmpsia.

O Doppler obstétrico também é essencial no acompanhamento. Ele avalia o fluxo sanguíneo entre a placenta e o feto, identificando precocemente sinais de sofrimento fetal ou restrição de crescimento, condições comuns em quadros de hipertensão gestacional.

Além dos exames de imagem, testes laboratoriais completam a avaliação, analisando função renal, hepática e níveis de proteínas na urina. 

Possíveis complicações sem tratamento

Sem tratamento adequado e imediato, a eclampsia pode trazer consequências graves para mãe e bebê. 

Entre as principais complicações estão:

  1. Edema cerebral: inchaço do cérebro provocado pela pressão alta, que pode causar danos neurológicos permanentes.
  2. Descolamento prematuro da placenta: reduz o fluxo de oxigênio para o bebê e pode causar hemorragias graves na mãe.
  3. Insuficiência renal aguda: prejudica a filtragem do sangue e pode levar à necessidade de hemodiálise.
  4. Hematoma hepático e falência do fígado: situações de alto risco de vida.
  5. Síndrome HELLP: combinação de hemólise, alteração das enzimas hepáticas e baixa de plaquetas, extremamente grave.
  6. Sofrimento fetal: redução do oxigênio e nutrientes para o bebê, prejudicando seu desenvolvimento.
  7. Parto prematuro: muitas vezes necessário para salvar a vida da mãe e do bebê.
  8. Morte materna ou fetal: quando o atendimento não é realizado a tempo.

Por isso, é de extrema importância realizar o acompanhamento pré-natal adequado e o reconhecimento rápido dos sintomas.

Tratamentos disponíveis e como funcionam

O tratamento da eclampsia é emergencial e deve ser iniciado o mais rápido possível, com foco em proteger a vida da mãe e do bebê.

Dessa forma, a gestante é acompanhada em ambiente hospitalar, onde são monitorados sinais vitais, reflexos neurológicos, função renal e hepática, além do estado do bebê.

O controle da pressão arterial é fundamental. Medicamentos anti-hipertensivos são usados para estabilizar a pressão e evitar novas crises convulsivas. 

A meta é reduzir a pressão de forma segura, sem comprometer o fluxo sanguíneo para o bebê.

Além disso, são utilizadas medicações anticonvulsivantes, como o sulfato de magnésio, para prevenir novas crises convulsivas. 

Elas estabilizam as funções neurológicas e reduzem drasticamente o risco de recorrência.

Em muitos casos, a indução do parto ou realização de cesariana é indicada para interromper o processo que desencadeia a eclampsia. 

A decisão depende da idade gestacional, condições da mãe e vitalidade do bebê, visando sempre preservar a vida de ambos.

Após o parto, o quadro geralmente começa a regredir, mas o acompanhamento continua sendo necessário no período pós-parto.

Por isso, a paciente permanece internada até a completa estabilização da pressão e dos parâmetros clínicos.

Conclusão: por que o monitoramento e exames são essenciais

A eclampsia é uma condição grave, mas pode ser evitada ou controlada na maioria dos casos quando há acompanhamento pré-natal regular. 

Com consultas frequentes, monitoramento da pressão arterial e a realização periódica de exames de imagem, é possível identificar precocemente sinais de pré-eclâmpsia e evitar a evolução para um quadro mais severo.

O IMEB (Imagens Médicas de Brasília) é referência em exames de diagnóstico por imagem, incluindo a ultrassonografia obstétrica e o Doppler, fundamentais para monitorar a saúde da gestante e do bebê. 

Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

Caso esteja no Distrito Federal ou Entorno e tenha exames de imagem solicitados, clique no link abaixo para agendar sua avaliação e vir cuidar da sua saúde conosco!

Quero agendar meus exames no IMEB

Ebook

Conheça a unidade Buriti

Edifício Buriti

SCLN 116 Bloco H loja 33, Edifício Buriti – Térreo Brasília- DF – CEP: 70710-100

Artigos Recomendados

Eclampsia: o que é, sintomas e tratamento

Dor no coração: quando procurar ajuda médica

Dor nas costas do lado esquerdo: principais causas