A eclampsia é uma das complicações mais sérias da gravidez e exige atenção médica imediata, já que provoca convulsões na mulher que podem ocorrer após a 20ª semana de gestação.
Apesar de ser menos comum do que outras condições obstétricas, ela representa um alto risco tanto para a saúde da mãe quanto para a do bebê.
Neste artigo, você vai entender o que é a eclampsia, como ela surge, quais sintomas observar e quais tratamentos estão disponíveis para a gestante, especialmente aquelas com fatores de risco.
Acompanhe!
O que é eclampsia e como ela se desenvolve
A eclampsia é uma complicação grave da gestação caracterizada pela ocorrência de convulsões em mulheres que apresentam pré-eclâmpsia.
Ela ocorre quando o quadro hipertensivo da gestante evolui para um estágio crítico, atingindo o sistema nervoso central e provocando crises convulsivas que não têm outra causa aparente.
A pré-eclâmpsia, por sua vez, é marcada por pressão alta após a 20ª semana de gravidez associada a sinais de lesão em órgãos, como rins ou fígado.
Quando essa condição não é identificada ou controlada, ela pode evoluir para eclampsia, um estágio mais grave e emergencial.
O processo de evolução costuma ser gradual, mas rápido. Primeiro surgem a hipertensão e a presença de proteínas na urina. Em seguida, podem aparecer dores de cabeça intensas, alterações visuais e desconfortos abdominais.
Caso o quadro continue avançando sem tratamento, a pressão alta afeta o cérebro, o que leva às convulsões típicas da eclampsia.
Ainda que a maioria dos casos aconteça durante a gestação, a eclampsia também pode ocorrer no pós-parto imediato, especialmente nas primeiras 48 horas após o nascimento.

Principais fatores de risco
Existem alguns fatores que aumentam bastante a chance de desenvolver pré-eclâmpsia e, consequentemente, eclampsia.
Entre os mais reconhecidos, estão:
- Histórico familiar de pré-eclâmpsia ou eclampsia;
- Hipertensão crônica ou gestacional;
- Primeira gestação;
- Idade materna abaixo de 18 anos ou acima de 35 anos;
- Obesidade ou ganho de peso excessivo durante a gravidez;
- Gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos);
- Presença de doenças autoimunes, como lúpus;
- Diabetes prévio ou gestacional;
- Doenças renais crônicas;
- Intervalo maior que 10 anos entre uma gestação e outra;
- Histórico de pré-eclâmpsia em gestações anteriores.
A presença de um ou mais fatores de risco, como os citados acima, é determinante para que médicos e gestantes mantenham uma vigilância mais estreita ao longo do pré-natal.
Sintomas que exigem atenção imediata
Os sintomas da eclampsia surgem de forma súbita e indicam emergência médica. É importante destacar que cada sinal precisa ser levado muito a sério.
O principal deles é a convulsão, que indica risco extremo e exige socorro imediato.
Antes dela, é essencial estar atento à pressão arterial muito elevada, que pode anteceder convulsões, e a diminuição do nível de consciência ou confusão mental, outro alerta de risco para uma crise convulsiva.
Também é importante observar possíveis alterações visuais, como visão turva, pontos brilhantes ou perda momentânea da visão, que sugerem comprometimento neurológico.
Assim como dores de cabeça intensas, especialmente quando persistentes e resistentes a analgésicos.
Além disso, dor abdominal ou no lado direito do abdômen (pode indicar sobrecarga no fígado) e inchaço súbito no rosto, mãos e pés (sinal de retenção de líquidos e agravamento da pré-eclâmpsia) indicam a necessidade da gestante ir imediatamente a um serviço de emergência.
Como a eclampsia é diagnosticada
O diagnóstico da eclampsia é clínico, baseado principalmente na observação de convulsões em mulheres com suspeita ou diagnóstico de pré-eclâmpsia.
No entanto, exames complementares são fundamentais para monitorar a gestante e prevenir a evolução do quadro.
A ultrassonografia obstétrica é um dos principais exames utilizados no pré-natal. Ela permite avaliar o crescimento e o bem-estar do bebê, além de verificar a quantidade de líquido amniótico e possíveis alterações na placenta, fatores que podem se relacionar ao agravamento da pré-eclâmpsia.
O Doppler obstétrico também é essencial no acompanhamento. Ele avalia o fluxo sanguíneo entre a placenta e o feto, identificando precocemente sinais de sofrimento fetal ou restrição de crescimento, condições comuns em quadros de hipertensão gestacional.
Além dos exames de imagem, testes laboratoriais completam a avaliação, analisando função renal, hepática e níveis de proteínas na urina.
Possíveis complicações sem tratamento
Sem tratamento adequado e imediato, a eclampsia pode trazer consequências graves para mãe e bebê.
Entre as principais complicações estão:
- Edema cerebral: inchaço do cérebro provocado pela pressão alta, que pode causar danos neurológicos permanentes.
- Descolamento prematuro da placenta: reduz o fluxo de oxigênio para o bebê e pode causar hemorragias graves na mãe.
- Insuficiência renal aguda: prejudica a filtragem do sangue e pode levar à necessidade de hemodiálise.
- Hematoma hepático e falência do fígado: situações de alto risco de vida.
- Síndrome HELLP: combinação de hemólise, alteração das enzimas hepáticas e baixa de plaquetas, extremamente grave.
- Sofrimento fetal: redução do oxigênio e nutrientes para o bebê, prejudicando seu desenvolvimento.
- Parto prematuro: muitas vezes necessário para salvar a vida da mãe e do bebê.
- Morte materna ou fetal: quando o atendimento não é realizado a tempo.
Por isso, é de extrema importância realizar o acompanhamento pré-natal adequado e o reconhecimento rápido dos sintomas.
Tratamentos disponíveis e como funcionam
O tratamento da eclampsia é emergencial e deve ser iniciado o mais rápido possível, com foco em proteger a vida da mãe e do bebê.
Dessa forma, a gestante é acompanhada em ambiente hospitalar, onde são monitorados sinais vitais, reflexos neurológicos, função renal e hepática, além do estado do bebê.
O controle da pressão arterial é fundamental. Medicamentos anti-hipertensivos são usados para estabilizar a pressão e evitar novas crises convulsivas.
A meta é reduzir a pressão de forma segura, sem comprometer o fluxo sanguíneo para o bebê.
Além disso, são utilizadas medicações anticonvulsivantes, como o sulfato de magnésio, para prevenir novas crises convulsivas.
Elas estabilizam as funções neurológicas e reduzem drasticamente o risco de recorrência.
Em muitos casos, a indução do parto ou realização de cesariana é indicada para interromper o processo que desencadeia a eclampsia.
A decisão depende da idade gestacional, condições da mãe e vitalidade do bebê, visando sempre preservar a vida de ambos.
Após o parto, o quadro geralmente começa a regredir, mas o acompanhamento continua sendo necessário no período pós-parto.
Por isso, a paciente permanece internada até a completa estabilização da pressão e dos parâmetros clínicos.
Conclusão: por que o monitoramento e exames são essenciais
A eclampsia é uma condição grave, mas pode ser evitada ou controlada na maioria dos casos quando há acompanhamento pré-natal regular.
Com consultas frequentes, monitoramento da pressão arterial e a realização periódica de exames de imagem, é possível identificar precocemente sinais de pré-eclâmpsia e evitar a evolução para um quadro mais severo.
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