Setembro Amarelo: uma luta pela vida | IMEB

Setembro Amarelo: uma luta pela vida

setembro amarelo: uma luta pela vida

Este mês de setembro ganha a cor amarela de alerta para um tema de grande importância: a prevenção ao suicídio. Como o assunto, apesar de urgente, ainda é tabu entre muitas pessoas, o Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançaram, em 2014, o movimento Setembro Amarelo, com o objetivo de colocar a discussão em pauta.

A campanha ganha ainda mais relevância quando se avalia os números relacionados ao suicídio. De acordo com um estudo da Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, já pensaram seriamente em dar fim à própria vida; desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. E a importância de conversar sobre o tema refere-se ao fato de que a maior parte dos casos pode ser prevenida, com atenção a alguns sinais que a pessoa com pensamento suicida pode transmitir mesmo sem perceber.

Para lhe ajudar a identificar esses sinais, vamos listar alguns neste artigo e, caso observe semelhança em seus próprios pensamentos ou de alguém próximo, procure ajuda profissional. O diagnóstico precoce de transtornos como ansiedade e depressão pode ser um importante aliado para a prevenção ao suicídio.

 

A escolha do amarelo

O mês de prevenção ao suicídio ganhou a cor amarela em homenagem a Mike Emme, um jovem americano que se suicidou aos 17 anos. Grande conhecedor de mecânica, ele havia restaurado sozinho um Mustang 68 que pintou de amarelo. Por isso, em seu velório, os amigos de Mike distribuíram cartões com fitas amarelas com a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”, incentivando pessoas com pensamentos suicidas a procurarem apoio.

 

Setembro Amarelo alerta para sinais

Embora não haja uma “fórmula” para identificar tendências suicidas, pessoas em sofrimento costumam dar alguns sinais que podem ser observados por quem está próximo. Veja, a seguir, quais são os mais comuns e que merecem atenção.

 

Tristeza excessiva e isolamento

Aquela tristeza sem motivo, muitas vezes com choro sem nenhuma razão aparente, pode estar relacionada a problemas como a depressão, uma das principais causas de suicídio quando não tratada. Também observe se a pessoa perdeu o interesse por temas e hobbies dos quais gostava e a vontade de estar entre familiares e amigos, pois esse é outro indício de que algo não vai bem e pode precisar de acompanhamento.

 

Alteração de comportamento e aparência

Pensamentos suicidas podem interferir na forma como a pessoa se comporta, muitas vezes, alterando traços de sua personalidade. É comum que a pessoa se envolva em atividades de risco, como dirigir em alta velocidade e consumir drogas, mesmo que nunca tenha demonstrado interesse nesses hábitos.

A aparência também pode mudar repentinamente em função do desinteresse pela vida, fazendo com que a pessoa torne-se desleixada e negligencie até sua própria higiene.

 

Organização de assuntos pendentes

É comum que pessoas com ideias suicidas comecem a organizar várias questões, incluindo financeiras, antes de atentar contra a vida. Pagar dívidas, resolver pendências ou escrever um testamento podem ser sinais de que a pessoa pretende cometer suicídio. Algumas vezes, o indivíduo com tendência suicida também escreve cartas de despedida para os familiares, isolando-se em todas essas atividades.

 

Calma repentina após muita tristeza

Se a pessoa passou por depressão ou por um período longo de tristeza e, de repente, parece muito tranquila, acenda o sinal de alerta. O suicida busca saídas para sua dor e, muitas vezes, acredita que acabar com a própria vida é a única saída. Nesses casos, ele pode ficar calmo, com a certeza de ter encontrado uma solução.

 

Ameaças constantes

Atenção para um mito muito comum e perigoso: quem quer se matar não avisa. A realidade mostra exatamente o contrário, pois a maior parte dos suicidas costuma falar sobre isso e dá indícios de sua intenção a amigos e familiares.

O problema é que, às vezes, esses sinais são subestimados e vistos como uma forma de chamar atenção. No entanto, segundo especialistas, esse “chamar atenção”, na verdade, é um pedido de socorro que deve ser entendido. Portanto, convide a pessoa para um acompanhamento psicológico e dê atenção à sua dor.

Notou algum dos sinais? Busque ajuda médica!

Pessoas que vivenciam pensamentos suicidas precisam, sobretudo, de suporte psicológico, e, em muitos casos, da intervenção medicamentosa do médico psiquiatra para o controle adequado dos sintomas.

Na presença de qualquer um dos sinais de que a pessoa não está bem, é fundamental que sua rede familiar e de amigos não assuma a responsabilidade pelo aconselhamento e “resolução” do problema. Lembre-se: sua maior ajuda é perceber as alterações de humor e comportamento da pessoa ou acolher suas ameaças em tirar a própria vida e convidá-la, inicialmente, para uma consulta com o psicólogo.

A importância do diagnóstico

De acordo com o Ministério de Saúde, mais de 96% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, por isso, o diagnóstico precoce para o início imediato de tratamento pode ser fundamental para salvar vidas.

No caso da depressão, por exemplo, o diagnóstico pode ser feito a partir do histórico do paciente, avaliação clínica e de exames complementares, como o PET-CT e a Cintilografia de Perfusão Cerebral.

O PET-CT é um exame de imagem indicado para a investigação de doenças neurológicas e psiquiátricas, que pode ajudar a confirmar suspeitas clínicas de demência, além de descartar outras possibilidades. Já a Cintilografia de Perfusão Cerebral avalia o fluxo sanguíneo no cérebro e a função cerebral, sendo indicada para diagnóstico e controle de demências, epilepsia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas, transtornos psiquiátricos entre outros problemas.

Diagnosticar transtornos que possam levar a tendências suicidas é uma das formas de prevenção destacadas pelo Setembro Amarelo e, mesmo sem exames específicos para identificar esse tipo de pensamento, é possível evitar atos extremos a partir da atenção a indícios e um diálogo aberto.

Se você identificou os sinais abordados neste artigo, não deixe de procurar ajuda profissional. Caso já esteja em processo de diagnóstico e precise realizar exames, conte com o IMEB. Acesse nosso site e agende seus exames pela plataforma online, sem sair de casa.

 

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