12 sintomas que ajudam a identificar um AVC

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Foram-se os tempos em que a ideia de que acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente por derrame, só acontecia em pessoas idosas. Cada vez mais, jovens e adultos sofrem com esse problema que, em alguns casos, poderia ser evitado na adoção de um bom estilo de vida.

Os sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame ou AVE, podem surgir de uma hora para outra, e dependendo da parte do cérebro que é afetada manifestam-se de forma diferente.

Porém, existem alguns sintomas que podem ajudar a identificar este problema rapidamente, como:

  1. Dor de cabeça intensa que surge de repente;
  2. Diminuição da força de um dos lados do corpo, que é visível no braço ou na perna;
  3. Perda da sensibilidade de uma parte do corpo, não identificando o frio ou calor, por exemplo;
  4. Dificuldade em permanecer de pé ou ficar sentado, pois o corpo cai para um dos lados, não conseguindo andar ou ficar arrastando uma das pernas;
  5. Alterações da visão, como perda parcial da visão ou visão embaçada;
  6. Rosto assimétrico, com boca torta e sobrancelha caída;
  7. Dificuldade para levantar o braço ou segurar objetos, pois o braço fica caído;
  8. Fala embolada, lenta ou com um tom de voz muito baixo e muitas vezes imperceptível;
  9. Movimentos incomuns e descontrolados, como tremores;
  10. Sonolência ou mesmo perda de consciência;
  11. Perda de memória e confusão mental, não sendo capaz de realizar ordens simples, como abrir os olhos e, podendo ficar agressivo e não saber referir a data ou o seu nome, por exemplo;
  12. Náuseas e vômitos.

Apesar disso, o AVC também pode acontecer sem gerar qualquer sintoma visível, sendo descoberto em exames que são realizados por um outro motivo qualquer. As pessoas que possuem maiores chances de ter um AVC são aquelas que tem pressão alta, excesso de peso ou diabetes e, por isso, devem fazer consultas regulares no médico para evitar esse tipo de complicações.

O que fazer em caso de suspeita

Em caso de suspeita de estar ocorrendo um AVC deve-se fazer o exame SAMU, que consiste em:

12 sintomas que ajudam a identificar um AVC

Quais podem ser as sequelas do AVC

Após um AVC o indivíduo pode ficar com sequelas, que podem ser ligeiras ou muito graves e que, devido à falta de força, o podem impedir de andar, vestir ou comer sozinho, por exemplo.

Além disso, outras consequências do AVC incluem dificuldade em comunicar ou em compreender ordens, engasgamentos frequentes, incontinência, perda de visão ou mesmo comportamentos confusos e agressividade, o que dificulta a relação com a família e amigos.

Desta forma, é muito importante fazer o tratamento das sequelas do AVC, que é feito com sessões de fisioterapia que ajudam a recuperar os movimentos, sessões de terapia da fala para estimular a comunicação e sessões de estimulação cognitiva para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.

Para evitar estas sequelas o mais importante é mesmo impedir que o AVC aconteça. Por isso, aprenda o que pode fazer para reduzir o risco de ter um AVC.

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC isquêmico. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

O objetivo do tratamento depois de um AVC envolve, além de tratar as sequelas que surgem, evitar possíveis eventos futuros. Por isso, mudanças no estilo de vida são uma parte importante do acompanhamento do AVC isquêmico. Veja o que é preciso fazer para impedir um novo derrame:

  • Não fumar ou não permitir que outros fumem perto de você
  • Manter um peso saudável
  • Praticar pelo menos 30 minutos de exercícios na maioria dos dias da semana (caminhada é uma boa escolha)
  • Manter uma dieta equilibrada, pobre em colesterol, gorduras saturadas, açúcar e sal, conforme orientação profissional
  • Controlar a pressão em pacientes hipertensos
  • Controlar glicemia em pacientes com diabetes
  • Seguir tomando as medicações prescritas pelo médico. Após o AVC isquêmico a grande maioria dos pacientes terão que tomar um antiagregante, medicação que afina o sangue, como a aspirina (AAS).
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