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radiofármacos
Por: Dr. Renato Barra

O que são radiofármacos? Descubra como eles ajudam no diagnóstico e tratamento de doenças

A medicina moderna conta com ferramentas cada vez mais precisas para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Entre elas, estão os radiofármacos, substâncias fundamentais para a medicina nuclear.

Esses compostos permitem a visualização do funcionamento interno dos órgãos e tecidos, o que facilita a detecção precoce de doenças e contribui para tratamentos personalizados.

Neste artigo, você vai entender o que são radiofármacos, como eles funcionam e por que são tão importantes no diagnóstico e no tratamento de doenças.

Acompanhe!

O que são radiofármacos e como eles funcionam

Os radiofármacos são substâncias químicas que possuem uma pequena quantidade de material radioativo especialmente preparada para uso médico. 

Eles são utilizados tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de doenças, e são fundamentais na área da medicina nuclear.

No diagnóstico, os radiofármacos são administrados no paciente por via intravenosa, oral ou inalatória. Depois de se distribuir pelo corpo, a substância se concentra em determinados órgãos ou tecidos-alvo, de acordo com suas propriedades químicas. 

A radiação emitida pelo radiofármaco é detectada por equipamentos especializados, como a gama-câmara ou o PET/CT, que produzem imagens detalhadas da atividade funcional de órgãos e sistemas em tempo real, revelando alterações que nem sempre são visíveis em exames de imagem convencionais. 

Já no tratamento, como no caso de alguns tipos de câncer, os radiofármacos podem atuar diretamente nas células doentes, eliminando-as com precisão.

A diferença entre exames convencionais e exames com radiofármacos

A principal diferença entre exames convencionais, como raio-X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e exames com radiofármacos está no tipo de informação que é obtida.

Os exames convencionais são excelentes para identificar alterações anatômicas, ou seja, mudanças físicas ou estruturais no corpo, como tumores, fraturas ou inflamações. 

No entanto, essas técnicas muitas vezes não conseguem detectar alterações no funcionamento dos órgãos antes que ocorram mudanças visíveis.

Já os exames com radiofármacos, como a cintilografia ou o PET/CT, são voltados para avaliar a atividade metabólica e funcional de órgãos e tecidos. 

Por exemplo, um raio-X do pulmão pode mostrar se há líquido ou massa no órgão, enquanto uma cintilografia pulmonar com radiofármacos pode mostrar se há áreas que não estão recebendo oxigênio ou fluxo sanguíneo de forma adequada.

Outro exemplo é a PET/CT com FDG, usada na oncologia. Esse exame revela áreas com aumento do metabolismo da glicose, sinal típico de células cancerígenas. 

Assim, é possível detectar tumores ativos, mesmo quando ainda são pequenos ou estão escondidos entre estruturas normais.

Dessa forma, podemos dizer que enquanto exames convencionais analisam a “fotografia” do corpo, os exames com radiofármacos avaliam o “filme”, ou seja, o que está acontecendo em tempo real.

Principais exames que utilizam radiofármacos

A medicina nuclear oferece uma variedade de exames que utilizam radiofármacos. Veja os mais comuns:

  • Cintilografia óssea, que avalia a atividade metabólica dos ossos e é usada para detectar metástases ósseas, fraturas ocultas, infecções ou inflamações nas articulações.
  • Cintilografia do miocárdio (perfusão miocárdica), que analisa a circulação do sangue nas artérias coronárias e é fundamental para identificar isquemias, infartos antigos ou risco cardíaco.
  • Cintilografia renal, que permite avaliar o funcionamento dos rins e o fluxo urinário, sendo indicada para investigar obstruções, refluxo ou disfunções renais.
  • Cintilografia da tireoide, que avalia o funcionamento da glândula tireoide e ajuda a identificar nódulos, hipertireoidismo ou tireoidites.
  • Cintilografia pulmonar (V/Q), que avalia ventilação e perfusão dos pulmões, sendo essencial no diagnóstico de embolia pulmonar.
  • PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons associada à Tomografia Computadorizada), um exame altamente preciso que avalia o metabolismo celular e é muito utilizado em oncologia para detectar cânceres, metástases e avaliar a resposta ao tratamento.

Radiofármacos no diagnóstico de doenças cardíacas, neurológicas e oncológicas

Os radiofármacos têm papel decisivo na detecção de doenças em várias especialidades médicas. Veja como eles atuam em áreas específicas:

Doenças cardíacas

Na cardiologia, os radiofármacos são utilizados para avaliar o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco, o que permite identificar áreas isquemias e infartos antigos, assim como orientar a necessidade de procedimentos como angioplastia ou cirurgia.

Doenças neurológicas

Na neurologia, os radiofármacos ajudam no diagnóstico de doença de Parkinson, epilepsia, doença de Alzheimer e demências em geral. Através de exames como PET/CT, é possível identificar áreas com alterações no metabolismo cerebral antes mesmo de sinais clínicos evidentes.

Doenças oncológicas (câncer)

A oncologia é uma das áreas mais beneficiadas pelos radiofármacos, que são muito utilizados para localizar tumores primários, detectar metástases e avaliar a resposta ao tratamento de diversos tipos de câncer. O PET/CT com fluorodesoxiglicose (FDG), por exemplo, detecta áreas com alto consumo de glicose, característica comum de células cancerígenas.

Segurança dos radiofármacos: mitos e verdades

É muito comum se sentir apreensivo ao ouvir a palavra “radioatividade”. No entanto, é importante esclarecer que os radiofármacos usados em medicina nuclear são altamente seguros e seguem rigorosos protocolos de controle. 

Confira alguns mitos e verdades sobre o tema:

  1. A radiação dos radiofármacos causam câncer?

As doses de radiação utilizadas em exames com radiofármacos são extremamente baixas e controladas, insuficientes para causar câncer. Para você ter uma ideia, os radiofármacos possuem cerca de 100 vezes menos radiação que um exame de raio X de tórax.

  1. A radiação permanece no corpo por muito tempo? 

O radiofármaco usado em exames de medicina nuclear é rapidamente eliminado pelo organismo (em poucas horas), principalmente pela urina. Após o exame, o paciente pode retornar à rotina normalmente, com orientações simples, como beber bastante líquido ao longo do dia.

  1. Os exames com radiofármacos são perigosos?

Todos os exames que utilizam radiofármacos são seguros, eficazes e aprovados por agências reguladoras como a Anvisa e a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Além disso, o paciente recebe apenas a quantidade necessária de medicação para o diagnóstico ou tratamento.

  1. Os radiofármacos têm alguma contraindicação?

Apesar de ser bastante seguro, existem sim alguns casos em que exames com radiofármacos devem ser evitados ou feitos seguindo critérios especiais. Nesse sentido, não são recomendados para mulheres grávidas ou lactantes. Ainda assim, essas pacientes podem realizar os procedimentos mediante avaliação prévia tanto do médico nuclear quanto do médico que solicitou o exame.

Como é feito o preparo para exames com radiofármacos

O preparo para exames com radiofármacos costuma ser simples, mas pode variar conforme o tipo de exame. Veja abaixo algumas orientações gerais:

  • Jejum: Alguns exames exigem jejum de 4 a 6 horas, especialmente quando há interferência metabólica ou uso de glicose marcada (como no PET/CT).
  • Hidratação: É recomendado beber bastante água antes e depois do exame para ajudar na eliminação do radiofármaco pela urina.
  • Evite certos medicamentos: Informe a equipe sobre os remédios que utiliza. Alguns podem precisar ser suspensos temporariamente.
  • Roupas confortáveis: Recomenda-se vestir roupas leves e sem metais, pois podem interferir nas imagens.
  • Informe condições especiais: É importante informar se há suspeita de gravidez, amamentação ou doenças crônicas em curso.

Na maioria dos casos, o exame é rápido e indolor. Após a administração do radiofármaco, o paciente aguarda por um tempo até que a substância se concentre no órgão desejado. Em seguida, são feitas as imagens. O processo completo pode durar de 1 a 3 horas.

Por que escolher uma clínica especializada

Exames com radiofármacos exigem não apenas tecnologia, mas também infraestrutura adequada e uma equipe altamente especializada. 

Desde a preparação do radiofármaco até a realização do exame e a interpretação dos resultados, tudo deve seguir padrões de segurança e precisão.

Por isso, é fundamental escolher clínicas especializadas e reconhecidas, como o IMEB. 

Somos referência em medicina diagnóstica e contamos com acreditação máxima em excelência pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), entidade não governamental e sem fins lucrativos, que certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, com foco na segurança do paciente.

Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

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