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Por: Dr. Renato Barra

Sintomas da menopausa: principais sinais e como identificar

A menopausa é uma fase natural e inevitável na vida de todas as mulheres, marcando o fim do ciclo reprodutivo e o início de uma nova etapa. 

Apesar de ser um processo fisiológico, pode trazer sintomas físicos e emocionais intensos, que variam em duração e intensidade.

Neste artigo, você vai aprender quais são os principais sintomas da menopausa, quando procurar ajuda médica e como o acompanhamento regular pode fazer toda a diferença na qualidade de vida.

Acompanhe!

O que é menopausa e quando começa

A menopausa é definida como a interrupção definitiva da menstruação e o encerramento da fase reprodutiva da mulher, resultado da diminuição progressiva da produção dos hormônios femininos pelos ovários, especialmente estrogênio e progesterona. 

O diagnóstico é confirmado após 12 meses consecutivos sem menstruar, sem que haja outra causa médica identificável.

A idade média de início da menopausa geralmente ocorre entre 45 e 55 anos, mas existem variações individuais. Algumas mulheres podem entrar nesse período mais cedo, antes dos 45 anos (menopausa precoce), enquanto outras apenas depois dos 55 anos.

Antes da menopausa propriamente dita, ocorre a perimenopausa, fase de transição que pode durar alguns anos e na qual os sintomas começam a surgir devido às oscilações hormonais. 

Já após a última menstruação, inicia-se o período chamado pós-menopausa, quando o corpo se adapta aos níveis hormonais reduzidos.

Fatores como genética, estilo de vida, tabagismo, histórico cirúrgico (como retirada dos ovários) e certas condições de saúde podem influenciar o momento de início e a intensidade dos sintomas.

Cada mulher vive essa fase de maneira única. Algumas têm sintomas leves e passageiros, enquanto outras enfrentam desconfortos que interferem na rotina e no bem-estar emocional, como veremos a seguir.

A menopausa precoce é um tema que gera muitas dúvidas. Veja alguns mitos e verdades sobre esse assunto aqui!

Sintomas físicos mais comuns

Os sintomas físicos da menopausa, que podem durar de alguns meses a vários anos, são consequência direta das flutuações hormonais que afetam o metabolismo, a temperatura corporal e o equilíbrio do sistema reprodutivo. Veja os sinais mais frequentes:

  • Ondas de calor (fogachos): Sensações súbitas de calor intenso, principalmente no rosto, pescoço e peito, seguidas de suor e, às vezes, calafrios.
  • Alterações no sono: Dificuldade para adormecer, despertares noturnos e insônia são comuns, especialmente devido às ondas de calor noturnas.
  • Secura vaginal: Redução da lubrificação natural, causando desconforto, coceira e dor durante as relações sexuais (dispareunia).
  • Ganho de peso: A queda hormonal desacelera o metabolismo, favorecendo o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal.
  • Queda de cabelo e pele seca: A redução do estrogênio pode afetar a elasticidade da pele e enfraquecer os fios de cabelo.
  • Palpitações: Algumas mulheres relatam batimentos cardíacos acelerados, geralmente associados às ondas de calor.
  • Diminuição da densidade óssea: O estrogênio tem papel protetor nos ossos; sua queda aumenta o risco de osteopenia e osteoporose.
  • Irregularidade menstrual: Nos anos que antecedem a menopausa, os ciclos se tornam irregulares, podendo ocorrer sangramentos mais intensos ou espaçados.
  • Alterações urinárias: A mucosa da uretra e da bexiga também perde elasticidade, o que pode levar à incontinência urinária e maior propensão a infecções.

Sintomas emocionais e cognitivos

Além das mudanças físicas, a menopausa também afeta o equilíbrio emocional e mental. As oscilações hormonais influenciam neurotransmissores ligados ao humor, como serotonina e dopamina, o que explica muitas das alterações psicológicas dessa fase.

Veja alguns dos principais sintomas emocionais e cognitivos que podem surgir nessa fase da vida:

Ansiedade

A oscilação hormonal, aliada às mudanças de vida que ocorrem nesse período, pode aumentar os níveis de ansiedade, mesmo em pessoas que nunca tiveram sintomas semelhantes antes da menopausa. É comum a mulher sentir inquietação constante, preocupação excessiva e dificuldade em relaxar.

Irritabilidade

A redução do estrogênio afeta neurotransmissores ligados ao humor, como a serotonina. Isso pode gerar irritabilidade, impaciência e mudanças bruscas de humor, especialmente quando somadas à insônia e ao estresse.

Tristeza e depressão

A menopausa pode aumentar a vulnerabilidade a quadros depressivos, especialmente em mulheres com histórico prévio. A sensação de perda da fertilidade e o envelhecimento podem influenciar o emocional, exigindo acolhimento e acompanhamento médico.

Dificuldade de concentração e memória

Problemas de foco e lapsos de memória são queixas frequentes. Essa “névoa mental” está relacionada tanto à queda hormonal quanto à má qualidade do sono. Ainda que temporários, esses sintomas podem interferir nas atividades diárias e profissionais.

Fadiga e falta de energia

A diminuição dos níveis hormonais, associada à privação de sono e alterações emocionais, causa sensação de cansaço constante e perda de disposição para tarefas rotineiras.

Quando os sintomas exigem atenção médica

Ainda que a menopausa seja um processo natural, há situações em que os sintomas indicam a necessidade de uma avaliação médica imediata para descartar possíveis complicações que exigem diagnóstico precoce e tratamentos específicos.

Por isso, é importante procurar um médico se você apresentar:

  1. Sangramento vaginal após 12 meses sem menstruação, pois pode indicar alterações no endométrio.
  2. Ondas de calor muito intensas e frequentes, que afetam o sono e a qualidade de vida.
  3. Secura vaginal grave, com dor intensa nas relações ou infecções recorrentes.
  4. Perda de urina involuntária, especialmente se acompanhada de dor ou infecções urinárias repetidas.
  5. Mudanças acentuadas de humor, ansiedade extrema ou sintomas depressivos, que interferem no cotidiano.
  6. Ganho de peso súbito ou inchaço persistente.
  7. Perda óssea significativa ou fraturas sem causa aparente.
  8. Dores no peito, palpitações persistentes ou falta de ar (podem sugerir risco cardiovascular).

Nesses casos, o médico pode solicitar exames laboratoriais e de imagem para avaliar o estado geral da saúde e orientar o tratamento adequado. Alguns dos exames mais indicados incluem:

  • Exames de sangue hormonais: para avaliar os níveis de estrogênio, FSH e LH.
  • Ultrassonografia pélvica: útil para verificar o útero e os ovários e descartar outras causas de sintomas semelhantes.
  • Densitometria óssea: mede a densidade mineral dos ossos e detecta precocemente a osteoporose.
  • Eletrocardiograma e exames cardiovasculares: recomendados devido ao maior risco de doenças cardíacas após a menopausa.

Como o acompanhamento médico pode ajudar

Passar pela menopausa com qualidade de vida é totalmente possível, e o acompanhamento médico regular é o principal aliado nesse processo. As consultas permitem ao médico monitorar alterações hormonais e metabólicas, além de adotar medidas preventivas personalizadas.

A mulher deve manter um cronograma de exames preventivos anuais, o que inclui avaliação ginecológica, mamografia, exames laboratoriais e controle de pressão arterial e colesterol, cuidados que ajudam a identificar precocemente condições como câncer de mama, doenças cardiovasculares e diabetes.

Além disso, é importante realizar a densitometria óssea periodicamente, pois a queda do estrogênio provocada pela menopausa leva a uma perda acelerada de massa óssea, aumentando o risco de osteoporose.

A menopausa é uma etapa natural na vida da mulher, marcada por transformações físicas, emocionais e hormonais. 

Ainda que os sintomas possam ser desafiadores, com informação, acompanhamento médico e cuidados adequados, é possível viver essa fase com bem-estar e vitalidade.

Reconhecer os primeiros sinais, compreender as mudanças do corpo e manter uma rotina de cuidados preventivos, com consultas e exames regulares, são atitudes essenciais para preservar a saúde e a qualidade de vida após os 40.

Afinal, a menopausa não marca o fim da vitalidade feminina, mas o início de uma nova fase, repleta de possibilidades para cuidar ainda mais de si mesma.

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