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Inflamação no intestino: diagnóstico e tratamentos
Por: Dr. Renato Barra

Inflamação no intestino: diagnóstico e tratamentos

A inflamação no intestino é uma condição associada a várias doenças que comprometem o bom funcionamento do sistema digestivo e podem levar a complicações sérias se não tratadas adequadamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com esse problema, que não tem cura mas pode ser controlado. 

Neste artigo, você vai entender o que é a inflamação no intestino e quais são as doenças que causam esse problema, além de descobrir os métodos mais eficazes de diagnóstico e tratamento da condição.

O que é inflamação intestinal?

A inflamação intestinal, conhecida pelo termo técnico Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), refere-se a um conjunto de doenças crônicas que afetam o trato gastrointestinal, especialmente o cólon (intestino grosso) e o reto. 

Normalmente, o problema ocorre devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico, que ataca as células do intestino ao tentar combater o que considera uma ameaça, como algum tipo de irritação ou dano ao revestimento do órgão.

Ainda não se sabe exatamente quais as causas da DII, mas acredita-se que a inflamação está relacionada a fatores genéticos – já que pessoas com histórico familiar da doença possuem maior predisposição para desenvolvê-las – e alterações na microbiota intestinal, como resultado de dietas baseada em alimentos ultraprocessados, com muitos conservantes e aditivos químicos.

Em geral, a inflamação no intestino surge com mais frequência entre o final da adolescência e o início da vida adulta, assim como a partir dos 50 anos.

Os principais tipos de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a colite ulcerativa:

Doença de Crohn

A doença de Crohn é caracterizada por afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus. 

No entanto, é mais comum no cólon e íleo (parte final do intestino delgado). Além disso, a inflamação pode ocorrer em diferentes camadas da parede intestinal, resultando em estenoses (estreitamento) e fístulas (perfurações) em toda região. 

Colite ulcerativa 

Ao contrário da doença de Crohn, a colite ulcerativa afeta exclusivamente o cólon (intestino grosso) e o reto. 

A inflamação ocorre apenas na mucosa, que é a camada mais superficial da parede intestinal, causando úlceras e erosões. Essa condição é caracterizada por surtos de atividade da doença, seguidos de períodos de remissão.

Principais sintomas e sinais de alerta

A inflamação intestinal pode se manifestar por meio de diferentes sintomas, dependendo da gravidade e da localização do problema.

Reconhecer esses sinais de forma precoce é fundamental para que o tratamento seja iniciado rapidamente, e assim evitar complicações graves, como hemorragias, perfurações ou obstruções intestinais.

Os principais sintomas e sinais de alerta para inflamações intestinais são:

Dor abdominal

A dor abdominal é um dos sintomas mais comuns da inflamação intestinal. Ela pode variar de leve a intensa e geralmente está associada à região onde ocorre a inflamação. 

Na doença de Crohn, por exemplo, a dor tende a se concentrar na parte inferior direita do abdômen, onde o intestino delgado encontra o intestino grosso. Já na colite ulcerativa, a dor pode ser mais difusa ou localizada na parte inferior esquerda do abdômen, onde está o cólon.

Diarreia crônica

Outro sintoma comum é a diarreia crônica. A inflamação no revestimento do intestino interfere na absorção de líquidos, o que leva a evacuações frequentes e líquidas. Em casos graves, pode haver a presença de sangue e muco nas fezes, o que indica a presença de úlceras no trato intestinal.

Perda de peso, fadiga e febre

A inflamação intestinal também pode provocar perda de peso significativa e fadiga, já que a absorção de nutrientes fica comprometida pois o corpo não consegue processar os alimentos adequadamente. Esse sintoma é um alerta importante, especialmente quando ocorre de forma rápida e sem causa aparente.

Além disso, a inflamação crônica exige muita energia do corpo, o que contribui para a sensação de cansaço extremo. A febre também é um sintoma comum do problema. 

É importante ressaltar que os sintomas da inflamação intestinal, em muitos casos, podem ser semelhantes aos do câncer de intestino, já que dor abdominal, perda de peso e sangue nas fezes são comuns a ambas as condições.

A distinção clara entre inflamação e câncer intestinal exige um diagnóstico cuidadoso, geralmente feito por meio de exames de imagem e biópsias.

Veja também: Dor no seio: o que pode ser?

Exames de imagem para diagnóstico

Os exames de imagem desempenham um papel fundamental no diagnóstico preciso da inflamação no intestino, pois permitem uma visualização detalhada do trato gastrointestinal e ajudam a identificar áreas de inflamação, ulcerações, estreitamentos e outras alterações estruturais.

Entre os exames de imagem mais utilizados para o diagnóstico de inflamações intestinais, estão:

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada é um exame de imagem que utiliza raios X para criar imagens tridimensionais do corpo. No caso da inflamação intestinal, o procedimento é útil para avaliar a extensão do problema e detectar complicações como abscessos, fístulas ou obstruções intestinais.

Enterorressonância magnética

A enterorressonância, também chamada de Enterografia por Ressonância Magnética (ERM), é um exame moderno usado para visualizar o intestino delgado, principal órgão afetado pela doença de Crohn. Por não fazer uso de radiação, a ERM é uma opção mais segura para o monitoramento contínuo da doença.

Colonografia por imagem

A colonografia por imagem é um método não invasivo para visualizar o interior do cólon e detectar inflamações, pólipos e outras anormalidades na região. As imagens fornecidas por este exame ajudam a diagnosticar e monitorar inflamações intestinais, especialmente quando localizadas no intestino grosso.

Tratamentos disponíveis para inflamações intestinais

O tratamento para inflamação intestinal costuma ser feito pelo gastroenterologista, e o plano terapêutico adotado varia de acordo com a gravidade da doença e a resposta do paciente às diferentes terapias.

Geralmente, os medicamentos são o primeiro passo para tratar inflamações no intestino. 

Os mais utilizados são anti-inflamatórios e corticosteroides, que ajudam a reduzir a inflamação no trato intestinal, assim como imunossupressores e imunológicos, que são utilizados para reduzir a atividade do sistema imunológico, prevenindo que ele ataque o próprio intestino.

Como as doenças inflamatórias intestinais são crônicas, ou seja, não têm cura, o uso desses medicamentos é contínuo, uma vez que o tratamento visa controlar a condição.

Os médicos também recomendam a adoção de uma dieta específica, a fim de evitar o consumo de alimentos de difícil digestão ou que contribuam para o aumento da inflamação.

Em casos graves, onde os medicamentos não são capazes de controlar a inflamação ou existem perfurações/obstruções intestinais, a cirurgia pode ser necessária

O acompanhamento com exames de imagem ajuda a determinar o momento adequado para a cirurgia e a avaliar a eficácia do procedimento.

Monitoramento contínuo e acompanhamento médico

O tratamento da inflamação intestinal não termina com a prescrição de medicamentos ou a realização de cirurgias. 

É fundamental um monitoramento contínuo da condição através de exames de imagem regulares e consultas médicas para garantir que o plano terapêutico está surtindo o efeito esperado e prevenir complicações.

Exames como colonoscopia, tomografia e enteroressonância são essenciais para monitorar a atividade da doença ao longo do tempo, e permitem identificar precocemente qualquer complicação, como estenoses (estreitamentos).

O monitoramento constante também ajuda a prevenir eventos adversos graves, como obstruções intestinais, perfurações e câncer de cólon, que têm maior risco de ocorrer em pacientes com inflamação intestinal crônica. 

O acompanhamento médico contínuo e a adesão ao tratamento são fundamentais para uma gestão eficaz da doença.

Como o diagnóstico por imagem melhora o prognóstico

O diagnóstico precoce e preciso da inflamação intestinal, especialmente por meio de exames de imagem avançados, é fundamental para um tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida para o paciente. 

A capacidade de visualizar o intestino com detalhes permite que os médicos tomem decisões informadas sobre o tratamento, o que reduz a probabilidade de complicações graves e melhora o prognóstico a longo prazo.

O IMEB é referência no Centro-Oeste em exames de diagnóstico por imagem, incluindo aqueles utilizados para o diagnóstico e tratamento da artrose no joelho, como a radiografia e a ressonância magnética. 

Nossa preocupação é sempre oferecer as tecnologias mais avançadas e um time de profissionais experientes e qualificados, para que seu exame seja realizado com todo o conforto e segurança.

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