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Depressão: entenda mais sobre a doença e como tratar

A depressão é uma doença que atinge cada vez mais pessoas ao redor do mundo. Dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo IBGE, revelaram que mais de 16 milhões de pessoas sofrem desse transtorno, somente no Brasil.

Entre os principais sintomas apresentados por pessoas com depressão estão um sentimento de tristeza de longa duração (semanas ou meses), assim como apatia e angústia prolongadas. Mas os sintomas podem ser muitos além desses.

Neste artigo, você vai saber mais sobre a depressão, suas possíveis causas e como iniciar um tratamento, assim como maneiras de combater e prevenir a doença. 

Acompanhe!

O que é depressão?

Como dito brevemente acima, a depressão é um transtorno psicológico que se caracteriza principalmente por sentimentos como tristeza persistente, apatia, pessimismo e falta de interesse em fazer coisas que antes davam prazer.

Pessoas que enfrentam a depressão costumam apresentar esses ou outros sintomas durante longos períodos, sendo a duração dos sintomas um dos fatores que diferenciam um quadro depressivo das tristezas e desânimos normais do dia a dia, que costumam passar rapidamente.

Apesar de surgir em qualquer idade, inclusive na infância, a depressão é mais frequente em mulheres e idosos.

Em geral, a doença costuma ser categorizada em três estágios: leve, moderado e grave.

O que pode causar depressão?

Não existe uma causa específica para a depressão, mas sim uma série de fatores que, em conjunto, contribuem para o desenvolvimento do transtorno.

Algumas das causas possíveis são:

  • Predisposição genética: ter alguém na família que já teve quadros depressivos.
  • Fatores socioambientais: problemas no trabalho ou casamento, perda de algum familiar ou pessoa importante, sofrimento intenso por algum episódio traumático, como violência ou abuso sexual.
  • Estilo de vida: sedentarismo, uso excessivo de álcool ou drogas e até mesmo alguns medicamentos.
  • Alterações químicas no cérebro: diminuição da concentração de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e satisfação.

Depressão: entenda mais sobre a doença e como tratar

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Como identificar um quadro depressivo?

A depressão é uma doença silenciosa, e não existe um exame específico que seja capaz de diagnosticar o quadro. Para identificar o transtorno, o profissional de saúde – psicólogo, neurologista ou psiquiatra – geralmente avalia o conjunto de queixas relatadas pelo paciente ou por pessoas próximas.

Para isso, é fundamental reconhecer os sinais e sintomas da depressão, que podem variar conforme cada caso, dependendo de fatores como a gravidade do transtorno e sua associação com outras condições psicológicas.

Entre os principais sintomas da depressão, podemos citar:

  • Tristeza persistente.
  • Apatia.
  • Perda de interesse por atividades que antes davam prazer.
  • Insônia ou sono excessivo.
  • Irritação.
  • Pensamentos pessimistas ou falta de esperança no futuro.
  • Sentimento de culpa.
  • Baixa autoestima.
  • Cansaço extremo e falta de energia.
  • Dificuldade de concentração.
  • Disfunção sexual.
  • Aumento ou perda de apetite.
  • Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia.
  • Ansiedade exagerada (nem sempre).
  • Pensamentos de morte (casos mais graves).

A observação desses sintomas é muito importante para a identificação de quadros de depressão, mas é preciso lembrar que o diagnóstico correto deve ser dado por profissional habilitado.

Por isso, é fundamental buscar ajuda quando esses sinais duram mais do que alguns dias.

Cada vez mais estudos relacionam a depressão com problemas de demência. Veja neste artigo qual médico procurar por suspeita de Alzheimer!

Diferença entre depressão e tristezas comuns do dia a dia

É comum ouvir relatos de pessoas que dizem estar depressivas por algum acontecimento específico. Mas é preciso entender a diferença entre a depressão e as tristezas comuns do dia a dia.

O sentimento de tristeza é natural e pode ser causado por diversos aspectos da vida, como problemas no trabalho, no relacionamento, a perda de alguém importante e muitas outras situações.

A tristeza, nessas situações, tem uma causa específica, e mesmo que dure alguns dias, logo é superada e os momentos alegres surgem novamente.

Já no caso da depressão, esse sentimento de negatividade e pessimismo persiste, mesmo quando não há uma causa aparente.

O tratamentos para a depressão

O tipo de tratamento para a depressão pode variar, dependendo das características e da intensidade do quadro apresentado pelo paciente.

Em quadros iniciais e ainda leves, apenas a psicoterapia (com psicólogo ou psiquiatra) já pode ser suficiente para conduzir e resolver o caso.

Em casos mais graves, porém, geralmente é necessário o uso de medicamentos antidepressivos.

Conheça abaixo como é feito cada um desses acompanhamentos:

1. Psicoterapia

A psicoterapia é realizada pelo psicólogo ou psiquiatra em sessões no consultório. Essa técnica visa ajudar o paciente a lidar melhor com seus sentimentos e emoções, trabalhando o autoconhecimento, e pode ser realizada de forma individual, em grupo, familiar ou casal.

Existem diversas vertentes da psicoterapia, sendo uma das mais conhecidas a terapia cognitivocomportamental. O objetivo dessa corrente terapêutica é auxiliar a pessoa a identificar conflitos e reconhecer, superar e mudar os fatores que alimentam seu quadro depressivo.

2. Medicamentos

Os medicamentos utilizados para tratamento da depressão são os chamados antidepressivos. Em geral, esses medicamentos agem na regulação de algumas substâncias químicas do cérebro, controlando assim o estresse e as emoções. 

Existem diversos tipos de antidepressivos, e cada um deles possui diferentes formas de ação. Por isso, o médico escolherá o tratamento medicamentoso conforme o perfil do paciente e a gravidade do seu quadro.

Dependendo dos sintomas apresentados pela pessoa, pode ser indicado o uso de outros tipos de medicamento em conjunto com os antidepressivos, como medicações para ansiedade, para transtornos psicóticos ou estabilizadores de humor.

Qual é mais efetivo?

Nos casos moderados a graves, os tratamentos que combinam terapia e uso de medicamentos costumam ser mais efetivos que aqueles baseados exclusivamente em medicações. 

A psicoterapia é importante tanto para auxiliar o paciente na superação da crise quanto para conduzi-lo a um maior equilíbrio emocional, tornando-o menos suscetível a apresentar novos episódios. Juntamente com as medicações específicas, os resultados podem ser ainda melhores.

Outros tratamentos que também podem ser utilizados são as terapias alternativas, como meditação e acupuntura.

É muito importante lembrar que não é apenas o paciente que precisa de ajuda. Os familiares têm um papel fundamental no tratamento e devem buscar orientação profissional sobre como lidar de forma correta com a pessoa, a fim de ajudá-la na cura.

Alterações na tireoide podem levar à depressão? Confira neste artigo os mitos e verdade sobre o hipotireoidismo e quadros depressivos!

É possível prevenir?

A depressão, como dissemos, é uma doença que leva a tristeza duradoura, pessimismo, baixa autoestima e outros sentimentos negativos. Então, a primeira forma de prevenção e combate da doença é olhar para si mesmo com carinho e atenção, observando suas necessidades e priorizando sua saúde física e mental.

Outras medidas que podem ser adotadas para a prevenção e combate da depressão incluem:

1. Mudança nos hábitos alimentares

Uma alimentação saudável contribui bastante para a prevenção de diversas doenças, incluindo também a depressão.

Estudos mostram uma forte relação entre o consumo excessivo de carboidrato e açúcares e uma maior tendência a desenvolver quadros depressivos.

Isso não significa que você deve abandonar os alimentos que lhe dão prazer. Significa apenas que esse consumo deve ser equilibrado.

Além disso, a melhora da forma física, trazida por uma boa alimentação também ajuda a elevar a autoestima e a autoimagem, trazendo mais satisfação pessoal.

Finalmente, o próprio hábito de cozinhar também pode ser uma terapia para a depressão.

Veja neste artigo como a alimentação saudável e trabalho voluntário podem ajudar a controlar a depressão!

2. Atividades físicas

A prática regular de atividades físicas, além de contribuir para a boa saúde, também libera no cérebro substâncias como serotonina e endorfina, os chamados hormônios do prazer e da felicidade.

Além disso, as atividades físicas também trazem outros benefícios indiretos, como facilitar a socialização (reduzindo o isolamento do paciente) e melhorar a autoestima.

3. Sono de qualidade

A insônia ou o sono de má qualidade também são fatores que estão muito associados a uma maior tendência a episódios depressivos.

Por isso, buscar ter bons hábitos na hora de dormir também é uma maneira importante de afastar a depressão.

Manter um horário regular para dormir e ter uma quantidade adequada de horas de sono são algumas das medidas que podem ser adotadas.

4. Socialização

A socialização é fundamental para manter a saúde mental em dia. Conversar com os amigos, seja online ou presencialmente, é muito importante para gerar sensação de pertencimento, além de poder ter com quem contar e compartilhar o que está sentindo.

Vale a pena lembrar, no entanto, que o suporte dos amigos não substitui o acompanhamento profissional.


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Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Saúde Mental

17 de setembro de 2021

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