Cintilografia miocárdica: como é feita? - IMEB

Cintilografia miocárdica: como é feita?

A Cintilografia miocárdica é, hoje, uma das grandes aliadas da medicina. Esse exame é capaz de registrar imagens de órgãos e tecidos em excelente resolução e com altíssima precisão, auxiliando no diagnóstico precoce de doenças como embolia pulmonar, câncer, obstruções renais, infarto e demências.

Além de captar imagens da estrutura do órgão analisado, a cintilografia também indica como está seu funcionamento e, por isso, possibilita a descoberta de enfermidades antes que os primeiros sintomas se manifestem.

Na área da Cardiologia, o exame de cintilografia miocárdica investiga como está o fluxo sanguíneo nas artérias e a irrigação do músculo do coração, contribuindo para a identificação de doenças cardiovasculares e de fatores de risco que possam levar a problemas como o infarto.

Neste artigo, entenda melhor a cintilografia miocárdica e como ela pode contribuir com a saúde do seu coração.

Como é feita a cintilografia miocárdica

cintilografia miocárdica

Na cintilografia do coração, o paciente é avaliado em duas etapas, que podem ser realizadas em um ou dois dias. Normalmente, o exame completo leva em torno de 4 horas.

Para garantir resultados mais confiáveis, são recomendados alguns cuidados no preparo para o procedimento. Entre eles, estão:

  • Três dias antes do exame, suspender medicamentos betabloqueadores para o coração. Para isso, é necessária a autorização do seu médico.
  • Não consumir alimentos e bebidas ricos em cafeína por pelo menos 24 horas antes do exame.
  • Duas horas antes do procedimento, realizar uma alimentação leve e de fácil digestão.
  • Usar roupas e sapatos confortáveis e adequados ao exercício físico, para a etapa de estresse.
  • Informar possíveis medicamentos cardíacos em uso.
  • Caso haja, trazer outros exames relacionados ao coração.

 

1ª etapa – Em repouso

O primeiro passo é a aplicação de um radiofármaco na veia do paciente. Só para que você entenda, os radiofármacos são a matéria-prima dos exames de medicina nuclear, como a cintilografia.

Trata-se de medicamentos que contêm elementos radioativos em sua composição e que, quando administrados – por via oral, venosa ou subcutânea – essas substâncias vão se fixar em um órgão-alvo, que se deseje investigar, facilitando a visualização pelo exame de cintilografia.

No caso da cintilografia miocárdica, após cerca de 30-40 minutos da aplicação do radiofármaco, o material já se concentrou no coração e, então, são registradas as primeiras imagens.

Para isso, o paciente deita-se na gama-câmara, equipamento utilizado na cintilografia, e a atividade cardíaca é monitorada por meio do eletrocardiograma.

 

2ª etapa – Em estresse

Depois da captação das imagens em repouso, o paciente está pronto para a segunda fase do exame. Nessa fase, ele é submetido a uma situação de estresse físico, com caminhada ou corrida na esteira, ou então a um estresse induzido por medicamentos (estresse farmacológico).

Quando o paciente alcança o nível de estresse máximo, é injetada uma segunda dose do radiofármaco e, novamente, aguarda-se entre 30 a 40 minutos para realizar a coleta das imagens com o coração em esforço.

Por fim, o médico compara as duas imagens para avaliar a saúde cardíaca do paciente.

Confira no vídeo abaixo, a explicação do Dr. Renato Barra, médico da IMEB e especialista em medicina nuclear, sobre a realização da cintilografia miocárdica:

 

O material radioativo oferece algum risco?

Embora se trate de materiais radioativos, os radiofármacos utilizados na cintilografia são bastante seguros, pois a quantidade de radiação é mínima e aplicada de forma muito controlada.

Só para se ter uma ideia, a quantidade de radiação à qual o paciente fica exposto em um exame de cintilografia óssea, por exemplo, é quase 100 vezes menor que a radiação de um exame de raio X tradicional.

Além disso, a aplicação de radiação segue as normas técnicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e todos os procedimentos são realizados por médicos que, além dos 6 anos na faculdade de medicina, também fizeram especialização em medicina nuclear.

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A importância da medicina nuclear para um diagnóstico seguro

Cintilografia miocárdica: para quais situações é indicada?

A cintilografia miocárdica é um dos mais avançados exames para o diagnóstico de doenças do coração. Por meio dela, é possível identificar doenças como fibrose miocárdica, doença arterial coronariana, arritmia cardíaca e isquemia miocárdica.

Geralmente, o procedimento é solicitado para pacientes com fatores de risco para doenças cardíacas. A cintilografia também é utilizada quando há dúvidas sobre alterações no eletrocardiograma e na avaliação pré-operatória de cirurgias não cardíacas.

Em alguns casos pontuais, o exame pode ter contraindicações e, por isso, é preciso sempre consultar o médico para avaliar a situação. De modo geral, a cintilografia não é recomendada para pacientes com restrições para atividades físicas, gestantes e mulheres que estão amamentando.

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Doenças cardíacas: a importância da prevenção

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil, com cerca de 350 mil óbitos por ano, a maior parte delas devido ao infarto. Por isso, é fundamental cuidar do seu coração.

Com alguns hábitos fáceis de serem incorporados em sua rotina, você pode evitar problemas cardíacos e manter a saúde em dia. Veja algumas recomendações:

Esteja atento aos sintomas

Alguns sinais de alerta indicam que é hora de procurar um cardiologista e realizar exames. Entre os sintomas que não devem ser ignorados, estão falta de ar, dor no peito, palpitação, tontura e cansaço sem causa aparente.

Tome sol 

A falta de vitamina D pode levar a problemas cardiovasculares devido ao acúmulo de cálcio nas artérias. As placas calcificadas dificultam a circulação sanguínea e afetam as contrações e o relaxamento do coração. 

Evite cigarro e álcool

Apesar de que uma taça de vinho ao dia seja considerada benéfica ao coração, o consumo de álcool em excesso pode danificar as células do coração.

Já a nicotina, presente nos cigarros, acelera a frequência cardíaca e arterial, aumentando os riscos de ataque cardíaco. 

Reduza o sal e as gorduras

Gorduras trans e saturadas levam à formação de placas, causando o entupimento das artérias e prejudicando o fluxo sanguíneo normal.

Já o sal em excesso provoca o endurecimento das paredes das artérias, o que acaba por elevar a pressão arterial, aumentando a chance de problemas como AVC. 

Pratique exercícios físicos

Atividades físicas regulares ajudam a controlar a pressão arterial e o peso, melhoram a qualidade do sono e aliviam o estresse.

Saúde do coração: a importância dos exames regulares

Neste artigo você pôde conhecer um pouco mais sobre o exame de cintilografia miocárdica, como é feita e qual a sua importância no diagnóstico e acompanhamento de problemas do coração.

Cuidar da saúde do coração deve ser uma preocupação de todos os dias, seja na alimentação, na rotina física e em seus hábitos de vida. 

Além disso, manter uma rotina de visitas ao cardiologista e realizar os check-ups regulares, especialmente após os 40 anos, deve fazer parte dos seus cuidados com a saúde cardíaca, pois algumas doenças do coração evoluem de forma silenciosa e só vão dar sinais quando estiverem bastante avançadas.

O IMEB é referência em medicina diagnóstica no Centro-Oeste. Dispomos dos mais avançados aparelhos para exames de imagem de todos os tipos, incluindo a cintilografia miocárdica.

Caso você esteja em Brasília e tenha exames solicitados, agende online agora seus exames conosco, de forma rápida e fácil, aí do seu celular, computador ou tablet.

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Por que fazer sua cintilografia miocárdica no IMEB?

Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Exames

15 de janeiro de 2021

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