A insulina é um hormônio essencial para o equilíbrio do nosso organismo, pois regula a entrada de glicose nas células para ser utilizada como fonte de energia.
No entanto, quando a insulina está em níveis elevados por longos períodos, é preciso ligar o sinal de alerta, já que este é um indício de problemas metabólicos que podem levar a diversas complicações de saúde.
Neste artigo, você vai entender de forma didática qual o papel da insulina em nosso organismo, os sintomas da insulina alta, suas causas, riscos e como controlar essa condição para evitar maiores problemas.
O que é a insulina e qual seu papel no organismo?
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem um papel fundamental no metabolismo dos açúcares no organismo.
Sua principal função é regular os níveis de glicose no sangue, permitindo que as células absorvam e utilizem esse açúcar como fonte de energia.
Uma forma simples de entender o papel da insulina no corpo é compará-la a uma “chave” que abre as portas das células para a entrada da glicose.
Quando consumimos alimentos ricos em carboidratos, a glicose é liberada na corrente sanguínea. O pâncreas, então, produz insulina para garantir que essa glicose seja absorvida pelas células.
Se houver pouca insulina, a glicose não consegue entrar e se acumula no sangue. Por outro lado, caso haja insulina demais, o corpo pode armazenar glicose em excesso, levando a um descontrole metabólico.
O equilíbrio da insulina é fundamental para evitar tanto a hipoglicemia (baixa glicose no sangue) quanto a resistência ao hormônio, condição em que o corpo produz insulina em excesso, mas as células não conseguem utilizá-la corretamente.
Sintomas da insulina alta e sinais de alerta
O excesso de insulina no sangue pode causar uma série de sintomas que afetam o bem-estar e a qualidade de vida do paciente, e indicam a necessidade de uma avaliação médica detalhada.
É importante ficar atento a certos sinais, como:
- Tontura e fraqueza – A insulina alta pode provocar quedas bruscas nos níveis de glicose, causando episódios de tontura, sensação de desmaio e fraqueza generalizada.
- Fome excessiva – Como a glicose não está sendo aproveitada de forma adequada, o cérebro passa a entender que há falta de energia, o que aumenta a sensação de fome, especialmente por doces e carboidratos.
- Ganho de peso inexplicável – O excesso de insulina faz com que mais glicose seja armazenada na forma de gordura, especialmente na região abdominal, o que favorece o aumento de peso.
- Fadiga constante – Mesmo após uma boa noite de sono, a pessoa pode se sentir cansada e sem energia, pois as células não estão utilizando a glicose de forma eficiente.
- Dificuldade para perder peso – O metabolismo tende a ficar mais lento devido à resistência à insulina, o que torna o emagrecimento mais difícil.
- Sudorese e tremores – Como a insulina pode provocar quedas na glicose, sintomas como suor frio e tremores também podem ocorrer.
- Dificuldade de concentração – O desequilíbrio na glicose pode afetar a função cerebral, prejudicando a atenção e a memória.
- Pele oleosa e acne – O excesso de insulina estimula a produção de sebo, favorecendo o surgimento de cravos e espinhas.
Caso você apresente algum desses sintomas de forma frequente, é importante procurar um médico para avaliar sua saúde metabólica e verificar os níveis de insulina e glicose no sangue.
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Principais causas da insulina alta
Existem diversas causas e fatores que podem contribuir para o aumento dos níveis de insulina no organismo.
Uma das principais razões é a resistência do corpo ao hormônio, que ocorre quando as células deixam de responder adequadamente à insulina e o pâncreas precisa produzir mais para compensar, resultando em hiperinsulinemia. Essa condição é comum em pessoas com sobrepeso e obesidade.
Outro fator importante para o aumento da insulina é o consumo excessivo de carboidratos refinados, como pães, massas, doces e refrigerantes, que leva a picos constantes de glicose no sangue e obriga o pâncreas a liberar grandes quantidades do hormônio.
A falta de atividade física também provoca insulina alta, uma vez que o sedentarismo reduz a capacidade das células de absorver glicose de maneira eficiente.
Riscos da insulina alta para a saúde
A insulina alta por longos períodos pode causar diversas complicações graves para a saúde.
Entre os principais riscos, estão:
- Diabetes tipo 2 – A resistência à insulina pode evoluir para diabetes, uma condição crônica caracterizada pelo descontrole da glicose no sangue que exige controle rigoroso para evitar danos ao organismo.
- Obesidade – O excesso de insulina favorece o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região abdominal, o que aumenta o risco de doenças metabólicas.
- Doenças cardiovasculares – Níveis elevados de insulina estão associados ao aumento da pressão arterial, colesterol alto e maior risco de infartos e AVC.
- Esteatose hepática (gordura no fígado) – A insulina alta pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, resultando em inflamação e possíveis complicações hepáticas.
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP) – Em mulheres, a insulina elevada pode desregular os hormônios e levar ao desenvolvimento de cistos ovarianos e irregularidades menstruais.
Como podemos ver, essas complicações reforçam a importância de monitorar e controlar os níveis de insulina no organismo, a fim de evitar problemas irreversíveis para a saúde.
Exames de imagem para avaliar complicações da insulina alta
Além dos exames de sangue para medir glicose e insulina, alguns exames de imagem são fundamentais para identificar complicações da insulina elevada.
Entre os principais, está a ultrassonografia de fígado, um exame que permite avaliar a presença de esteatose hepática (gordura no fígado), geralmente um dos primeiros sinais de resistência à insulina.
O doppler vascular também é muito utilizado nesses casos, pois avalia o fluxo sanguíneo nas artérias e veias, ajudando a identificar obstruções e riscos cardiovasculares causados pelo excesso de insulina e colesterol alto.
Outro exame de imagem importante para avaliar as possíveis complicações da insulina alta é a ressonância magnética abdominal, utilizada para analisar a distribuição da gordura no organismo e ajudar a identificar riscos metabólicos decorrentes desse problema.
Com a realização desses exames, é possível detectar precocemente qualquer distúrbio provocado pela insulina alta, além de permitir aos médicos a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.
Como controlar a insulina alta e prevenir complicações?
Apesar dos inúmeros riscos à saúde, é possível equilibrar os níveis de insulina e prevenir problemas metabólicos através da adoção de diferentes estratégias.
Veja algumas medidas essenciais:
- Adote uma alimentação equilibrada – Priorize alimentos naturais e ricos em fibras, como verduras, legumes, proteínas magras e gorduras saudáveis. Ao mesmo tempo, reduza o consumo de açúcares e carboidratos refinados.
- Pratique exercícios físicos regularmente – Atividades como caminhada, musculação e exercícios aeróbicos ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzem os níveis do hormônio no sangue.
- Controle o peso – Manter um peso saudável diminui a resistência à insulina e reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
- Evite o sedentarismo – Pequenas mudanças na rotina, como subir escadas e fazer pausas ativas no trabalho, já contribuem para um metabolismo mais equilibrado.
- Faça acompanhamento médico regular – Consultar um endocrinologista e realizar exames periódicos é fundamental para monitorar a insulina e evitar complicações.
Como vimos no artigo, a insulina alta é um sinal de alerta que não deve ser ignorado. Além dos sintomas incômodos, pode levar a problemas graves como diabetes e doenças cardiovasculares.
Se você apresenta sintomas de insulina alta ou quer prevenir problemas metabólicos, procure um especialista para avaliação e realize os exames solicitados pelo médico.
O IMEB é referência no Centro-Oeste em exames de diagnóstico por imagem, como aqueles utilizados para avaliar complicações da insulina alta, como a ultrassonografia de fígado e o doppler vascular.
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