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Como é feita a radioterapia e como ela funciona?

Leia esse nosso novo artigo para entender de uma vez por todas como é feita a radioterapia e como ela funciona.

O tratamento de radioterapia é realizado para diversos tipos de câncer, de forma isolada ou em combinação com outros tipos de tratamentos, como a quimioterapia. Mas, como é feito esse tratamento?

O procedimento conhecido como radioterapia usa radiação ionizante para destruir células cancerígenas, que são responsáveis pelo aparecimento de tumores. Para o organismo do paciente suportar a alta quantidade radioativa, o tratamento é feito em várias sessões. Elas podem ser diárias ou semanais.

Como funciona a radioterapia?

A radioterapia pode ser usada nos estágios iniciais do câncer ou até mesmo depois que ele começou a se espalhar (metástase).

Pode ser usada para:

  • Curar o câncer completamente (radioterapia curativa)
  • Tornar outros tratamentos mais eficazes – por exemplo, pode ser combinado com quimioterapia ou usado antes da cirurgia (radioterapia neo-adjuvante)
  • Reduzir o risco de o câncer voltar após a cirurgia (radioterapia adjuvante)
  • Aliviar os sintomas se a cura não for possível (radioterapia paliativa)

A radioterapia é geralmente considerada o tratamento contra o câncer mais eficaz depois da cirurgia, mas o seu funcionamento varia de pessoa para pessoa.

Como a radioterapia funciona contra o câncer

Em altas doses, a radioterapia mata as células cancerígenas ou retarda seu crescimento, danificando seu DNA. As células cancerosas cujo DNA está danificado param de se dividir ou morrem. Quando as células danificadas morrem, são decompostas e removidas pelo corpo.

A radioterapia não mata as células cancerosas imediatamente. Pode demora dias ou semanas de tratamento antes que o DNA seja danificado o suficiente para que as células de fato morram. Então, as células cancerosas continuam morrendo por semanas ou meses após o término da radioterapia.

Como é feita a Radioterapia?

São necessários aparelhos específicos para a aplicação da radiação, que é feita numa sala escura. Cada sessão dura, em média, de 20 a 45 minutos.

A aplicação não causa dor e o aparelho pode ficar afastado ou encostado no paciente, o que varia conforme o tipo de câncer. Importante lembrar que não é possível levar acompanhante já que ele poderia se expor à radiação sem necessidade.

O tratamento de radioterapia é feito…

  • Como tratamento paliativo quando não é possível eliminar o tumor;
  • Para eliminar o câncer e evitar a recidiva do tumor;
  • Antes de uma cirurgia, ajudando a reduzir o tumor;
  • Após a cirurgia, para tratar as células cancerígenas remanescentes;
  • Em combinação com o tratamento quimioterápico.

O tratamento de radioterapia é indicado quando o câncer atinge um determinado órgão sem ainda apresentar metástase. Ou seja, quando a doença se espalha além do local onde começou para outras partes do corpo.

Geralmente, o tratamento de tumores malígnos é aplicado na cabeça, pescoço, tireóide, mama e próstata. Existem dois tipos de radiação contra o câncer:

  • Braquiterapia: feito através de materiais radioativos inseridos no interior do paciente, diretamente no órgão atingido, de forma temporária ou permanente;
  • Radioterapia externa: como o nome diz, é utilizada uma fonte de radiação externa emitida por um aparelho diretamente ao corpo do paciente. Geralmente os efeitos colaterais são maiores do que na braquiterapia.

Benefícios da radioterapia

  • Durante suas aplicações, são mínimos os efeitos sobre a vida diária do paciente;
  • As aplicações podem ser efetuadas em ambulatório, não sendo necessário internações hospitalares;
  • As sessões de aplicações são executadas em menos de uma hora. Dependendo do caso, até em 15 minutos.

Ainda que os benefícios sejam compensatórios, aqui também existe o risco de não haver a eliminação total das células cancerosas, assim como na cirurgia e na quimioterapia. Isso pode levar à recidiva da doença, fazendo com que novas sessões sejam necessárias para um melhor resultado.

Efeitos colaterais

Como as doses de radiação necessárias para eliminar os tumores são muito elevadas, nem sempre é possível poupar adequadamente outros tecidos sãos.

Isso causa os efeitos colaterais que, geralmente, estão relacionados à área do corpo tratada e variam conforme as doses necessárias e a capacidade das células ainda saudáveis em reparar o dano do tratamento.

Por exemplo, se a área irradiada for a face e o pescoço, podem surgir aftas e dor ao engolir. Se for na região da pelve, pode haver dor ao urinar. Os efeitos colaterais comuns em todos os casos incluem cansaço, manchas na pele e perda de apetite. Sendo que nem todos eles atingem todos os pacientes.

Os efeitos são cumulativos e começam a aparecer após 3 semanas de tratamento,  aproximadamente. Elas duram apenas alguns dias ou, no máximo, semanas após o fim do tratamento. A perda de cabelo e fadiga, por exemplo, podem perdurar por alguns meses.

A intensidade dos efeitos colaterais depende, ainda, da área afetada, do tipo de radiação e do aparelho utilizado. Por fim, saiba que, como em outros tratamentos, no início do tratamento de radioterapia, o ideal é discutir como será o procedimento e seus possíveis efeitos colaterais com seu radioterapeuta.

Leia também: Diferença entre radioterapia e quimioterapia: os efeitos são os mesmos?

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