Ecografia, Raio X, Tomografia e Ressonância: quais as diferenças? | IMEB

Ecografia, Raio X, Tomografia e Ressonância: quais as diferenças?

Os exames de imagem revolucionaram a medicina ao permitir visualizar o interior do corpo humano sem a necessidade de intervenções invasivas. Dessa forma, o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de diversas doenças e condições de saúde se tornaram menos arriscados para os pacientes.

Entre os diferentes exames de imagens existentes, alguns se destacam como os mais utilizados, como a ecografia, o raio X, a tomografia e a ressonância. Mas você sabe quais são as diferenças entre esses procedimentos?

Neste artigo, você vai entender como cada um desses exames funciona, quais são suas aplicações clínicas e contraindicações, como é feito o preparo e demais informações importantes sobre os procedimentos.

Acompanhe!

Ecografia, Raio X, Tomografia e Ressonância: quais as diferenças?

Se você tem indicação de realizar algum desses exames ou simplesmente tem interesse pelo tema, listamos abaixo as informações mais importantes para que você faça seu exame com toda confiança e sabendo por que ele foi indicado.

1. Como funcionam esses exames?

Exames como a ecografia, o raio X, a tomografia e a ressonância adotam métodos diferentes para a coleta das imagens que serão utilizadas para o diagnóstico de diversas doenças. Veja:

A ecografia (também chamada de ultrassom ou ultrassonografia) utiliza ondas sonoras de alta frequência para gerar imagens em tempo real de órgãos e tecidos, inclusive em movimento. O exame funciona baseado no princípio do eco. Assim, os sinais ultrassônicos emitidos pelo transdutor (espécie de sonda utilizada no exame) são refletidos pelos tecidos do corpo e captados pelo mesmo transdutor, que os transforma em imagens.

Já o raio X emprega radiação ionizante para criar imagens bidimensionais das estruturas internas do corpo. A captação dessas imagens é obtida de acordo com a densidade dos tecidos: os mais densos, como ossos e dentes, absorvem mais radiação e aparecem em tons claros, enquanto os menos densos, como músculos e gordura, deixam passar mais radiação e aparecem em tons escuros.

A tomografia computadorizada também utiliza feixes de raios X para obter imagens do corpo. No entanto, o aparelho utilizado para o exame, chamado tomógrafo, se move ao redor do paciente, o que permite gerar imagens tridimensionais (3D) e transversais altamente detalhadas, de diferentes ângulos e nítidas para um diagnóstico preciso. Além disso, a tomografia pode ser realizada com ou sem contraste, a depender da indicação médica.

Finalmente, a ressonância funciona por meio de um ímã gigante que produz as ondas responsáveis por criar um campo magnético que reage com as células do nosso corpo. A reação a essas ondas será posteriormente interpretada pelo software de computador que gerará imagens extremamente detalhadas e de altíssima qualidade do interior do corpo. O exame não utiliza radiação e, assim como a tomografia, pode ser realizada com ou sem contraste.

2. Quais são as aplicações clínicas de cada exame?

Por serem exames que utilizam métodos diferentes para obtenção de imagens, cada um deles possui aplicações clínicas específicas. Veja:

A ecografia é eficaz para avaliar estruturas moles e fluidas, como músculos, tendões, articulações, órgãos e acúmulos de líquidos e gás. Por isso, o exame costuma ser indicado com mais frequência para: 

✅ Acompanhamento gestacional, com o objetivo de visualizar as condições do útero e do bebê; 

✅ Identificação de nódulos ou lesões na região mamária;

✅ Investigação de problemas na tireoide;

✅ Suspeita de pedras nos rins ou alguma obstrução nas vias urinárias.

O uso do raio-x é voltado para a avaliação de ossos, pulmões, órgãos abdominais e articulações. Por isso, o exame é muito utilizado para identificar fraturas, lesões, tumores e infecções, como pneumonia.

Já a Tomografia costuma ser mais recomendada para avaliar órgãos e estruturas internas do organismo, devido a precisão e qualidade das imagens. Dessa forma, o exame é indicado para o diagnóstico de doenças em diferentes regiões do corpo, como: 

✅ Abdômen e pelve (como lesões do fígado e cirrose);

✅ membros superiores e inferiores (como fraturas e inflamações);

✅ Crânio (como traumas, aneurismas ou nódulos);

✅ Tórax (como doenças vasculares);

✅ Olhos (como câncer nas órbitas ou nervo óptico); 

✅ Rins e trato urinário (como tumores ou pedra nos rins);

✅ Pulmões (como enfisema ou embolia pulmonar).

A ressonância também é indicada para melhor avaliação de órgãos e estruturas internas do corpo. No entanto, o exame é capaz de formar imagens mais precisas de estruturas moles, como cérebro, coração e músculos. 

Por isso, normalmente a ressonância e a tomografia são complementares. É comum o médico solicitar primeiro a tomografia computadorizada e, caso os resultados não sejam suficientes para concluir o diagnóstico, solicita-se a ressonância magnética para complementar o laudo.

Assim, a ressonância pode detectar:

✅ Doenças ortopédicas (como lesões na coluna ou no joelho);

✅ Doenças neurológicas (como AVC e derrame cerebral);

✅ Doença oncológica (todos os tipos de câncer);

✅ Doenças cardíacas (como doenças cardiovasculares crônicas);

✅ Doenças mamárias (como câncer de mama).

3. Quais exames utilizam radiação?

Tanto a ecografia quanto a ressonância magnética não emitem radiação ionizante. Dessa forma, esses exames são seguros para a maioria dos pacientes.

Já o raio X e a tomografia computadorizada são procedimentos que necessitam da radiação para formar imagens nítidas. Entretanto, é importante ressaltar que os níveis de radiação desses exames são baixos e seguros, principalmente quando realizados em equipamentos mais modernos.

4. Resolução de imagem

A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são exames mais avançados, que oferecem melhores resoluções de imagens. 

Na tomografia, são geradas centenas de “fotos” que, com o auxílio de um software de computador, produzem imagens tridimensionais e altamente detalhadas, permitindo a visualização das estruturas anatômicas dos órgãos. 

A ressonância trabalha de forma parecida, mas oferece imagens ainda mais detalhadas e nítidas, com altíssima qualidade, inclusive das atividades metabólicas e funcionais de diferentes regiões do corpo. 

Já a ecografia e o raio X entregam resoluções mais moderadas, ainda que permitam uma boa visualização de órgãos e tecidos em suas respectivas aplicações clínicas. 

Mas não é por isso que esses exames deixam de ser importantes, já que eles podem ser capazes de esclarecer o problema a um custo bem menor que os primeiros. Além disso, a ecografia é capaz de registrar imagens mesmo de órgãos em movimento; coisa que  ressonância e a tomografia não são capazes de fazer.

5. Contraindicações e cuidados

Ainda que utilizem doses baixas e seguras de radiação, a tomografia computadorizada e o raio X são contraindicados para gestantes. Além disso, alguns casos exigem que a tomografia seja realizada com uso de contrastes iodados.

A ressonância não utiliza radiação, mas o exame é contraindicado para quem faz uso de implantes metálicos ou qualquer outro tipo de metal no corpo, devido ao campo magnético. Para quem usa marcapasso, ou no caso de gravidez, o recomendado é receber acompanhamento especial. 

Para a ecografia não existem contraindicações, o que a torna segura para todos os pacientes, incluindo crianças e mulheres grávidas.

6. Duração dos exames

Por ser um método mais simples de análise, a ecografia costuma ser um exame rápido, com duração em torno de 20 minutos. O mesmo vale para o raio X, que geralmente leva apenas alguns minutos. 

O procedimento completo da tomografia é realizado em, no máximo, 30 minutos (desde a preparação até a finalização da captura de imagens), enquanto a ressonância pode levar mais de uma hora, dependendo da região examinada.

7. Custo

Geralmente, a ecografia é uma opção mais acessível, em comparação com outros exames de imagem. Já os custos do raio X podem variar, mas são menores do que outros exames com técnicas mais avançadas.

A tomografia possui custos menores quando comparado à ressonância, que exige uma despesa maior devido à complexidade da tecnologia envolvida.

8. Preparo para o exame

Para realização da tomografia ou da ressonância, pode ser necessário estar em jejum, a depender da área a ser examinada; em geral para o exame de órgãos abdominais. Já para a avaliação de extremidades, como braços e pernas, não é necessário jejum.

Além disso, para a ressonância é recomendado que o paciente compareça ao local do exame vestindo roupas sem botões de metal ou pressão, zíperes, joias, piercings metálicos ou qualquer outro tipo de material metálico pelo corpo. 

Além disso, é contraindicada a realização do exame em uso de cílios postiços, pois a cola usada nesse tipo de acessório pode ser à base de chumbo; substância que pode reagir às ondas geradas pela ressonância e causar lesões. 

No caso dos exames que exijam o uso de contraste, pode ser necessário um preparo adicional. 

Já para a ecografia, é comum ser pedido jejum de algumas horas, no caso de avaliação dos órgãos abdominais. Já quando o objetivo é avaliar rins e vias urinárias, costuma ser solicitado manter a bexiga cheia para realização do exame.

9. Disponibilidade

Como trata-se de exames mais simples, a ecografia e o raio X costumam ter ampla disponibilidade, inclusive em clínicas menores e em consultórios.

Por outro lado, a tomografia e a ressonância necessitam de equipamentos maiores, mais modernos e com custo de aquisição bastante elevado. Dessa forma, esses exames costumam ser encontrados com mais facilidade em hospitais e clínicas com maior estrutura, como o IMEB.

10. Precisão

O exame mais preciso entre as opções analisadas ao longo do artigo é a ressonância magnética, pois é capaz de formar imagens com altíssima qualidade de algumas partes específicas do organismo, como estruturas moles (cérebro, olhos, coração, músculos), que possuem uma porcentagem maior de água.

No entanto, é fundamental ressaltar que todos os procedimentos têm sua importância. Afinal, a ecografia é altamente precisa para avaliar órgãos e estruturas específicas, além de ser muito utilizada na gestação. Já o raio X é eficaz para identificar condições relacionadas a ossos e pulmões, entre outros. E a tomografia é essencial para diagnósticos detalhados, desde uma simples entorse (uma lesão em uma articulação) até um câncer em estágio avançado.

Dessa forma, a escolha entre ecografia, raio X, tomografia e ressonância magnética depende das características específicas do paciente, da condição clínica em questão e das informações necessárias para o diagnóstico adequado.

🚨 Além disso, é fundamental fazer seus exames em um local com estrutura adequada, profissionais qualificados e tecnologias modernas.

Nesse sentido, considere o IMEB (Imagens Médicas de Brasília) como sua melhor opção. Somos referência em exames de diagnóstico por imagem, como ecografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. 

Oferecemos aos nossos pacientes as melhores e mais modernas tecnologias disponíveis, além de um time de profissionais experientes e atenciosos, para que você tenha sempre o diagnóstico mais seguro e confiável.

Caso você esteja em Brasília ou no Entorno e tenha exames de imagem solicitados, venha realizar seus exames conosco!

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Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Exames de imagem

11 de janeiro de 2024

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