O IMEB inova na área de Imagem Molecular e acaba de disponibilizar exames de PET/CT com gálio-68 DOTATOC, para Tumores Neuroendócrinos – exame que mescla imagens metabólicas e anatômicas do paciente.
A substância, indicada para o diagnóstico de tumores neuroendócrinos, tem como objetivo melhorar a qualidade das imagens geradas pelo exame, fazendo com que a localização de tumores das células endócrinas seja mais rápida e precisa.
O gerador que produz a substância foi adquirido pelo IMEB neste mês de junho, importado da Alemanha.
Recentes trabalhos apontam que além de substituir com vantagem a cintilografia convencional, o PET/CT com Gálio 68 possui ótima relação custo-benefício.
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Claramente o exame oferece melhor resolução em comparação com a cintilografia para todos os tumores neuroendócrinos.
Diversos trabalhos mostram que o PET com Gálio forneceu informações adicionais não obtidas com nenhum método convencional de diagnóstico por imagem em até 25 – 40% dos pacientes.
Estes trabalhos mostram maior diferença na detecção de lesões ósseas entre o PET com DOTATOC-68Ga, a cintilografia com octreotídio-111In e a tomografia computadorizada.
O PEC/CT com Gálio 68 é um avanço para a oncologia. É o que existe de mais moderno na Medicina Nuclear e, em um futuro próximo, será muito utilizado pelos oncologistas brasileiros, tendo em vista todos os seus benefícios.

As indicações clínicas mais frequentes para estudo PET/CT com Gálio-68 incluem:
- – Diagnóstico, estadiamento e re-estadiamento de tumores neuroendócrinos bem diferenciados.
- – Pesquisa de tumor oculto.
- – Seleção de doentes para tratamento com análogos da somatostatina “frios” ou radiomarcados.
- – Avaliação da resposta terapêutica (cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapêutica com análogos da somatostatina).
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Tumores que podem ser visualizados no estudo PET/CT com Gálio-68 incluem:
- – Tumores com elevada expressão de receptores: tumores gastro-entero-pancreáticos (GEP) funcionantes e não funcionantes.
- – Tumores do sistema simpático-adrenal: feocromocitoma, paraganglioma, neuroblastoma e ganglioneuroma.
- – Carcinoma medular da tireoide.
- – Adenoma pituitário.
- – Carcinoma de células de Merkel.
- – Carcinoma pulmonar de pequenas células.
✏️ Escrito e revisado por Dr. Renato Barra
Médico Especialista em Medicina Nuclear | CRM 14838 DF | RQE 11390
📅 Última revisão pelo autor: 12/05/2026 • Ver perfil no Doctoralia ↗
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