PET Scan (ou PET/CT): o que é, como é feito e para que serve?

PET Scan (ou PET/CT): o que é, como é feito e para que serve?

O PET/CT, também conhecido como PET Scan, é um exame de diagnóstico por imagem complementar com alta sensibilidade e especificidade, capaz de avaliar o corpo inteiro detalhadamente.

Em geral, é solicitado pelo médico para detectar tumores ou acompanhar a evolução de um câncer.

Para entender melhor sobre o exame, continue lendo este artigo. Vamos explicar o que é o  PET/CT (ou PET Scan), para que serve, como é feito, e em que situações ele é indicado. Confira!

O que é PET Scan (ou PET/CT)?

O exame de PET/CT (ou PET Scan) é um procedimento de alta qualidade que permite identificar alterações metabólicas e funcionais em todo o organismo, além de alterações anatômicas, facilitando o estudo de lesões causadas por tumores, por exemplo.

Por avaliar atividades do metabolismo, o exame é completo e capaz de detectar os tumores até mesmo antes que se manifestem anatomicamente. 

Outros exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, por exemplo, só conseguem identificar lesões tumorais quando já estão afetando a anatomia do organismo.

Além disso, a sigla PET significa Positron Emission Tomography (em português, “Tomografia Por Emissão de Pósitrons”) e o termo CT também faz referência à Tomografia Computadorizada.

Sendo assim, o exame é uma união entre os recursos da medicina nuclear com os da radiologia, o que traz uma maior resolução e qualidade para as imagens geradas nos resultados.

Outro exame que também se diferencia por captar alterações metabólicas é a Cintilografia de Perfusão Cerebral. Saiba mais aqui.

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Para que serve o PET Scan e o que detecta?

Por agregar a possibilidade de avaliar alterações metabólicas e funcionais junto com a anatomia, o PET/CT (ou PET Scan) serve, principalmente, para diagnosticar precocemente tumores e cânceres em uma fase bem inicial, o que é muito útil na área de Oncologia.

Isso porque essa possibilidade permite identificar e antecipar as lesões tumorais antes mesmo de se manifestarem no organismo. 

Como é feito o exame de PET CT

Sendo assim, o PET/CT ajuda a detectar mais precisamente os mais diversos tipos de cânceres e tumores, segundo a Resolução Normativa da ANS 338/2013, como:

  • Linfoma;
  • Câncer de Pulmão;
  • Câncer de Mama;
  • Nódulo Pulmonar;
  • Câncer Colorretal;
  • Melanoma;
  • Câncer de Cabeça e Pescoço;
  • Câncer de Esôfago.

Além disso, o PET/CT também pode auxiliar no diagnóstico do Câncer de Próstata, se administrado com PSMA. Saiba mais aqui.

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Como é feito o exame PET/CT (ou PET Scan)?

Inicialmente, o paciente recebe na veia uma pequena quantidade controlada e segura de material radioativo (geralmente o radiofármaco 18F-FDG), necessário para a captação das imagens do exame.

Após aguardar em torno de 1h para que o material se concentre no organismo, o paciente entra no aparelho de PET/CT para serem realizadas as imagens. 

O exame de PET/CT costuma durar entre 20 a 30 minutos e, durante o procedimento, podem ser tiradas várias imagens, de acordo com a qualidade e resolução das primeiras.

Além disso, costuma-se utilizar o mesmo contraste iodado da tomografia durante o exame, que é seguro e raramente oferece grandes riscos ao paciente.

Logo após a conclusão das imagens o paciente é liberado para retornar às suas atividades normais do dia a dia.

Se você tem receio ou dúvidas sobre o uso de contraste em exames de imagem, clique aqui.

Preparo para o exame

O PET/CT é indolor, não invasivo e sem riscos para o paciente. No entanto, para garantir sua eficiência, o médico pode solicitar alguns cuidados na véspera e no dia de realização do exame

Diabéticos, por exemplo, devem ter atenção especial ao controle dos níveis de açúcar e de insulina no sangue, enquanto fumantes devem evitar o cigarro no dia anterior ao exame. Já quem faz uso de alguma medicação só deve suspendê-la se houver orientação médica para isso.

Na véspera do exame, a recomendação é evitar o consumo de carnes e derivados, queijo, legumes, ovos, carboidratos e açúcares. Adultos e crianças acima de 5 anos devem fazer jejum de 5 horas; para menores de 5 anos, o médico deve informar o período de jejum.

Veja, a seguir, algumas recomendações para o dia de realização do PET/CT:

  • Apresentar os resultados de exames anteriores, como tomografia, ressonância magnética e biópsias;
  • Não usar celular na sala de exames e de repouso;
  • Beber bastante água;
  • Não mascar chiclete;
  • Não usar acessórios ou roupas com metal.

Como as doses de radiação no PET/CT são baixas e o material radioativo permanece por pouco tempo no organismo, não há restrições para o paciente após a realização do exame.

Como funciona o exame PET/CT ou PetScan?

Combinando técnicas da Medicina Nuclear e da Radiologia, o PET/CT une em uma única imagem informações metabólicas e anatômicas do organismo, o que permite avaliar, por exemplo, a atividade de lesões causadas por tumores e perceber alterações antes mesmo de se manifestarem fisicamente. Em comparação, exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética conseguem identificar essas lesões apenas quando já afetaram a anatomia do organismo.

Para a realização do exame, é feita uma injeção de glicose com um material radioativo. Esse material vai se espalhar pelo corpo do paciente e concentrar-se em maior quantidade em locais com metabolismo mais intenso e maior consumo de glicose.

Cerca de uma hora após a injeção, inicia a tomografia computadorizada, que capta imagens de todo o corpo, durante 35 minutos, aproximadamente. A alta sensibilidade do PET/CT identifica sinais transmitidos pelo composto radioativo e os transforma em imagens que vão mostrar, em cor vermelha, as áreas com metabolismo intensificado, alertando o médico para alterações como um possível tumor.

Entendendo o resultado do exame: quando as imagens da PET/CT podem preocupar?

A gravidade de um tumor é avaliada com base na luminosidade de algumas partes do resultado do PET/CT. Quanto mais intenso o brilho nos resultados, maior a atividade metabólica do tumor, o que é um sinal de alerta.

resultado PET CT

Então, por exemplo, se um paciente que possui câncer, já faz o tratamento com quimioterapia e realiza o PET/CT em certo momento, apresentando pouca luminosidade nos resultados, isso significa que a quimioterapia está sendo efetiva e que o organismo do paciente está respondendo bem ao tratamento.

Indicações

Esse é um dos pontos que merecem mais atenção sobre o PET/CT (ou PET Scan). O exame só é indicado para pacientes com alta suspeita de câncer ou que já possuem a doença

Em pacientes que já possuem câncer, o PET/CT irá acompanhar a evolução e extensão do tumor, além de avaliar a efetividade do tratamento.

Já no caso de pacientes com alta suspeita, o PET/CT costuma ser indicado quando outros exames de imagem (como tomografia, ressonância magnética, mamografia) identificaram alguma suspeita de câncer. O PET/CT, então, será responsável por esclarecer qualquer dúvida, indicando, também, se o tumor é maligno ou benigno.

Além disso, o exame também pode ser indicado para reavaliar o câncer, em pacientes que já tiveram a doença. Essa prática visa esclarecer se o tumor foi totalmente erradicado do organismo ou se há alguma chance do câncer voltar.

Entre os tipos de tumor identificados com mais precisão pelo exame, estão:

  • Linfoma;
  • Câncer colorretal;
  • Câncer de pulmão;
  • Nódulo pulmonar;
  • Câncer de mama;
  • Melanoma;
  • Câncer de cabeça e pescoço;
  • Câncer de esôfago.

Uso para identificação de doenças psiquiátricas e cardíacas

Apesar de sua indicação estar mais frequentemente ligada ao diagnóstico de tumores, o PET/CT também é utilizado para identificar doenças psiquiátricas e cardíacas.

Ao analisar a atividade metabólica do cérebro, o exame permite o diagnóstico de Alzheimer e focos de epilepsia, por exemplo. Já na cardiologia, pode contribuir em casos como viabilidade miocárdica e doenças inflamatórias do coração.

No vídeo abaixo, o Dr. Renato, médico do IMEB, explica melhor sobre as indicações do exame PET/CT. Assista e esclareça suas dúvidas:

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Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Medicina Nuclear

17 de setembro de 2020

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