Mitos e Verdades sobre Medicina Nuclear: o que você precisa saber

Mitos e Verdades sobre Medicina Nuclear: confira tudo o que você precisa saber

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Muitas pessoas ainda hoje têm medo dos exames e procedimentos de Medicina Nuclear, principalmente por envolverem o uso de radiação. Porém, não há motivo de preocupação. Afinal, as doses de radioatividade empregadas costumam ser muito baixas, administradas de forma controlada e segura no paciente.

A título de curiosidade, por exemplo, exames populares como Tomografia Computadorizada utilizam doses bem maiores de radiação para serem realizados (tudo, claro, ainda de acordo com as normas técnicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN).

Por isso, neste artigo, vamos esclarecer melhor os principais mitos e verdades sobre Medicina Nuclear (MN), que costumam gerar algumas dúvidas e receio em muitos pacientes. 

Assim, você poderá ficar mais tranquilo e confiante para realizar tratamentos e exames nucleares daqui para frente.

Confira!

– A Medicina Nuclear é perigosa para o organismo

MITO. Afinal, o paciente não é exposto a grandes quantidades de radiação. É utilizada apenas a dose necessária para análise médica ou tratamento, dentro das taxas consideradas seguras e não nocivas para o corpo humano, estabelecidas pela CNEN.

É importante ressaltar que o uso de radiação controlada na MN é o que torna essa especialidade tão importante, trazendo diversos benefícios na área médica.

São as substâncias radioativas (denominadas radiofármacos) que permitem conseguir algumas informações específicas sobre o corpo humano, que outros métodos de análise médica não são capazes de fornecer.

Dessa forma, é possível diagnosticar e/ou auxiliar no tratamento de diversas doenças, como embolia pulmonar, infecções agudas, infarto do miocárdio, câncer, obstruções renais, demências, entre diversas outras.

No vídeo abaixo, o Dr. Renato, especialista em Medicina Nuclear do IMEB, explica mais sobre os riscos do uso de radiação em exames. Assista:

– A radioatividade utilizada na Medicina Nuclear tem relação com os acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima

MITO. Os episódios ocorridos em Chernobyl e Fukushima são considerados acidentes nucleares pois houve a liberação de enormes quantidades de radiação, de forma descontrolada e nociva para a população. Já a radioatividade da Medicina Nuclear é segura, controlada, utilizada em quantidades mínimas e, por isso, não tem relação com tais acidentes.

– Quem faz exames ou tratamentos na Medicina Nuclear pode ficar radioativo/em risco

MITO. Pois além de ser administrada em doses controladas, baixas e não-contínuas, o tipo de radiação utilizada na Medicina Nuclear (gama – y) é facilmente liberada pelo próprio organismo, de forma natural, não permanecendo no corpo por muito tempo.

Logo após a realização de um exame ou tratamento com MN o paciente já possui quantidades reduzidas de radiação no corpo, em comparação ao início do procedimento. Ao final do dia ou algumas horas depois, as taxas já são consideradas insignificantes.

Por isso, não há risco de contaminação por radiação nem para o paciente, nem para seu acompanhante ou demais pessoas ao seu redor.

*É importante reforçar, porém, que existem casos mais específicos e raros em que pode ser necessário utilizar doses maiores de radiação, como procedimentos de terapia ou tratamentos a longo prazo. Nessas situações, pode ser recomendado que o paciente fique internado e isolado até certo tempo, por questões de segurança.

Check-Up: saiba aqui os principais exames que mulheres e homens devem realizar anualmente

– Medicina Nuclear e Radiologia são a mesma especialidade

MITO. Apesar de ambas estarem associadas ao diagnóstico por imagem, não são a mesma especialidade. Enquanto a Radiologia é uma área da medicina com foco na análise morfológica e anatômica do organismo, a Medicina Nuclear é mais útil na investigação funcional e fisiológica do corpo.

Uma análise morfológica e anatômica oferece informações mais precisas sobre o local e o tamanho de determinada lesão, com melhor definição. Exames como raio X, ultrassonografia (ou ecografia) e ressonância magnética são exemplos de exames da Radiologia.

Já um estudo funcional e fisiológico serve para determinar os impactos de uma lesão no funcionamento do organismo. Procedimentos como Cintilografia e PET/CT são exemplos de exames de Medicina Nuclear.

Por isso, ambas as especialidades são complementares e podem ser indicadas ao mesmo tempo, a depender do quadro e das necessidades clínicas de cada paciente.

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– Medicina Nuclear causa mais efeitos colaterais e oferece mais riscos que a radiologia convencional

MITO. Pois, ao contrário dos procedimentos de Medicina Nuclear, os exames da radiologia convencional podem demandar o uso de contraste, uma substância que pode causar alguns efeitos colaterais no organismo (como sensação de queimação, vermelhidão no local em que foi administrada, náuseas e vômitos).

Saiba mais sobre os possíveis efeitos colaterais e riscos do contraste aqui.

– Crianças não podem fazer procedimentos com Medicina Nuclear

MITO. Procedimentos de Medicina Nuclear não possuem restrições de idade. Porém, quando feitos em crianças, é necessária uma atenção especial à dose de radiação empregada, que costuma ser menor devido ao comprimento do organismo da criança.

Com relação às contraindicações, exames nucleares ou que envolvem o uso de radiação não são recomendados para grávidas ou mulheres com suspeita de gravidez.

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– É necessário recomendação médica para exames e procedimentos de Medicina Nuclear

VERDADE. Quem recomenda se é necessário ou não realizar um procedimento de Medicina Nuclear é o médico, além de decidir se a técnica irá ser realizada para fins de diagnóstico e/ou terapêuticos.

Em geral, nessa decisão, é considerado o fato de que a MN envolve procedimentos minimamente invasivos, que irão preservar a saúde do paciente e procurar evitar intervenções desnecessárias, como procedimentos cirúrgicos.

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– Não é recomendado combinar radiofármacos utilizados na Medicina Nuclear com outros medicamentos

MITO. Em alguns casos, pode ser recomendado a realização de uma terapia alvo, que combina o uso de radiofármacos e outros medicamentos, com quantidades calculadas de forma personalizada para o quadro do paciente.

– A Medicina Nuclear só é utilizada para diagnóstico

MITO. Apesar da principal indicação da Medicina Nuclear ser para o diagnóstico de patologias, a especialidade também atua no tratamento terapêutico de algumas doenças e até no auxílio de procedimentos cirúrgicos.

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– A Medicina Nuclear pode diagnosticar câncer antes mesmo de surgirem sintomas, alterações ou lesões no organismo

VERDADE. Isso porque a Medicina Nuclear permite avaliar o funcionamento metabólico dos órgãos e tecidos do corpo. Assim, é possível identificar tumores ou cânceres ainda na fase inicial, quando não estão avançados o suficiente para provocar alterações e lesões na anatomia do organismo.

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– Planos de saúde não cobrem exames nem tratamentos de Medicina Nuclear

MITO. Por ser uma especialidade relativamente nova na área médica, muitos pacientes acreditam que planos de saúde ainda não cobrem os procedimentos da Medicina Nuclear. Porém, eles já estão inclusos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e inclusos na cobertura de muitos convênios.

Esperamos que este artigo tenha te ajudado a entender um pouco melhor sobre Medicina Nuclear e a desmistificar algumas questões sobre essa especialidade tão importante no diagnóstico e tratamento de muitas patologias, como tumores e cânceres.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a área e queira entender um pouco mais, leia também: Medicina nuclear: o que é e principais exames realizados

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