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Dia Mundial de Combate ao Câncer

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado no início de fevereiro e busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dessa doença que é uma das principais causas de morte no mundo e afeta milhões de pessoas de todas as idades, gêneros e origens.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que mais de 700 mil novos casos de câncer serão diagnosticados por ano, entre 2023 e 2025. Muitos desses possuem alta taxa de cura se diagnosticados prematuramente.

Neste artigo, você vai entender qual a importância do Dia Mundial de Combate ao Câncer e descobrir o que é possível fazer para se proteger da doença.

Acompanhe!

Dia Mundial de Combate ao Câncer

Mulher com câncer mostrando bíceps.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é celebrado anualmente, no dia 4 de fevereiro, e tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessa doença. 

Instituída pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), organização não governamental, que reúne mais de mil entidades ligadas ao câncer, em cerca de 160 países, a data é vista como uma oportunidade para mobilizar a sociedade civil, os governos, as organizações de saúde e os meios de comunicação na luta contra o câncer. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 19 milhões de pessoas foram diagnosticadas com câncer apenas em 2020. Nesse mesmo ano, aproximadamente 10 milhões de pacientes morreram devido à doença. 

Já no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para o triênio 2023-2025, haverá 704 mil casos novos de câncer por ano, sendo os mais frequentes os de pele não melanoma, de mama, de próstata, de cólon e reto, pulmão e estômago.

Veja também: Embolia Pulmonar: Sintomas e Tratamentos

O que é possível fazer para se proteger?

Médico atendendo mãe e filha.

Ainda que alguns tipos de câncer tenham origem primariamente genética, ou seja, são desencadeados por mutações hereditárias, a maioria dos casos da doença está relacionada a fatores ambientais e comportamentais, que podem ser modificados ou evitados. 

Segundo a OMS, pelo menos um terço de todos os casos de câncer podem ser prevenidos. Assim, a adoção de hábitos saudáveis é uma forma eficiente de reduzir as chances de vir a desenvolver esse tipo de enfermidade. Veja alguns cuidados que pode tomar:

1. Não fumar

O tabagismo é o principal fator de risco para vários tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão, boca, garganta, pâncreas, bexiga e rim. Isso porque o cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, que danificam o DNA das células e favorecem o surgimento de tumores. 

Além disso, o tabagismo passivo (quando pessoas que não fumam são expostas à fumaça do cigarro), aumenta o risco de câncer de pulmão em cerca de 30%.

2. Manter um peso saudável

Manter um peso saudável – por meio de atividades físicas e dieta equilibrada – é essencial para se proteger do câncer, já que a obesidade ou mesmo o excesso de peso são fatores de risco para diversos tipos de câncer, como pulmão, próstata e mama. 

Isso acontece devido ao estado de inflamação do corpo gerado pela obesidade, que favorece o crescimento de células cancerosas. 

3. Ter uma dieta equilibrada

Como dito acima, ter uma dieta equilibrada é um dos pilares para reduzir o risco de câncer. Dessa forma, é necessário aumentar o consumo de frutas, vegetais, grãos e legumes, pois são alimentos ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, que protegem as células dos danos causados pelos radicais livres. 

No mesmo sentido, é importante limitar o consumo de alimentos processados, carnes vermelhas e bebidas açucaradas, que elevam o risco de câncer de cólon e outros tipos.

4. Praticar atividades físicas

Praticar atividades físicas de forma regular contribui muito para reduzir o risco de câncer, pois o exercício ajuda a manter o peso saudável, regula os níveis hormonais e melhora o sistema imunológico. 

Mulher agachada amarrando cadarço.

A OMS recomenda que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana.

Veja também: Alimentação saudável: 9 mitos

Veja também: Atividade física: mitos e benefícios

5. Evitar exposição solar excessiva

A exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, que é o tipo de câncer mais comum no mundo. Por isso, é importante adotar medidas como a utilização de protetor solar e roupas apropriadas, assim como evitar a exposição desprotegida ao sol entre as 10h e as 16h, já que os raios ultravioleta (UV) — grandes responsáveis pelo surgimento de câncer de pele — têm mais incidência nesses horários.

6. Garantir a correta vacinação

Algumas vacinas – como as que protegem contra o HPV (papilomavírus humano) e a hepatite B – são essenciais para prevenir os cânceres provocados por esses vírus. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível, responsável por mais de 70% dos casos de câncer de colo do útero, além de também causar câncer no ânus, pênis, boca e garganta.

Já a hepatite B é transmitida pelo contato com sangue ou fluidos corporais contaminados e pode causar câncer de fígado. 

7. Evitar substâncias perigosas

Certas substâncias utilizadas em ambientes de trabalho, ou mesmo nas atividades domésticas, podem causar câncer ao serem inaladas, ingeridas ou entrar em contato com a pele. 

Por isso, é muito importante evitar a exposição a elementos cancerígenos, como amianto, radônio e benzeno, que aumentam o risco de câncer de pulmão e leucemia.

8. Limitar o consumo de álcool

O consumo excessivo de álcool está associado a um risco aumentado de câncer, especialmente de boca, faringe, laringe, esôfago, fígado e mama. 

Isso acontece porque níveis elevados de álcool no organismo podem danificar o DNA das células, alterar o metabolismo, interferir na absorção de nutrientes e facilitar a penetração de substâncias cancerosas.

9. Evitar comportamentos de risco

Evitar determinados comportamentos de risco, como ter relações sexuais sem uso de preservativos ou compartilhar agulhas, são essenciais para se proteger de alguns tipos de câncer. 

A camisinha, por exemplo, previne infecções como HPV e HIV, que são a porta de entrada para diversos tipos de neoplasias. Da mesma forma, utilizar agulhas descartáveis evita a transmissão das hepatites B e C, diminuindo o risco de câncer de fígado.

10. Promover a amamentação

Além de trazer inúmeros benefícios para o bebê, a amamentação tem sido mostrada como uma importante forma de reduzir o risco de câncer de mama em mulheres. Segundo o INCA, a amamentação é capaz de eliminar e renovar células que poderiam ter lesões no material genético, assim como diminuir a taxa de certos hormônios associados ao desenvolvimento desse tipo de câncer.

11. Conhecimento sobre histórico familiar

Como alguns casos de câncer são provocados por mutações genéticas, é importante conhecer e discutir o histórico familiar da patologia com um profissional de saúde, a fim de que ele possa ajudar a entender os riscos e orientar sobre práticas de prevenção e triagem. Dessa forma, é possível reduzir as chances de desenvolver a doença ou detectá-la precocemente.

Além de adotar hábitos de vida saudáveis e evitar comportamentos de risco, outra maneira de combater o câncer é realizar exames regulares e de triagem, que são ferramentas essenciais para detectar a doença precocemente e identificar lesões pré-cancerosas em pacientes que não apresentam sintomas. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura aumentam significativamente. 

Alguns exemplos de exames que devem ser feitos regularmente são:

Mamografia, para detectar câncer de mama. Recomendado para mulheres entre 40 e 69 anos.

✅ Colonoscopia, para detectar câncer colorretal. Recomendado para pessoas acima de 50 anos.

✅ Papanicolau, para detectar câncer de colo do útero. Recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos.

✅ PSA, exame de sangue para detectar câncer de próstata. Recomendado para homens acima de 45 anos.

✅ Tomografia computadorizada para detectar câncer de pulmão. Recomendado para pessoas acima dos 50 anos que são fumantes ativos ou ex-fumantes. 

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Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Combate ao câncer Exames

2 de fevereiro de 2024

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