Imunidade baixa: sintomas, causas e riscos

Imunidade baixa? Saiba quais as causas e como fortalecer as defesas do corpo

Você notou que está ficando doente com mais frequência do que o habitual? Gripes e resfriados parecem se prolongar mais do que o normal e estão se tornando recorrentes? Esses podem ser sinais de imunidade baixa

Se você está enfrentando esses sinais, ou conhece alguém nessa situação, é importante ficar atento. Para saber mais sobre o que causa imunidade baixa, quando buscar atendimento médico e como fortalecer o sistema imunológico, continue a leitura! 

O que é imunidade baixa e quais os seus riscos

Formada por uma “cadeia” de células, órgãos e tecidos, a imunidade mantém o corpo saudável e protegido contra doenças. Ela é responsável por combater agentes invasores e prevenir o desenvolvimento de doenças. 

No entanto, quando a imunidade baixa, o organismo fica mais vulnerável. Essa fragilidade se torna ainda mais crítica em grupos mais suscetíveis, como crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e idosos.

A imunidade baixa pode ser causada por vários fatores, como deficiências nutricionais, uso de medicamentos, ou pela presença de doenças que afetam o sistema imunológico, como lúpus ou câncer

Ou seja, ela pode ser causada por doenças, assim como pode ser a causa de outras doenças. Além disso, aspectos do dia a dia, como estresse, também podem desregular essa proteção. 

A imunidade baixa torna o corpo mais suscetível a infecções por vírus, bactérias, fungos e parasitas. As infecções podem ser mais frequentes, graves e prolongadas, com maior risco de complicações e morte.

Quais são os sintomas da baixa imunidade?

Quais são os sintomas da baixa imunidade?

Não há motivo de preocupação se uma pessoa adoece de vez em quando, porque isso não significa necessariamente que a imunidade está baixa. Às vezes, pode acontecer de o organismo não conter o vírus em determinado momento, mas seja capaz de combatê-lo depois.

Porém, se uma pessoa adoece com frequência, pode ser um sinal de que o sistema imunológico não está funcionando tão bem quanto deveria. O organismo envia indicativos de que a imunidade está baixa:

Infecções frequentes: Quando a imunidade é baixa, as infecções se tornam mais frequentes e persistentes, como gripes prolongadas e resfriados difíceis de curar. Além disso, há ainda candidíase de repetição, amigdalite, entre outras infecções. 

Cicatrização lenta: A cicatrização de feridas pode ser mais demorada por causa do enfraquecimento das defesas do corpo.

Queda de cabelo: A queda excessiva de cabelo (mais de 100 fios por dia) também é um indicativo.

Problemas cutâneos frequentes: Furúnculos, abscessos e foliculite também podem indicar uma imunidade baixa.

Outros sinais e sintomas: 

  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Cansaço excessivo mesmo após uma boa noite de sono;
  • Aftas recorrentes na boca;
  • Olhos ressecados;
  • Recorrência de febres e calafrios sem causa aparente;
  • Náuseas e vômitos;
  • Manchas vermelhas ou brancas na pele;
  • Inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou virilha;
  • Diarreia prolongada.

Se você apresenta algum desses sintomas por um período prolongado ou se eles estão interferindo em sua vida diária, é importante procurar um médico para investigar a causa da imunidade baixar e receber o tratamento adequado.

Apesar de não existir um exame específico que indique o enfraquecimento das defesas, é possível descobrir o que está acontecendo por meio de exames complementares. Pode-se realizar um hemograma, dosagem de anticorpos e uma avaliação de micronutrientes e vitaminas, por exemplo. 

O que causa imunidade baixa? 

A imunidade é influenciada por uma complexa teia de fatores que vão além da simples alimentação até doenças sérias. Saiba mais a seguir!

Estilo de vida não saudável: Um estilo de vida ruim pode causar imunidade baixa. Vitaminas e minerais como A, C, E, zinco e selênio, quando estão em níveis baixos, podem comprometer a imunidade. 

Além disso, a falta de atividade física, o alcoolismo e o tabagismo também prejudicam a resposta imunológica.

Estresse: O hormônio do estresse, cortisol, suprime o sistema imunológico quando liberado em excesso. 

Câncer: Alguns tipos de câncer, como o linfoma e alguns tipos de leucemia, impactam o sistema imunológico, uma vez que essas doenças afetam a medula óssea, onde as células do sistema imunológico são geradas.

Doenças autoimunes: O sistema imunológico ataca células saudáveis do corpo, comprometendo sua capacidade de combater patógenos. Isso acontece nos casos de pessoas com lúpus, artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença celíaca, entre outras condições médicas. 

Deficiências imunológicas: Algumas pessoas nascem com deficiências no sistema imunológico, o que as torna mais propensas a infecções.

Infecções virais: HIV, herpesvírus e outras infecções virais podem suprimir o sistema imunológico, aumentando o risco de doenças oportunistas.

Doenças crônicas: Diabetes, doenças cardíacas e renais podem enfraquecer o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível.

Medicamentos: Alguns medicamentos, como corticoides, antibióticos, imunossupressores e quimioterápicos, podem enfraquecer o sistema imunológico como efeito colateral. É importante conversar com o médico sobre os riscos e benefícios desses medicamentos.

Anemia: Caracterizada pela redução na quantidade de glóbulos vermelhos ou na hemoglobina, a anemia não se limita apenas aos sintomas como cansaço e fadiga. Ela também pode comprometer o sistema imunológico.

Como aumentar a imunidade?

Fortalecer a imunidade é um processo contínuo que exige mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, acompanhamento médico. Isso porque é preciso identificar e tratar precocemente qualquer problema de saúde que possa estar relacionado à imunidade baixa. 

No entanto, atrelado ao acompanhamento médico, é possível notar uma melhora na qualidade de vida com algumas mudanças:

Alimentação nutritiva: Modere no açúcar refinado e nos alimentos processados, esses vilões podem inflamar o corpo e enfraquecer a imunidade. 

Em vez disso, opte por alimentos ricos em vitaminas C, D, Zinco, A, Selênio, probióticos e antioxidantes. Faça suplementação apenas com supervisão médica. 

Sono reparador: Durma de 7 a 8 horas por noite. Crie um ambiente propício para o sono, com quarto escuro, silencioso e fresco. Evite eletrônicos antes de dormir.

Evite o estresse: Meditação, yoga, respiração profunda diminuem o estresse e melhoram a qualidade do sono. Além disso, reconheça as situações que te causam estresse e busque estratégias para lidar com elas.

Se mantenha em movimento: Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física moderada na maioria dos dias da semana. 

Escolha atividades que você goste, beba bastante água antes, durante e depois dos exercícios. Consulte um médico antes de iniciar um programa de exercícios físicos se você tem alguma condição de saúde pré-existente.

Combata o tabagismo e o consumo excessivo de álcool: Fumar danifica os pulmões, enfraquece o sistema imunológico e aumenta o risco de infecções respiratórias. Já o álcool em excesso pode aumentar o risco de doenças.

Vacinação em dia: Mantenha as vacinas em dia. Elas são essenciais para prevenir doenças graves e proteger o sistema imunológico contra doenças específicas. Essa orientação é ainda mais importante para crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.

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Por: Dr. Renato Barra / Categoria: Alimentação saudável Bem-estar Dicas de saúde

24 de junho de 2024

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