Como tratar o câncer de próstata?

Segundo dados do INC (Instituto Nacional do Câncer), morre um homem a cada 40 minutos no Brasil, vítima de câncer de próstata. Só perde para o câncer de pele.

Para não correr o risco de entrar para essa triste estatística, os homens devem se prevenir realizando exames específicos que podem diagnosticar precocemente os indícios ou até mesmo a presença da doença.

Quanto antes for detectado o tumor, melhor e mais simples será o tratamento. Mas uma vez diagnosticado, quais os procedimentos possíveis?

Como tratar o câncer de próstata?

Para o câncer de próstata, existem alguns tipos de tratamento que dependem de vários fatores, entre eles, idade do paciente, gravidade, doenças relacionadas e, principalmente, a expectativa de vida.

Os tratamentos que geralmente são utilizados vão desde a cirurgia e a radioterapia, quando o tumor está localizado apenas na próstata, passando pela hormonioterapia, quando o câncer está mais avançado, até novas medicações que vão surgindo com o avanço das pesquisas na área.

Os urologistas — médicos especialistas responsáveis pelo diagnóstico — costumam dizer que quando os tratamentos citados não são suficientes, entra-se com a quimioterapia. Vamos entender um pouco melhor sobre cada um deles.  

Os principais tratamentos

  • Radioterapia

A radioterapia consiste na aplicação de um feixe de radiação ionizante visando a diminuição ou a destruição do tumor. As doses são calculadas e direcionadas às células tumorais. Esse é um tratamento não tão agressivo quanto a quimioterapia e com efeitos colaterais mais brandos.

A eficácia da radioterapia depende do tipo de tumor e da sua localização, entre outros aspectos. As sessões de aplicação duram, em média, de 2 a 5 minutos, podendo chegar a 30 minutos nos casos mais complexos.

Vale lembrar que, às vezes, a radioterapia é aplicada antes da cirurgia para retirada do tumor com o objetivo de diminuir o tamanho dele e evitar a cirurgia numa área maior. Em outras situações, esse tipo de tratamento é usado após a cirurgia para alcançar as células cancerígenas que porventura permaneceram.

  • Cirurgia (prostectomia)

Sob anestesia geral, o médico retira a próstata completamente por meio de um corte no abdômen. A cirurgia requer internação de pelo menos 3 dias. Essa intervenção normalmente é recomendada para os casos de câncer mais avançado e até mesmo com metástase, quando o tumor já impacta outros órgãos além da próstata.

A cirurgia impede o avanço da doença e pode ser complementada ou não com a ingestão de remédios antiandrógenos, que reduzem os níveis de testosterona.

  • Hormonioterapia

Como o nome já diz, esse é um tratamento hormonal que consiste em bloquear a produção da testosterona e outros hormônios masculinos que são os principais causadores do câncer de próstata.

  • Quimioterapia

Esse tratamento não é padrão para o câncer de próstata inicial mas, às vezes, é utilizado, como já dissemos. Existem algumas pesquisas que estão verificando se a quimioterapia pode ser útil quando administrada por um certo tempo após a prostectomia.

Os remédios incluem Docetaxel, Cabazitaxel, Mitoxantrona, Estramustina e Prednisona e podem retardar o crescimento do tumor, ao mesmo tempo em que reduzem os sintomas.

  • Xofigo®

Um outro medicamento utilizado para tratar o câncer de próstata é o Xofigo®, que melhora a qualidade de vida e prolonga em mais de 30% a vida dos pacientes.

Esse medicamento é utilizado para tratar adultos com câncer de próstata avançado resistente à castração, ou seja, quando a doença não responde ao tratamento de redução dos hormônios masculinos. Em geral, é indicado para estágios em que o câncer se espalhou para os ossos, causando dor. Já para casos em que a doença avança e se estende para os órgãos internos, o  Xofigo® não é recomendado.

  • Novo medicamento

Um novo tratamento realizado com um medicamento chamado Xtandi vem sendo indicado pela Anvisa para homens com câncer de próstata menos grave e sem metástase. A medicação é composta por cápsulas gelatinosas e recomendada para adultos com poucos sintomas ou nenhum.

Acompanhamento médico é fundamental

A boa notícia é que todos os tratamentos citados, quando feitos de forma regular e com a devida avaliação da evolução da doença por meio de acompanhamento médico, têm boas taxas de sucesso e de cura nas fases iniciais da doença.

Mais uma razão para os homens, a partir de 40 anos, consultarem o urologista. Esse especialista indicará quais os exames necessários.

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