Exame de próstata: entenda como funciona e fique mais seguro

Exame de próstata entenda como funciona

O principal exame de próstata para identificar a presença do câncer na região é o toque retal. E, mesmo sendo um procedimento rápido, indolor e reservado, muitos pacientes ainda têm resistência em realizá-lo. Se esse é o seu caso ou o de alguém próximo, leia este artigo.

Vale ressaltar que os dados preocupam: mais da metade dos homens brasileiros nunca consultou com um urologista em toda a vida e em torno de 60% dos casos de câncer de próstata só são diagnosticados em um estágio já avançado da doença, com sintomas já evoluídos.

Tire as suas dúvidas sobre o exame de próstata e previna-se! 

Como é realizado o exame de próstata?

O exame de toque retal, um dos principais utilizados para identificar o câncer de próstata, é feito em consultório médico reservado com a introdução do dedo indicador do médico urologista no reto do paciente, com luva devidamente lubrificada.

O paciente pode sentir um desconforto leve, mas o exame é rápido (dura cerca de 1 minuto) e não causa dor.

Como é realizado o exame de próstata

Com esse simples exame, o médico consegue sentir o orifício e esfíncteres do ânus, a mucosa de região, além da região posterior e lateral da próstata, que é onde o tumor costuma estar localizado.

O exame costuma ser feito no paciente deitado lateralmente, sobre o braço esquerdo, que é a posição mais confortável para a realização do procedimento.

O que o urologista examinará no exame de próstata?

O urologista examinará o tamanho, formato e, principalmente, a consistência da próstata

O aspecto natural ou, ao menos, saudável da próstata, é macio e leve. Já quando há a presença de um tumor, nódulo ou anormalidade, por exemplo, a próstata fica mais dura e densa, como se fosse um osso.

Portanto, com o simples exame de toque o urologista conseguirá avaliar qualquer tipo de alteração na região.

Preparo para o exame de próstata

Não é necessário nenhum tipo de preparação para realizar o exame de toque retal. Porém, é importante informar ao médico caso já esteja sentindo algum sintoma, como dor ou incômodo no ânus.

Quem deve realizar o exame de próstata? Quando fazer?

O recomendado é que todos os homens a partir dos 50 anos de idade façam o exame de próstata ao menos uma vez ao ano, já que a partir dessa idade pode ocorrer o aumento natural da glândula, sendo necessário o acompanhamento para detectar qualquer anormalidade.

Porém, para homens que se encontram em grupos de risco (como aqueles que possuem histórico familiar de câncer de próstata no pai, avô ou irmão, por exemplo), o indicado é que o acompanhamento seja realizado a partir dos 40 anos de idade.

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Câncer de próstata: exames complementares

Na maioria dos casos, além do exame de toque retal (que é o que possui maior resistência), também é realizado um exame de sangue simples, chamado PSA. E, a depender dos resultados de ambos, também podem ser solicitados exames complementares, como biópsias e diagnósticos por imagem, como ecografias, ressonâncias magnéticas e PET/CT’s.

Esses exames permitirão um diagnóstico mais preciso do quadro do paciente, para confirmar ou descartar a presença do tumor, o estágio e as condições clínicas.

Entenda melhor sobre cada um desses exames abaixo.

  • Exame PSA: é um exame simples e menos invasivo para identificar o câncer de próstata. São coletadas amostras de sangue para avaliar os níveis de uma enzima específica produzida pela próstata — Antígeno Prostático Específico (ou, em inglês, Prostate-Specific Antigen). Se a concentração da PSA estiver alta no sangue, é um indicativo da presença do tumor maligno na próstata.
  • Biópsia: a biópsia é a melhor forma de diagnosticar o câncer de próstata. É retirado um pedaço pequeno da próstata para análise em laboratório, permitindo ao médico um diagnóstico mais seguro sobre a presença ou não de células cancerígenas na próstata.
  • Ecografia da próstata: também conhecida como ultrassonografia transretal, a ecografia da próstata serve para avaliar o tamanho da glândula e detectar quaisquer alterações em sua estrutura, que podem ter relação com a presença do câncer.
  • Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata: a ressonância magnética permite uma visualização mais detalhada de partes moles do organismo, como é o caso da próstata. Além disso, também é capaz de avaliar se as células cancerígenas se espalharam para estruturas próximas ou para as vesículas seminais. Entenda melhor sobre o exame no vídeo abaixo:

 

  • PET/CT com PSMA: esse exame detecta onde estão presentes as lesões cancerígenas na próstata, por menor que sejam. Para isso, o tipo de radiação utilizada deixa visível as proteínas da membrana da próstata que tenham relação com as células cancerígenas. 

Saiba mais sobre esses exames aqui: 3 exames para detectar o câncer de próstata

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O resultado do exame de próstata indicou aumento da glândula: é câncer? Devo me preocupar?

Mesmo que os exames tenham indicado o aumento da próstata, isso não necessariamente determina a presença do câncer. Isso porque, na maioria dos casos, trata-se do aumento natural, benigno e lento da próstata, que acontece ao longo dos anos, uma condição chamada de Hiperplasia Benigna da Próstata.

Nesses casos, o aumento não oferece riscos à saúde do paciente e não é necessário iniciar o tratamento comum. Geralmente, é necessário apenas um acompanhamento mais próximo para evitar uma evolução do quadro. Esse acompanhamento é chamado de vigilância ativa.

Os pacientes que se enquadram na vigilância ativa são monitorados por meio de exames (exame de toque, PSA) e consultas periódicas com o urologista, geralmente a cada 6 meses.

Caso haja alguma alteração no quadro serão avaliadas as melhores opções de tratamento para conter o câncer.

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Desmistificando o preconceito por trás do exame de próstata

preconceito por trás do exame de próstata

O preconceito em relação ao exame de toque é cultural e costuma ter como base principal a relação que se faz da região anal com a sexualidade.

A fim de “preservar sua imagem” ou por mero constrangimento, muitos homens se recusam a fazer o exame de toque retal, mesmo diante do risco de desenvolver um câncer de próstata.

Há, ainda, muitos pacientes que associam a própria doença a preconceitos infundados de que, obrigatoriamente, quem tem câncer de próstata terá disfunção erétil, condição também muito relacionada a um prejuízo da masculinidade.

Por isso, campanhas, como o Novembro Azul, são importantes para quebrar tabus e desmistificar o preconceito, conscientizando a população sobre a prevenção do câncer de próstata.

Saiba mais em:

Novembro Azul: mês de prevenção ao câncer de próstata

Vale lembrar que a cada 40 minutos um homem morre no Brasil vítima do câncer de próstata. Para contornar esse dado, o diagnóstico precoce é melhor forma de prevenção. Coloque seus exames em dia e priorize a sua saúde! 

Os riscos de não realizar os exames de próstata

Com o avanço da idade, é natural que a próstata cresça de forma imperceptível. Esse aumento, por si só, não indica um câncer. No entanto, no desenvolvimento da doença, o homem só perceberia uma anormalidade ao sinal de sintomas, como ardor, incontinência urinária e dor.

O crescimento anormal da próstata pode, ainda, levar ao descontrole dos rins, o que piora a situação. 

Além disso, nos casos em que o câncer alcança um estágio avançado por não ter sido tratado, aumentam muito os riscos de metástase, que é a migração por via sanguínea ou linfática para outros órgãos do organismo. Nesses casos, as chances de cura são de 10%

Quanto mais evoluída estiver a doença, mais agressivo será o tratamento e com piores efeitos colaterais. No caso de ser necessária a cirurgia, ela pode afetar diretamente a função erétil.  

Por outro lado, quando detectados na fase inicial, os tumores na próstata não costumam apresentar metástase e a probabilidade de cura é de até 90%.

A indicação, portanto, é que todo homem, a partir dos 50 anos, consulte-se com o urologista anualmente. Em casos de histórico da doença na família, essa consulta deverá ser realizada a partir dos 40 anos de idade.

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