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Refluxo Gastroesofágico: sintomas, diagnóstico e tratamento

Ocasionalmente, após o consumo de determinados alimentos ou mesmo uma refeição farta, é comum acontecer leves quadros de refluxo.

No entanto, quando esse quadro acontece com frequência e intensidade, pode ser caracterizado como refluxo gastroesofágico, uma doença digestiva em que o ácido do estômago volta para o esôfago.

Neste artigo, você vai entender quais são os sintomas do refluxo gastroesofágico, assim como a forma que é realizado o diagnóstico e quais os tratamentos para a doença.

Acompanhe!

O que é refluxo no estômago?

O refluxo é o retorno do conteúdo gástrico do estômago para o esôfago. É comum que esse fenômeno ocorra em todos os indivíduos, principalmente após exagerar na alimentação. 

Geralmente, é acompanhada por um gosto ácido ou amargo na garganta, assim como queimação na boca do estômago e, quando ocorre de forma ocasional, não causa nenhum outro sintoma ou dano.

No entanto, quando isso acontece com mais frequência e maior intensidade, causando até mesmo lesões no tecido, pode ser considerado Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

O esôfago é um tubo que desce pelo tórax e conecta a faringe (garganta) e o estômago. Esse é o caminho que os alimentos fazem: Boca, faringe, esôfago e, finalmente, estômago.

No final do esôfago, existe um músculo chamado esfíncter esofágico inferior, um anel que mantém a parte inferior do esôfago fechado, impedindo assim que o suco gástrico e o ácido estomacal voltem para o esôfago.

Quando uma pessoa ingere alimentos, esse esfíncter relaxa, permitindo que o bolo alimentar desça para o estômago. Mas, é fundamental que o anel funcione corretamente, pois a mucosa que reveste o esôfago não está preparada para receber essa substância ácida.

O mau funcionamento do esfíncter e o consequente retorno do suco gástrico produzido pelo estômago para o esôfago é o chamado processo de refluxo.

Possíveis causas do refluxo

Nem sempre é possível identificar o que causa refluxo no estômago. Porém, algumas anormalidades podem explicar a presença da doença. Entre elas, podemos citar:

  • Mal funcionamento do esfíncter esofágico inferior, que deveria funcionar como uma válvula para não permitir que os alimentos retornassem ao esôfago, mas por falta de pressão ou relaxamento do músculo não cumpre sua função. Essa costuma ser a origem mais comum da enfermidade.
  • A hérnia de hiato também é uma das causas frequentes do refluxo, que ocorre por conta do deslocamento de parte do estômago para o esôfago, através do orifício que atravessa o diafragma para penetrar na cavidade torácica.

Além disso, existem certos fatores de risco que contribuem para que o refluxo no estômago se manifeste:

  • Obesidade; 
  • Consumo de alimentos ricos em gordura;
  • Idade maior ou igual a 50 anos;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Gravidez;
  • Determinados tipos de medicamentos, como anti-inflamatórios.

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Principais sintomas de refluxo no estômago

A pessoa com quadro frequente de refluxo no estômago costuma sentir bastante incômodo, já que os sintomas afetam muito a qualidade de vida. Em alguns casos, aquele que sofre de refluxo tem até mesmo medo de se alimentar, a fim de não desencadear o quadro.

Os principais sintomas de refluxo no estômago incluem azia e sensação de queimação no tórax, bem atrás do esterno, que é o osso central do peito. A queimação também pode atingir o abdômen e a garganta. Além disso, a ocorrência de dores torácicas intensas são percebidas, que podem ser confundidas com a dor da angina ou infarto.

Outro sintoma importante é a regurgitação, quando um conteúdo ácido e azedo, algumas vezes acompanhado de alimento, volta à boca. A disfagia também é um sintoma de refluxo, já que pessoas com longo histórico de azia podem desenvolver dificuldade de engolir certos alimentos, às vezes acompanhada de dor.

O refluxo no estômago também pode causar certos tipos de sintomas que são mais difíceis de associar a doença, como:

  • Tosse 
  • Dores de ouvidos;
  • Rouquidão;
  • Falta de ar e asma;
  • Halitose (mau hálito);
  • Erosão dos dentes;
  • Cárie;
  • Náusea; 

Qual exame para detectar refluxo?

O diagnóstico de refluxo no estômago, na maioria das vezes, é clínico. Dessa forma, o médico analisa o histórico familiar e de saúde do paciente, além de seus exames físicos, para detectar a doença.

Para um estudo mais aprofundado e, consequentemente, o estabelecimento de um diagnóstico definitivo, o profissional pode solicitar um exame complementar específico para essa patologia, a endoscopia digestiva alta.

Esse procedimento permite a visualização do tubo digestivo superior, incluindo o esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado). Isso é feito pela introdução de um tubo flexível pela boca, que é equipado com uma pequena câmera em sua extremidade.

Além da endoscopia digestiva alta, outros exames que podem ser solicitados são a pHmetria esofágica (que mede a acidez do esôfago por 24 horas) e a manometria (que indica o grau de funcionamento do esfíncter e fornece informações sobre a força de contração dos músculos do esôfago).

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Como é o tratamento do Refluxo Gastroesofágico?

O tratamento do refluxo gastroesofágico pode ser tanto clínico quanto cirúrgico, sempre com o objetivo de aliviar os sintomas, curar a esofagite (inflamação do esôfago), melhorar o movimento do esôfago e prevenir a ocorrência de futuras complicações mais graves.

No campo clínico, a estratégia terapêutica foca na mudança dos hábitos de estilo de vida e alimentação, como:

  • Evitar o consumo de alimentos e bebidas que agravam os sintomas, como café, chocolate, alimentos gordurosos, bebidas ácidas – suco de laranja, limão e à base de cola, por exemplo;
  • Perder peso, em caso de obesidade;
  • Fracionar as refeições, diminuindo as porções e aumentando a frequência;
  • Não comer três horas antes de ir para cama;
  • Elevar a cabeceira da cama, para evitar que o ácido retorne durante o sono.

Além das mudanças de hábito, o tratamento clínico inclui a administração de medicamentos específicos para reduzir e até mesmo inibir a secreção de ácido no estômago, sendo os mais conhecidos o omeprazol, pantoprazol, cimetidina, entre outros.

Nas situações em que essas alternativas não surtem efeito, ou quando o quadro já é grave e apresenta complicações, a cirurgia é indicada.

A prática cirúrgica mais comum para casos de refluxo gastroesofágico é a Fundoplicatura de Nissen, uma técnica que consiste no envolvimento completo (360°) do esôfago distal, formando assim uma válvula anti-refluxo. Na maioria das vezes, essa cirurgia é feita por via laparoscópica, quando é feita uma pequena incisão na área, permitindo que o médico obtenha imagens da região abdominal e faça os procedimentos necessários.

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Como vimos no artigo, o refluxo gastroesofágico é um problema bastante comum, que afeta muito a qualidade de vida do paciente. A mudança no estilo de vida, o tratamento medicamentoso e, nos casos mais graves, a cirurgia, são opções de tratamento.

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Por: IMEB / Categoria: Saúde e Bem-estar

13 de maio de 2022

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