Tendinite: o que você precisa saber sobre esse tipo de inflamação

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A tendinite é um problema comum que acomete tanto as pessoas que realizam esforços muito repetitivos e intensos, como jogadores de futebol e corredores, como aqueles que possuem uma postura corporal inadequada.

Continue lendo o artigo para entender melhor o que é a tendinite, suas causas, tipos e sintomas, além de como aliviar a dor, tratamento, diagnóstico e prevenção. 

O que é Tendinite?

A tendinite é uma inflamação do tendão que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum no ombro, cotovelo, punho, joelho e tornozelo. As principais características do problema são dores e inchaço na região.

Para entender melhor o problema, o tendão é responsável por transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos, determinando os movimentos do corpo.

Por exemplo: quando dobramos o braço ou mesmo os dedos, os tendões são tensionados e tornam-se ativos entre o músculo contraído e o osso, gerando, assim, o movimento. 

Sabe-se que um tendão pode alongar naturalmente em 4% a 8% do seu tamanho original. 

Quando passa desse limite, provavelmente ocorrerá uma lesão anatômica do tendão, como a tendinite.

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O que pode causar Tendinite?

O que pode causar Tendinite

De modo geral, a tendinite pode ser causada por múltiplos agentes que agridem o tendão, tanto de forma aguda (episódio único), quanto de forma crônica (múltiplos episódios lesivos).

Na maioria das vezes, a inflamação está relacionada a alguns fatores de risco. Conheça os principais a seguir:

  • Trauma no tendão, que pode ocorrer por um episódio agudo ou por traumas repetitivos, no qual o tendão alonga além do seu limite de 8%.
  • Falta de alongamento ou flexibilidade de algum grupo muscular, o que pode gerar uma sobrecarga no tendão.
  • Prática excessiva de atividade física, sem técnicas, materiais ou cuidados adequados para a realização de tal atividade.
  • Postura inadequada, como ombros “caídos” para a frente do corpo.
  • Movimentos repetitivos que podem causar fadiga aos tendões, como usar computadores, tablets e celulares na mesma posição e por longos períodos.
  • Idade do paciente, visto que o envelhecimento normal dos tecidos torna os tendões menos resistentes à lesão.
  • Estresse, que pode causar uma contração muscular incorreta e fadiga nos tendões.
  • Doenças autoimunes, nas quais o organismo desenvolve reação agressiva aos próprios componentes dos tecidos tendinosos.

O problema também pode acometer os atletas, principalmente os corredores. É o caso, por exemplo, da Tendinite de Calcâneo (Aquiles), cuja inflamação acomete o tendão dos músculos da panturrilha. Geralmente ela ocorre por insuficiência e/ou desequilíbrio muscular da panturrilha, excesso de treinamento ou mesmo o uso de calçados inadequados para a atividade física.

Outra inflamação comum entre os atletas é a tendinite patelar (também conhecida como tendinite do saltador), que acomete o tendão do músculo do quadríceps. Esse tipo de lesão pode ocorrer por movimentos repetitivos, excesso de treinamento, por desequilíbrio dos músculos da coxa, ou mesmo por desalinhamento dos membros inferiores, como joelho valgo, quadris largos e pé plano (chato).

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Tipos de Tendinite mais comuns e sintomas: saiba identificar

Os sintomas clínicos do problema podem variar ou se intensificar de acordo com o local da inflamação, sendo a dor o sinal mais característico. Conheça mais sintomas da tendinite abaixo, com base nos tipos do problema.

  • Tendinite no ombro: nesse tipo de tendinite, a intensidade da dor é variável e o paciente costuma apresentar rigidez na articulação, dor ao tocar no local e muita dificuldade para movimentar o ombro.
  • Tendinite no cotovelo: também conhecida por epicondilite ou cotovelo de tenista, quem possui tendinite no cotovelo sente fortes dores nas articulações ao fechar ou abrir o braço, por exemplo. Além disso, o problema também costuma impactar em regiões próximas, como dedos da mão e pulso, causando dificuldades de movimentação e sensação de fraqueza nesses locais.
  • Tendinite no pulso: também conhecida como tendinite de De Quervain, esse problema costuma ser mais frequente em pessoas que passam muito tempo do dia digitando no computador e, em geral, o paciente sente dores com um simples toque ou ao movimentar o pulso. Também é comum a sensação de dormência e alta rigidez na região.
  • Tendinite na mão: esse tipo de tendinite também é mais comum em quem usa muito o computador na rotina e costuma afetar, principalmente, os tendões que estão localizados nas “costas” das mãos. Por isso, além da dor característica, os principais sintomas são: formigamento, ardência e inchaço no local.
  • Tendinite no joelho (patelar): como a inflamação surge no tendão do músculo dos quadríceps e acaba impactando diretamente nos joelhos, pacientes com esse tipo de tendinite apresentam inicialmente fortes dores em situações que forçam um pouco mais os músculos da região, como na prática de atividades físicas, por exemplo. Quando o problema evolui, começa a impactar também em situações do dia a dia, como em um simples caminhar.
  • Tendinite no pé: a inflamação desse tipo de tendinite afeta, principalmente, os músculos da panturrilha e, por isso, apresenta como principais sintomas as fortes dores no local e a alta sensibilidade ao toque, que costumam se agravar em situações como se levantar da cama ou do sofá, ou que demandam um maior esforço físico.
  • Tendinite no quadril: a inflamação surge nos tendões que ligam o músculo aos ossos na articulação do quadril, o que provoca fortes e intensas dores, especialmente ao sentar, por exemplo. Além disso, o problema também pode evoluir para a perna, o que dificulta ainda mais o movimento e pode causar câimbras frequentemente.

Além disso, alguns sintomas comuns na maioria dos tipos de tendinite são o calor na pele suprajacente ao tendão inflamado e vermelhidão na região dolorosa.

Identificou-se com algum sintoma? É importante que procure um médico o mais rápido possível. Somente um profissional pode avaliar a sua condição, oferecer um diagnóstico preciso sobre o que pode estar acontecendo e orientar a melhor forma de tratamento para aliviar a dor de tendinite, se confirmado o laudo.

O que considerar para obter confiança em um diagnóstico? Descubra aqui.

Quando a Tendinite é grave?

A tendinite é considerada grave quando evolui para a tendinite crônica, isto é, quando os sintomas chegam a durar mais de seis semanas (ou 45 dias).

Isso acontece principalmente pela falta de busca ao tratamento, que faz a condição evoluir. A inflamação se agrava, pelo excesso de estresse que vai gerando nos tendões e nas articulações, o que pode causar também a ruptura do tendão, dificultando ainda mais a mobilidade do paciente.

Quando a tendinite se torna crônica, o processo de recuperação costuma ser mais demorado.

A título de curiosidade, a tendinite também pode se classificar como aguda (quando os sintomas começaram há menos de duas semanas) ou subaguda (quando as dores, que começam a incomodar até mesmo no repouso, já duram entre duas e seis semanas).

Como aliviar a dor? Tratamento para tendinite.

Geralmente, a recomendação médica para tratar tendinite e melhorar os sintomas é o uso de anti-inflamatórios para controlar a inflamação e prevenir problemas futuros. Em quadros em que o problema é mais frequente no histórico do paciente, também pode ser indicado o acompanhamento fisioterápico e alguns exercícios especiais.

Além disso, o tratamento pode variar de acordo com o local da lesão e tipo do problema. Quando o paciente apresenta tendinite no ombro, por exemplo, costuma-se imobilizar o local para uma recuperação completa. Já em casos de tendinite no joelho, costuma-se recomendar cirurgia, especialmente nos casos mais graves.

O procedimento cirúrgico também costuma ser indicado nos casos em que o paciente não procurou o tratamento logo quando percebeu os primeiros sintomas, fazendo com que a condição evoluísse para um quadro mais sério, como a tendinite crônica.

Nesses casos, é comum que o paciente já apresente uma ruptura no tendão e atrofia dos músculos da região, o que demanda a cirurgia para reparação dos danos.

Quanto tempo leva para curar uma tendinite?

Quando a tendinite é identificada precocemente e o paciente busca o tratamento em até duas semanas após perceber os sintomas, o tempo de recuperação completa pode levar entre 6 e 10 semanas.

Já quando a condição é mais grave, o paciente pode levar até 6 meses para se recuperar completamente do problema.

É importante reforçar que o tempo de recuperação também depende de alguns fatores

Por exemplo, pacientes com uma idade mais avançada normalmente demoram mais para se curar da tendinite, pela maior dificuldade de cicatrização do organismo e absorção da inflamação.

Além disso, pacientes que exercem funções no dia a dia que demandam muita movimentação das articulações (ou com doenças que impactam diretamente nos tendões) também tendem a demorar mais para se recuperar das lesões.

Qual o melhor remédio para tendinite?

Em geral, os medicamentos anti-inflamatórios que costumam ser recomendados para tratar a tendinite são:

  • Bi Profenid;
  • Profenid;
  • Cataflampro;
  • Cetoprofeno;
  • Diclofenaco Dietilamônio;
  • Fenaflan;
  • Flanax;
  • Ibupril;
  • Ibuprofeno;
  • Meloxicam;
  • Naproxeno.

Porém, é importante ressaltar que somente um profissional está capacitado para indicar o melhor medicamento para a condição do paciente, além da dosagem adequada e do tempo de duração correto do tratamento.

Lembre-se que a automedicação pode piorar o problema e aumentar o tempo de recuperação.

Como diagnosticar a tendinite?

Como diagnosticar a tendinite

Somente um profissional pode oferecer um diagnóstico preciso da tendinite. Primeiro, em consultório, o médico analisa o histórico do paciente e realiza um exame físico, para avaliar os sintomas clínicos, como dores e inchaço.

Se identificado o problema e a tendinite estiver em uma fase inicial, geralmente o médico recomenda repouso por determinado período e prescreve medicamentos anti-inflamatórios para a recuperação.

Porém, caso o quadro já esteja em um estágio grave, o médico poderá solicitar alguns exames de imagem para avaliar o estado do tendão, como a Ecografia e a Ressonância Magnética.

Por meio desses exames, será possível avaliar a presença de líquido inflamatório ao redor do tendão, bem como o aspecto da estrutura fibrilar, que poderá revelar a presença de alterações anatômicas, rupturas parciais ou totais da estrutura da fibra.

Caso precise realizar uma Ecografia ou Ressonância Magnética do tendão, marque o seu exame com quem é referência em Diagnóstico por Imagem e Medicina Nuclear em Brasília (DF). Clique aqui e agende o seu exame em uma das unidades do IMEB!

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Como prevenir a tendinite ou evitar que a dor volte

Para evitar a tendinite e eventuais dores no tendão novamente, o ideal é que você faça alongamentos antes e depois de uma atividade física, e intercale os alongamentos em atividades repetitivas, como usar o computador por longos períodos.

Além disso, beba água ao longo do dia e mantenha uma alimentação saudável. Assim, você fortalece seus músculos e ossos e mantém seu organismo funcionando bem.

Para começar a adotar um estilo de vida mais saudável, o Dr. Renato, médico do IMEB, tem algumas dicas. Assista ao vídeo abaixo:

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O problema também pode ser causado pela má postura. Por isso, corrija a postura do corpo para evitar a sobrecarga dos tendões, principalmente nos ombros e braços. Se você trabalha usando o computador, deixe a tela no nível dos seus olhos, para que você não tenha que sobrecarregar os ombros e pescoço para enxergar melhor.

Atenção também quando for usar o celular: é muito comum as pessoas deixarem o tronco “cair” para a frente quando vão mexer no smartphone. E essa posição, como já foi mencionado, pode sobrecarregar os tendões dos ombros e até das mãos e braços. Lembre-se de corrigir a postura nessas situações.

Ainda: pacientes que já têm um histórico de tendinite ou outros problemas e dores nos tendões e articulações, o recomendado é que procurem um médico antes de praticar algum exercício físico.

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