Check-up cardiológico: 6 problemas sérios que ele pode descobrir (e até evitar) | IMEB

Check-up cardiológico: 6 problemas sérios que ele pode descobrir (e até evitar)

Alguns fatores já são suficientes para colocar alguém automaticamente num grupo de risco para problemas cardíacos. Entre os principais estão a hipertensão, o diabetes, a obesidade e o histórico familiar. Nesses casos, o cuidado e a prevenção devem ser dobrados.

Nos casos em que não há fatores de risco, é preciso ficar atento aos sinais de que algo pode estar errado. Mas como algumas doenças podem ser assintomáticas e silenciosas, o melhor cuidado que você pode ter é o check-up cardiológico.

Neste artigo, você vai conhecer vários problemas cardiovasculares que podem ser descobertos mais cedo (e até evitados) com a ajuda do check-up cardiológico.

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Quando fazer o check-up cardiológico

Talvez as dúvidas mais frequentes em relação ao check-up cardiológico seja com que idade devemos começar a fazer e com que frequência

Na verdade, não há resposta única para isso.

Caso a gente olhe para o que diz a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a recomendação é de que homens a partir dos 45 anos e mulheres chegando à menopausa deveriam iniciar as avaliações cardíacas regulares.

No entanto, a própria SBC reconhece que pacientes com história familiar de doenças cardíacas precoces possuem um risco maior que pessoas sem esse histórico e, portanto, devem realizar uma avaliação o mais cedo possível (até mesmo na infância).

Outra condição que também indica a realização de um check-up cardíaco é o início de uma atividade física, visando avaliar sua capacidade cardiovascular para aquela atividade, assim como investigar se não há algum problema cardíaco que impeça aquela prática.

Independentemente da indicação, um dos maiores benefícios de procurar o cardiologista é a oportunidade de ser orientado sobre como cuidar melhor do seu coração, os hábitos que você deve adotar, e aqueles que deve evitar. Pois, segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas com essas mudanças, já seria possível evitar 80% dos problemas do coração.

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Principais doenças investigadas no check-up cardiológico

1. Doença arterial coronariana

O que caracteriza a doença arterial coronariana (ou aterosclerose coronariana) é o acúmulo de placas de gordura nas artérias, reduzindo o espaço no seu interior e tornando cada vez menor o fluxo de sangue para o coração.

A importância vital do check-up cardiológico no caso da doença arterial coronariana é porque essa doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Em situações de bloqueios parciais da artéria, pode provocar dores no peito, cansaço e falta de ar. Já nos casos de bloqueio completo, pode causar até um ataque cardíaco.

Evitando doenças com o check-up cardiológico

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

Os tratamentos indicados variam de acordo com a gravidade do quadro, podendo ser indicada uma simples mudança de hábitos (alimentação e atividades físicas) e uso de medicação, nos casos mais leves, ou mesmo a realização de cirurgia (angioplastia) para desobstruir as artérias.

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2. Hipertensão arterial sistêmica (pressão alta)

A hipertensão arterial é definida pela força exagerada que o fluxo sanguíneo exerce na parede das artérias. A razão para isso é que, por alguns motivos (genéticos e de hábitos de vida), as artérias vão se tornando mais rígidas e menos elásticas, não conseguindo dilatar para a passagem do sangue, ficando muito pressionadas pelo fluxo.

A importância do check-up cardiológico para essa doença é o fato de que geralmente a hipertensão arterial não apresenta qualquer sintoma. Sendo assim, a única maneira de o paciente descobrir que tem o problema é medindo a pressão.

medição da pressão arterial

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

Os níveis considerados normais de pressão arterial vão em geral até 13/9, sendo considerado um quadro de hipertensão quando ultrapassa esse valor e se mantém elevada de forma permanente. A partir desse nível, o quadro vai sendo considerado mais e mais grave, e oferecendo mais e mais riscos à saúde do paciente.

Caso não seja tratada, a pressão alta pode levar a doenças cardíacas e até a morte, como nos casos de acidentes vasculares cerebrais.

Apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada com mudanças de hábito, como reduzir o consumo de sal e realizar atividades físicas, além do uso de medicações para manter a pressão arterial controlada

3. Insuficiência cardíaca

Também conhecida como “doença do coração fraco“, a insuficiência cardíaca é uma condição crônica que faz com que o coração não consiga bombear o sangue (insuficiência sistólica) ou se encher de sangue (insuficiência diastólica) com a força necessária.

A pessoa pode já nascer com o problema, como pode também desenvolver ao longo da vida e isso se tornar permanente.

Os principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca são pressão alta, infartos anteriores, doença arterial coronariana, diabetes e obesidade.

Quem tem insuficiência cardíaca costuma apresentar muita falta de ar e fadiga, mesmo aos menores esforços físicos, além de inchaço nas pernas e sensação de coração acelerado. Se você apresentar algum desses sintomas, procure um médico.

Para tratar o quadro, o médico geralmente orienta o paciente a diminuir o consumo de líquidos e de sal na alimentação, além de medicamentos. Em casos mais graves, pode ser necessário implantar um desfibrilador ou marca-passo.

Nos casos que não são de nascimento, é possível evitar, tomando cuidados como controlar a hipertensão e o colesterol alto, reduzir alimentos gordurosos ou com muito sal, realizar atividades físicas, controlar seu peso e, claro, realizar seu check-up cardíaco regular.

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4. Arritmia cardíaca

Nos casos de arritmia cardíaca, os impulsos elétricos do coração não funcionam como deveriam, fazendo com que os batimentos do coração ocorram fora do ritmo normal: muito rápidos ou muito lentos.

Arritmias mais leves, podem até passar despercebidas sem uma avaliação cardíaca, mas em casos mais graves, o paciente pode sentir palpitações, aceleração ou falta de batimentos, sensação de que o coração está batendo no pescoço, além de tontura e desmaios.

por que manter o check-up cardiológico em dia

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

Algumas pessoas podem já nascer com essa condição, mas esses casos são minoria. Na grande maioria dos casos, a arritmia cardíaca ocorre devido a pressão alta, diabetes, infartos, problemas de válvula cardíaca ou qualquer situação que provoque mudanças na estrutura do coração.

Em geral o problema já pode ser diagnosticado desde a infância (8-10 anos), mas o mais comum é que ele seja percebido na adolescência ou em adultos jovens.

O tratamento geralmente é feito com o uso de medicamentos para ajustar o ritmo dos batimentos cardíacos, implante de dispositivos ou, para alguns casos, até mesmo se conseguir a cura através da cauterização do foco de arritmia com o uso de um catéter.

5. Doença arterial periférica

Outra condição cardiovascular diagnosticada no check-up cardiológico é a doença arterial periférica.

Trata-se de um problema circulatório que diminui o espaço interno dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue para o corpo. Essa redução do espaço acontece por um acúmulo de gordura e cálcio nas paredes das artérias (aterosclerose). 

Os sintomas iniciais costumam ser a mudança de cor nas pernas e pés, que ficam mais escurecidos devido à redução da circulação do sangue e, nos quadros mais avançados, o paciente começa a sentir dores nas pernas, principalmente para caminhar.

prevenção de doenças cardíacas

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

As principais causas da doença arterial periférica são a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto, o tabagismo e o próprio envelhecimento.

Como formas de tratamento, são indicadas as mudanças de hábito nos casos iniciais (parar de fumar, realizar atividades físicas e uma dieta saudável), porém, nos casos mais avançados, são indicados medicamentos para facilitar a circulação sanguínea ou mesmo cirurgia de revascularização, para desentupimento das artérias.

6. Acidente vascular cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral pode ser de dois tipos: isquêmico e hemorrágico. No primeiro caso, é causado por um entupimento de artérias do cérebro, por acúmulo de gorduras. No segundo, pelo rompimento de artérias, principalmente pela pressão arterial muito elevada.

Os sinais típicos de que alguém está apresentando um quadro de AVC são a perda da força e da sensibilidade de um dos lados do corpo (ou de ambos), dificuldade para falar, dor de cabeça muito forte e que não passa com analgésicos comuns.

doenças que podem ser evitadas com o check-up cardiológico

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein

Em relação aos fatores de risco, existem aqueles que podem ser controlados, como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e maus hábitos alimentares, mas existem também condições que predispõem o paciente a maior risco de AVC, como idade, raça e sexo.

Além disso, no caso das mulheres, o uso de anticoncepcionais também aumenta o risco de acidente vascular cerebral.

Apesar de que o ideal seja realizar seu check-up cardiológico para diagnosticar possíveis riscos e controlar mais cedo, caso o paciente apresente os sintomas acima, o ideal é buscar socorro médico de emergência. Quanto antes o paciente for tratado, mais chances terá de não ficar com sequelas.

 

Como é feito o check-up cardiológico

O primeiro passo de um check-up cardiológico é a conversa com o médico, na qual ele tentará conhecer sua história de vida e seu histórico familiar para poder identificar possíveis fatores de risco, além de sintomas que possam indicar algum problema cardiovascular.

Além disso, serão solicitados exames complementares gerais e um teste de esforço na esteira ergométrica, para avaliar como seu coração se comporta em situações extremas. Caso algum desses exames levante alguma suspeita, o médico pode pedir outros exames mais específicos.

A seguir você confere os principais exames do check-up cardiológico, lembrando que nem todos esses exames serão solicitados, e o médico vai pedir aqueles que julgar mais esclarecedores para seu caso.

  • Glicemia de jejum: verifica os níveis de açúcar no sangue.
  • Hemograma completo: rastreia a concentração de hemácias, leucócitos e plaquetas no sangue.
  • Creatinina: avalia como os rins estão funcionando.
  • Triglicérides: monitora o metabolismo das gorduras no corpo e se há alterações que indiquem fatores de risco para doenças do coração.
  • Colesterol: verifica as taxas de HDL (colesterol bom) e LDL (colesterol ruim) e aponta riscos de entupimento das artérias.
  • TSH e T4 livre: avaliam o funcionamento da tireoide.
  • Urina: investiga possíveis infecções e outros problemas no sistema urinário.
  • Eletrocardiograma: avalia o ritmo e a velocidade dos batimentos cardíacos.
  • Ecocardiograma: analisa o fluxo sanguíneo, a estrutura e o funcionamento do coração.
  • Teste ergométrico: verifica como o coração reage quando é submetido a esforço físico.
  • Holter: complementa o eletrocardiograma, registrando as funções do coração do paciente por 24 horas.
  • Escore de cálcio coronariano: verifica a quantidade de cálcio nas artérias e revela precocemente os riscos de infarto.
  • Cintilografia de perfusão miocárdica: avalia áreas do coração em processo de obstrução e pode apontar os riscos de insuficiência coronariana, entre outros problemas.
  • Angiotomografia das coronárias: verifica a formação de calcificações e placas de gordura no interior dos vasos cardíacos.
  • Ressonância magnética cardíaca: faz o registro do coração com dados tridimensionais, analisando a atividade muscular e o fluxo sanguíneo na região.

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Angiotomografia das coronárias: como é feita, suas indicações e onde fazer

Rotina de cuidados

Como pudemos acompanhar durante este texto, é enorme a lista de problemas que o check-up cardiológico pode descobrir ou ajudar a evitar.

Apesar de as avaliações de rotina serem recomendadas mais tarde na vida, não há idade mínima para alguém realizar sua primeira avaliação cardíaca. Alguns problemas cardíacos podem estar presentes desde o nascimento, e quanto antes forem identificados, maiores as chances de tratamento e menores os riscos para o paciente.

Além disso, mesmo pacientes jovens também se beneficiam de uma avaliação cardíaca, tanto para terem um histórico precoce para comparar durante a vida, quanto para serem orientados pelo cardiologista quanto aos cuidados que precisam ter com a saúde cardiovascular.

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